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terça-feira, 4 de agosto de 2026

DEZ ANOS NA AMAZON

Esperando o sono no sofá, com a TV ligada e o celular em mãos, meu cérebro teve uma imensa vontade de, de repente, saber qual foi meu ebook mais lido durante todo esse tempo de publicação na Amazon e quantas páginas foram lidas nesse período, somando todos os títulos.

Eu que já estava capengando, tive um súbito estímulo mental. Acessei o KDP (Kinddle Direct Publishing), fui na área do fornecimento dos relatórios e configurei como "tempo vitalício", então me dei conta de os primeiros relatórios são de 20 de Junho de 2016. Já se passaram dez anos!

Como assim, 10 anos de Amazon e eu não enriqueci, não ganhei cadeira na ABL, categoria hot brasileiro, não fui entrevistado pelo Pedro Bial?! 

Nem a Tatiana Feltrin, a booktuber gigante no YouTube, sabe da minha existência! Como pode?

Só por causa disso, vou espairecer um pouco em uma caminhada, jogar o cabelo que nem usa shampoo ao vento empoeirado de Ribeirão e ficar horas fornecendo gratuitamente a minha presença pelas ruas, até desmontar de cansaço no shopping que me considera tão anônimo e insignificante quanto todo o resto desse mundo digital e literário. 

O melhor é na volta, sabe? Já está de noite, então eu volto é de Mercedes! 

O motorista para bem na minha frente, ele mesmo abre a porta e eu entro. Eu, bem! A bicha fina cada vez mais roliça com dois quilos de poeira e um pouco de suor seco na pele. 

Eu falo "boa noite", olhando bem para o sorriso dúbio que ele me dá, então me acomodo do jeito que eu quero, pois naquele horário nem tem tantos passageiros no ônibus. Tá bom pra você?

Deixando a zoeira de lado, compartilho os números de páginas lidas nestes dez anos de Amazon.

203.769 até ontem, antes de dormir.

43 ebooks. Vários estão arquivados. Entre eles: Política Apocalíptica, Inverno Poético, Rita & Orestes - Amor na Terceira Idade, a primeia versão de As Cobras Não Amam.

TOP 7 - os sete ebookss mais lidos. Páginas lidas. 

Quarentena Ardente - 42.536

O Caseiro Na Minha Sauna - 31.365

O Deleite Da Madrugada 2 - 23.368

O Deleite DA Madrugada - 19.863

Ex-Padrasto - 18.168

Ex-Padrasto, Parte III - 14.680

Ex-Padrasto, Parte II - 10.818

Caso queira conhecer meus ebooks, tem um link direto para o meu perfil na Amazon clicando aqui
Um abraço, tudo de bom!

sábado, 9 de maio de 2026

LIVROS QUE ACHEI NA RUA

Fazendo caminhada, percorro alguns quilômetros em um caminho bem conhecido rumo ao centro da cidade. Bem no meio dele, em uma avenida de grande movimento, há uma base da polícia militar que nunca mostra nenhum movimento, faz tempo, mas eu passo à frente dela e, além do ponto do ônibus logo ali, existe também uma prateleira que foi construída em uma das paredes. As portas transparentes servem para mostrar e proteger o que está lá dentro.

De vez em quando, dou uma olhadela de curioso, pois nunca aconteceu de encontrar nada significativo. Achei que veria mais um jornal da igreja Universal ou revistas de crente que nem eles mesmos leem, mas qual não foi minha surpresa ao constatar vários livros de verdade lá.

Minha intenção era pegar apenas um, mas vi o bom estado em que se encontravam, então resolvi levar todos os que me interessaram. Sempre ando com mochila nas costas, então foi fácil continuar meu trajeto.


Os livros de Rubens Saraceni foram muito comentados nos tempos em que eu convivia com pessoas que possuiam familiaridade sobre o assunto. Quase cheguei a comprá-los, na época, e hoje eles me fazem lembrar daquela máxima: 

O que é seu dá um jeito de vir até você.

Aquele livro embaixo, na segunda foto, com uma capa que parece um efeito de água (ou um riscado), tem o nome de Tudo É Rio. A autora se chama Carla Madeira. Por algum motivo, esse nome caiu no gosto de canais de mulheres booktubers, então, como estava ali, fiquei curioso e resolvi conhecer. Qualquer coisa, se eu não gostar, ponho fogo e ninguém nem fica sabendo. Mas, como o livro vinha sendo criticado, acredito que eu vá gostar, pois sou avesso ao efeito manada. O fato de estar com ele só agora é muito positivo, pois ájuda a não me influenciar. 

Os dois menores ao lado dele são:

Dez Leis Para Ser Feliz, de Agusuto Cury, que agora quer entrar para a política. Ai, Gugu! Logo agora que eu estava acreditando em você?

Do Socialismo Utópico Ao Socialismo Científico, de Friedrich Engels. Farei um post específico sobre ele.

Em cima, temos o romance Comer, Rezar, Amar e uma publicação bem fina com poemas de Fernando Pessoa. Tem um filme homônimo ao Comer, Rezar, Amar. Tentei ver duas vezes e dormi. Acredito que o livro seja melhor. Será?

É isso. Algum livro foi interessante para você? Diga para mim nos comentários.

Para quem deseja ver a versão em vídeo, é só clicar aqui

Um Abraço.



sábado, 2 de maio de 2026

PASSEIO NA LIVRARIA

Hoje, estava terminando minha caminhada, então entrei em uma livraria de shopping.

Estava bem mais cheia que o costume, até parecia haver algum evento, mas procurei por algo que mencionasse o que estava ocorrendo e não encontrei.

Estava cheia porque é sábado? Talvez.

Entre milhares de livros à disposição, eu sempre olho os que estão mais à mão, aqueles que são mais fáceis de ver e pegar.

Vi muitos títulos de José Saramago e alguns de Zafon. .

Fiquei surpreso com a finura dos titulos de Clarice Lispector e Graciliano Ramos, pois todo mundo enche a boca para falar de suas obras, então achei que tivessem mais páginas.

Eis que me deparo com uma capa azul, simples e bonita, com os dizeres "O Estrangeiro", de Albert Camus.

Pá! Que coincidência! Nestes ultimos dias, tenho ouvido falar muito desse autor. Fiquei feliz.

Voltando a Graciliano Ramos, ele me chamou a atenção. Havia uma bancada modesta, mas só dele. Várias publicações de Vidas Secas, por editoras diferentes, e outros títulos por apenas uma editora.

Entre eles, chamou minha atenção o "Angústia". Nunca ouvi falar. Será que é bom?

Desta vez, o que me segurou um pouco mais lá dentro foram algumas páginas da obra "Nobres Traficantes", de Bruno Abbud.

Quase comprei o livro, tamanha foi a minha vontade de trazê-lo para casa, mas lembrei que sou pobre e tenho outras prioridades. Então li um pouco mais e me desapeguei.

Saí da livraria do modo que sempre faço: me sentindo pequeno, imprestável, aquele cão vira-latas que ficou namorando um tempão a grande fornalha vertical de frango assado.

Estou bem agora, no conforto do meu lar, com meu bem, minhas coisas. Então desejo tudo de bom para você que me leu até aqui. Um abraço.

sábado, 18 de abril de 2026

TAG CONHEÇA O BLOGUEIRO

Não costumo dar espaço para TAGs aqui, mas o Luciano Otaciano, autor de alguma obras literárias que tive prazer em ter lido, participou da TAG Conheça o Blogueiro e me mencionou no momento das indicações.

Bora!

1. Como surgiu a ideia de criar seu blog? 

Quando eu achei que nunca mais usaria esta plataforma. O tempo passou, a vontade voltou, então criei este.

2. Origem do nome do seu blog? Trocaria o nome? Por qual?

Trocar? No momento, não vejo essa possibilidade. Gosto dele assim. Fabiano Café Gay é o nome do meu canal no YouTube, antes como Café Gay24. Mudei lá, para que todos soubessem meu nome.

3. Você tem outros blogs além deste? 

Não. Tenho canal no YouTube e perfil em redes sociais.

4. Já pensou em desistir do seu blog alguma vez?

Deste? Só se eu morrer. Pode acontecer de ele entrar em períodos de hibernação, mas não penso em desistir. Chega de desistir. Deixa ele aí, não está atrapalhando ninguém.

5. O que te faz continuar com um blog em tempos de scrolls infinitos?

Scroll para mim é cerveja. Desce redondo. Scroll para mim, e a conta para você. Qualquer coisa, eu te  devolvo em 'brincadeiras', se for homem. 

Falando sério agora, eu sou escritor. Todos os lugares são válidos para que me leiam. Eu gosto desta plataforma. Uso desde, sei lá, 2008, 2009... algo assim.

6. Qual é o seu post favorito no blog?

Aquele que tem comentários. É muito satisfatório ler os comentários.

7. Mande uma mensagem para outros blogueiros.

Aos jovens, estudem, aprendam coisas úteis para trabalhar. A vida é dura. Sem estudo e sem se preparar para nada, fica pior. 

Aos demais, vamos seguindo em frente, do jeito que der. A vida segue sempre em frente. Ela não dá uma paradinha, ali do lado, esperando a nossa vontade de ir com ela, não. Vamos seguindo em frente. Haja o que houver.

8. Pergunta personalizada: Cite um momento bom no seu passado, um momento que tem a ver com o que você faz e te deixa feliz.

Eu era bem jovem - jovem demais para muita coisa. Eu ficava desenhando, criando minhas historinhas em uma edícula que tem muitas histórias para contar. O ambiente era bem simples, a mesa enorme de fórmica tinha as pernas frágeis, então ela balançava fácil, mas ela foi minha ferramenta essencial, minha melhor companheira durante anos. O rádio bem antigo do meu pai, sintonizado em uma emissora AM, trazia mais alegria ao momento. 

Uh, just a little bit dangerous... dangerous... (Roxette)

Como foi bom ficar naquela choupana. Se eu tiver a oportunidade de voltar no tempo, em espírito desencarnado, algum dia, será aquele moleque lá que irei visitar. Ele vai se emocionar do nada, sem motivo, vai achar que foi pela música do rádio. Não precisa saber que foi por mim.

Rapidinhas sinceras

Uma música: Sobre o Tempo, do Grupo Nenhum de Nós. Essa música é pura poesia e reflexão.  Outra desse mesmo tipo é a música Índios, da Legião Urbana. Mas eu sou bem eclético, os anos 80 e 90 são meus preferidos. Hoje em dia, gosto muito do que crio utilizando a IA. Farra Patriota, Marajá, Logo Que Acordei, A Bomba Poderosa, essas músicas estão na playlist do meu canal do YouTube.

Um livro: covardia falar um. Não dá. Não dá mesmo. Ando lendo autores independentes como eu. Eu me divirto muito. Recomendo O Monstro de Grey Cave, de G. Fonseca, por ser um terrozão brabo no trash nojentaço. 

Um filme: A hora do Pesadelo, Sexta-feira 13, Final Destination (Premonição). Essas três franquias são espetaculares. Também recomendo as séries Breaking Bad e Prison Break.

Um hobby: adoro fazer uns vídeos batendo uma, mostrando meus pezões ou falando besteiras íntimas verbais que provocam orgasmos. Você não sabe como é realizador.

Um medo: largado, passando fome, a casa entregue aos ratos e outros bichos escrotos.

Uma mania: ler o livro e imaginar como eu faria tais cenas e situações. A mania nova, agora, é ler no kindle e ficar enchendo de notas, comentando coisas, sendo sincerão para ninguém ali. Ah, Ah!

Um sonho: viver em um país silencioso.

Não consigo viver sem: me comunicar na Internet

Tem coleção de alguma coisa? Coleção de mágoas, de abusos, de frustrações. O que aconteceu a essas pessoas? Nada. Também, eu nunca falei nada e nem falarei.

O que mais gosta no seu blog: poder escrever o que eu quiser, ler os comentários. Na verdade, como escritor, eu gosto mesmo é de provocar o leitor.

Desejo literário no momento: ler algo da Freida sei lá o quê. A mulher é uma máquina. Acho que logo farei isso. Tô com medo de me arrepender. Ah, Ah! Faz parte... 

Pessoa que mais te inspira: olha, é melhor não colocar nomes. São vários.

Gostaria de fazer uma pergunta aos próximos participantes? Aquela pergunta que personalizei.

Qual é o hábito corriqueiro mais irritante, na sua opinião? Ser interrompido quando estou escrevendo. 

Quero agradecer a quem veio ler, a quem veio dar seu tempo, seu carinho para esta postagem. Muito obrigado a você que me lê.

Quem quiser fazer a TAG em seu próprio blog, fique à vontade.

Um abraço.

terça-feira, 7 de abril de 2026

FUI PASSAR VONTADE NA LIVRARIA

Fui passar vontade na livraria, então vi este livro e pensei: 

Na Amazon está mais barato. 
Depois eu vejo. Agora não. 
É deselegante.

Tá! 

Agora, de banho tomado, com as pernocas no sofá e a TV servindo só como companhia, pego o celular e vejo. 

Ainda bem que já estou no sofá. Ah, Ah!

O mesmo preço da livraria.
A versão para ebook também está cara.
E agora tem audiobook. 

Quê!? 

E não é que dá para ouvir um pouco? .
Minha vontade de ter o livro só aumentou. 

Ah, Ah!



sábado, 8 de novembro de 2025

DESILUSÃO LITERÁRIA É COMO UMA BOMBA QUE EXPLODE DENTRO DA GENTE

Eu não fico anunciando meu blog, pois a intenção não é torná-lo ciente para muita gente que tenho como contato em redes sociais. Deixá-lo quieto é bom para mim, pois me sinto mais à vontade para colocar certas coisas. Coisas as quais vejo naquele outro lugar tão "sociável" e me fazem pensar.

Dia desses, fiquei empolgado com um colega, ao saber que ele lançará um segundo livro de uma obra literária que li dele, há pouco tempo. Fiz videozinho mostrando satisfação, mostrei o livro 1, que tenho com muito gosto, enfim, demonstrei minha felicidade pelo feito dele.

Mas essa euforia acabou logo. No dia seguinte, vi uma nova divulgação do livro novo, agora dizendo que está na Amazon, para quem não quer esperar o tempo certo de pegar o físico. Até aí, tudo bem. Sou um grande adepto da leitura digital e vivia incentivando as pessoas a irem por esse caminho. 

"Vivia" porque venho aprendendo a ser egoísta para o meu próprio bem. Hoje, não encorajo ninguém. Porque não tenho mais saco para ficar conduzindo o cidadão e depois ele simplesmente me virar as costas por causa de algo qualquer, me descarta no lixo como se eu fosse um copinho de água. A culpa era da pessoa ingrata, cretina, falsiane, metida? Não. A culpa era toda minha, pois partia de mim ajudar e ser todo o suporte que todo mundo precisava. Eu dava meu tempo para ver a satisfação da pessoa em conseguir realizar a façanha de colocar seu ebook e ter aprendido a mexer na plataforma, para colocar outros que supostamente viriam, mas depois eu percebi que a pessoa nem valorizava tanto esse tipo de coisa. Eu só fui percebendo isso ao longo do tempo.  Novamente eu digo, não culpo ninguém a não ser a mim mesmo, pois partiu de mim, mas voltando ao foco que não é esse...

A divulgação nova que vi tinha um detalhe que não me agradou nenhum pouco, e é nessas horas que eu agradeço por ter este lugar para desabafar. Alguém está pagando pessoas para deixar comentários e avaliações cinco estrelas na página da Amazon. Vi preços variando entre 20 a 50 reais via Pix. Sem burocracia. Era só seguir fulano, siclano e beltrano, deixar o comentário na Amazon e avaliar com as cinco estrelinhas. Postar em rede social também vale, mas não sei se está incluído no valor do Pix.

Uma vez, no início do meu ingresso na Amazon, eu tinha conhecido uma plataforma chamada WATPAD. Era um lugar bem movimentado onde todo mundo punha de tudo o que escrevia e tinha-se acesso total ao que bem quisesse encontrar. Resumindo bem a questão, meu encanto se desfez quando percebi que ninguém lia as coisas que eu postava. Sério. Ninguém mesmo! Mas havia um monte de gente com números impressionantes de leituras, comentários, bajulações etc. Um dia, averiguando melhor a plataforma, percebi que havia uma combinação entre as pessoas. Se você seguir fulano, beltrano e tetrano, você vai receber um número X de pessoas olhando o que você escreve. Se fizer mais isto e aquilo, as pessoas deixarão comentários, serão superfofas com você. 

Saí completamente desiludido e ingressei na Amazon. O ano era algo entre 2016, 2017, não lembro com exatidão. Vendo, hoje, a nova maracutaia envolvendo esse perfil do colega, perdi o encanto sobre todas as postagens desse nicho no Instagram. Eu sempre lia um post de alguém, um feed dos grandes, muitas vezes, mas eu lia com prazer. Agora, eu olho esses posts e não tenho nem coragem de querer saber se o post é grande ou não, porque simplesmente não me importa. Não me interessa.

Talvez, se eu fosse, um pouco, como esse autor, eu faria a mesmíssima coisa. Mas eu não sou ele, não estou no lugar dele. O meu lugar é outro. E aqui, no meu lugar, o que eu sinto é dor e desprezo. A dor de ser tapeado, de ter acreditado em palavras de posts que na verdade não são sinceras. 

"Ah, não fale assim, estou ganhando para fazer este post, mas eu o faria mesmo assim." Ah, jura? Então faz o seguinte: pega o valor desse seu pix, que você recebeu, e encaminha ele para mim. Ah, Ah, Ah!

Pra cima de mim esse papinho, bem?

Só quero deixar claro que não vim colocar lição de moral a ninguém. Não quero apontar o dedo e dizer quem é mais ou menos escritor, quem joga sujo ou limpo. A questão não é essa. A questão é: eu estou completamante decepcionado com muita coisa que descubro ser ilusão. 

Autores como ele... Não importa que paguem um milhão de pessoas. Esses autores sabem que elas não os leem porque sentem vontade. Elas os leem por dinheiro, ou melhor: esmolas.

"Olha, o autor não tem nada a ver com isso. Na verdade, é o perfil da fulana influencer que...", está usando a obra dele para se promover e assim desiludir leitores como eu. Dá na mesma! O foco aqui é a decepção em descobrir que um livro bem comentado não é realmente o que muitos gostaram de ler. Qual confiança terei, daqui para frente, ao ler os comentários de um livro e achar que são reais? Nenhuma. Nem comentários, nem estrelinhas, nem resenhas em redes sociais, nem nada...

Essas coisas decepcionam, deprimem, tenho até vontade de me desfazer dos livros desse autor. Talvez eu doe para a biblioteca municipal. Perder o encanto é foda. O mercado, o sistema é foda.

quinta-feira, 6 de novembro de 2025

A PRAGA ESCARLATE, DE JACK LONDON

Tenho lido livros interessantes. O mais recente, eu terminei semana passada, 29 de Outubro. Foi uma história com cerca de 60 páginas, de Jack London. A estimativa não é precisa, pois leio como ebook, então é o que Amazon coloca, para termos uma noção. E leio em formato Epub, utilizando outro aplicativo, o que torna tudo ainda mais diferente e interessante, pois, no aplicativo informavam mais de 200 páginas, mas é porque ele me dava as letras grandes, com cerca de dois ou três parágrafos comuns em cada uma.

"A Praga Escarlate" é o nome do livro, uma distopia pós-apocalíptica (o povo adora essas duas palavras), ambientada no ano de 2073, focada em um velho de 87 anos e seus netos com idade entre 12 e 13 anos, sobreviventes de uma pandemia que acabou com tudo em 2013. Só que tem um detalhe importante que valoriza mais essa trama: 

produzida em 1912 

É meu querido, é minha querida! Ah, Ah, Ah! Jack London fez uma tacada quase certeira em relação à pandemia que quase levou a humanidade para a vala! Entretanto, em 1912, o que se saberia do nosso presente? É claro que as coisas que ele colocou não são bem como vivemos, mas, quando você ler, vai acabar pensando na nossa pandemia como um "What If" do tipo: "E se" as vacinas não tivessem sido descobertas logo? Como seria o mundo devastado, com praticamente restos de seres humanos, um e outro apenas, espalhados, escassamente, pela longetude do mundo? Também vi referências à Internet, onde conta que as pessoas, em 2013, se comunicavam pelo ar e pelos fios. PÁ! O que será que ele imaginou, hein?

Foi uma experiência incrível viajar para a devastação de 2073, onde nada mais havia de 2013. Sem Internet, sem tecnologia nenhuma, pois não havia laboratórios, medicamentos, estudos, nem escolas, não havia sequer um simples sabonete para tomar banho. Pois é! Tá entendendo aonde eu quero chegar? Esse futuro é muito louco! Os meninos que cresceram nessa escassez imensa de coisas mais básicas não sabiam nem se comunciar. O vocabuláario que entendiam era pífio, então eles ficavam impacientes diante das colocações do velho, pois eles não entendiam o que queriam dizer as palavras pronunciadas. Mesmo as mais simples de tudo, como "interessante". E eles, em sua ignorância, não suportavam o conhecimento bem ao lado. Um se zangava, outro debochava, e outro apenas ouvia na dedução de ir entendendo. 

Mas, não bastava o cenário descrito, a realidade cruel onde nem tinham roupas e sabonete, portanto, nem banho tomavam. Não bastava ter ficado a par do que aconteceu, de como as pessoas iam morrendo, uma a uma. Ainda havia mais! 

Sim! Esse livro me pegou de jeito quando a mensagem final foi transmitida: a busca pelo poder e a corrupção iminente. Esse detalhe filosófico do tipo "sad but true (triste, mas verdadeiro)" fez com que me lembrasse do aclamado Ensaio Sobre A Cegueira, obra prima de José Saramago, que li duas vezes com muito gosto, pois, em meio ao caos de uma súbita cegueira viral, leitosa e misteriosa, chega o momento em que o homem busca o poder e acaba fazendo com que outros se corrompam em troca de benefícios. Eu sei que existe o filme, que é muito bom também, mas o livro é uma imersão maior naquela realidade. 

E eu falei com uma IA do X (antigo Twitter) sobre essa obra e o papo me deixou muito empolgado. Essa IA é um ChatGPT com mais coragem de colocar certas coisas, digamos assim. 

Lembrei de você, Jotabê, que gosta de ter altos papos com a IA, seu amigo imaginário dos tempos contemorâneos. Acho que você iria gostar de experimentar. Espero que um dia o senhor tente, Sr. Asimov Botelho.

Vocês têm lido alguma coisa além dos blogs amigos? Se sim, comentem aí pra mim! Um abraço!

Se quiser, veja o vídeo onde falo desse livro do Jack London e se increva no canal.

sexta-feira, 31 de outubro de 2025

DOIS EBOOKS HORROROSOS PRA VOCÊ


Sim, divulgando meus próprios ebooks, pois são muito bons e deram trabalho para fazer. "O Caminhante" é uma história de mistério, suspense e terror. Tudo começa quando um velhote quase sem forças e completamente nu aparece no meio de uma rua deserta, implorando por ajuda. O problema é que era tarde da noite e ele foi abordar uma mulher que tinha acabado seu trabalho e estava a caminho de casa. Imagine se não deu ruim para ele. Muita coisa acontece. Muita coisa mesmo. O livro tem momentos trasheira, reflexivos e até uma breve pitada de espiritismo ao final. É pura diversão para quem curte ler e dizer "que horror!".

Já o "Reborn" traz contos com esse tema. Os leitores têm gostado muito do "Pacote de Presente". Eu me diverti escrevendo todos, mas não compreendo porque esse acabou marcando tanto, mas fico feliz e todo satisfeito. Não tem coisa melhor do que obter feedbacks de sua obra. Tive, inclusive, uma leitora que tomou a iniciativa de conversar comigo pessoalmente. Foi mágico. 

Ambos estão na Amazon. Custam apenas 5,99 e estão de graça para assinantes do Kindle Unlimited.



Um abraço.

P.S.: amigos blogueiros, desculpem a ausência, às vezes é assim mesmo.

domingo, 5 de outubro de 2025

LER PARA QUÊ? COMO É COM VOCÊ?

Gosto de vídeos onde vejo as pessoas recebendo livros, abrindo e falando alguma coisa a respeito. Fico olhando a reação delas, o jeito de se comunicarem. Assisti tanta coisa ao longo desses anos no Youtube, que considero interessante esses canais que mostram alguém desempacotando os livros, porque, por mais parecidos que sejam, nenhum é igual ao outro, cada pessoa se expressa de um jeito.

O último que vi me chamou a atenção, é uma adaptação da história Guerra e Paz. Não gosto dessa coisa de mudarem a obra original, a não ser, é claro, quando querem fazer com que um público juvenil (por exemplo) já tenha uma base da obra, mas, mesmo assim, tenho minhas ressalvas, apenas respeito, por ver um contexto digno. Agora, eu penso, se a obra tem o mesmo público, por que mudar? 

"Ah, a original é longa, enfadonha, cansativa, queremos torná-la mais dinâmica para alcancar mais leitores..." -- Só que esses leitores não conhecerão a obra de verdade. O que eles verão é uma versão dela. Quem lê Guerra e Paz com 200 ou 100 páginas, sei lá, não está conhecendo de verdade essa obra. Quando as pessoas vão entender que a pegada de ler não é apenas saber do que se trata a história? É se envolver. 

Eu nunca li Guerra e Paz. Desanimo só de pensar. Mas vejo pessoas se habilitando nesse tipo de leitura para depois ficarem por aí, falando a respeito, como se fossem conhecedoras do conteúdo, como se transmitir algo sobre a obra em questão lhe conferisse algum tipo de status superior. Pra quê?

Tem gente que curte histórias dinâmicas. Essas pessoas realmente não terão saco para ler um livro, por exemplo, onde fala do vestido da Maria. A história, então, fica três páginas explicando como é lindo o vestido da Maria e mais cinco explicando o motivo de ela estar usando-o para o fim específico. Cada um tem que ler aquilo que está de acordo com suas afinidades. Mudar uma história, torná-la mais ágil, sei lá. Não sei até que ponto isso é válido. Como se dá esse envolvimento? Será possível se envolver? Não sei.

Dia desses me lembrei da obra de José Saramago, Ensaio Sobre A Cegueira. Lembrei que já faz um ano que a reli. Eu queria saber o que ocasionou a cegueira leitosa na população e, principalmente, o desfecho dessa situação. Eu não me lembrava desse pequeno detalhe: como ela veio e como se foi. Só que essa obra, Ah! Ah!, a escrita dela é toda embolada. Parágrafos imensos. No meio desses parágrafos estão narrações, pensamentos, diálogos, tudo junto e misturado e daí, você, maravilhosamente, por um milagre de seu próprio entendimento, vai desenrolando todo esse novelo de lã e ficando a par de tudo o que etá acontecendo.

Outra obra que reli foi Labirinto da Morte, de Phillip K. Dick, já tem uns dois anos ou mais, eu acho. Pela terceira vez. Comprei o livro no Carrefour, na era jurássica. Lembro que paguei barato, pois, se fosse caro, eu nem compraria. Cresci ouvindo de meu pai que livro não se compra, então, se comprei, foi porque estava realmente bom. Li tudo e adorei, mas nem sabia quem era o autor. Gostei de graça, digamos assim. Só depois de uns anos, sim, recentemente é que me inteirei sobre QUEM é o fulaninho, então me senti o cara mais pateta do planeta, por ter lido sem saber um livro de uma celebridade de respeito no campo da ficção científica, fantasia e distopia. 

Hein? Chico Bento? Não, meu nome é Fabiano, eu acho... 

A segunda vez, eu li quando já soube de quem se tratava. Todo mundo falava tanto nas obras desse autor, que eu resolvi ler de novo. Embora eu tenha gostado da história, não foi lá algo que eu considerasse monumental. Então pensei que, lendo novamente, prestaria mais atenção em coisas que talvez tivessem me passado despercebidas. Gostei muito, só que foi a mesmíssima experiência. Aonde estava tudo aquilo que os leitores tanto falavam?

A terceira vez veio depois de uns anos. Mais maduro, com cabelos grisalhos, outro entendimento sobre a vida, pensei que talvez eu compreendesse coisas que antes não era capaz de perceber. Só que não! Foi a mesma coisa. E nas três vezes eu não entendi o último parágrafo. Deu a entender que tudo o que aconteceu em Delmak-O não passou da imaginação de Seth Morley. Ai, meu Deus! Será? Quero acreditar que tem algo tão complexo que não fui capaz de identificar! Ah, Ah!

O terceiro livro que reli foi em ebook, daquele autor proibidão porque falam que ele é homofóbico e racista: Monteiro Lobato, O Presidente Negro Ou O Choque Das Raças. Ah, ficou até mais gostoso ler algo com aquele sentimento de contravenção, transgressão. Foi emocionante. Será que a PF iria bater na minha porta? Eu sou tão inignificante que, se eu não escrevesse aqui, que eu li o dito cujo, ninguém saberia. 

Charlie Brown? É você?

Ler pela primeira vez essa obra me fez ver um autor que está ali, mas bem diferente do contexto do tal sítio juvenil. É a escrita dele, sem dúvidas, mas sem a cacofonia de Emília, nem a sapiência do Visconde. Nesta obra estão o pobre trabalhador ferrado que mal conseguiu comprar seu carrinho e se ferrou de novo em um acidente, fazendo com que fosse se recuperar na casa do causador de sua quase morte, um professor cientista que produziu uma espécie de máquina do tempo que lhe mostrou o futuro em que os EUA elegeria um presidente Negro. Esse livro foi publicado pela primeira vez em 1926. Barak Obama já era nascido? Segundo o Google, ele é de 1961. Outra visão exposta na trama foi o empoderamento do feminismo. Talvez pelo machismo comum à epoca, Lobato não deu tanta asa a essa questão, mas, como diz Rolando Lero, da Escolinha do Professor Raimundo, o Lolô "mostrou-a-a", e mostrou como a resistência masculina temia que isso fosse desencadear certos privilégios. E outra visão foi a Internet. Sim, meu caros, o professor viu que no futuro os homens não conseguiriam viver sem as ondas de rádio, fariam tudo por meio delas. Você deve estar pensando no que as ondas de rádio tem a ver com a Internet. Se você não sabe, elas são apenas a vida da Internet, princpalmente Wi-Fi

É ou não é pra ficar assombrado com a mente de Lobato? A escrita em si é bem simples, não tem nada demais. Então não pense que a história vai te abraçar e se grudar em você feito chiclete, porque não vai. Tem que querer ler.

Por que reler, se podemos conhecer outros livros? A resposta é: não sei. Antigamente, eu revia filmes de terror, infinitas vezes, alguns eu sabia as falas de cor.

One, two, Freddy is coming for you. Three, four, better lock the door. Five, six, grab your crucifix. Seven, eight, be still awaked. Nive, ten, never sleep again.

Claro que não tenho hábito de reler muita coisa. O tempo é um só. Preciso ler coisas novas, preciso ler os blogs dos amigos, preciso ler o que eu próprio escrevo, e, como escritor, releio e releio e releio... 

Fico pensando em como deve ser com as outras pessoas, como é que elas lidam com suas leituras? Elas leem para se envolver? Ou para saber do que se trata a história, e já passam para o próximo livro? Se a pessoa mal tem tempo de se envolver nos posts de um blog, como ela espera ler páginas e páginas de um livro? Como será que as pessoas lidam com isso?

Um abraço, até a próxima postagem!

sexta-feira, 22 de agosto de 2025

CONSTRUÇÃO PARTICULAR

Noite quente, sei lá que horas, ventilador pequeno tentando refrescar o quarto que cheirava corpos ardentes que acabaram de se entregar ao orgasmo. 

Ele se esticou para apanhar o isqueiro e o maço de cigarros, mas continuou na cama e manteve o outro braço a ela abraçado. 

Ela, franzina, pele pálida, relaxava com a cabeça no peitoral suado, vermelho e gordo dele, cujo coração se ouvia bater em seus ouvidos. Uma das pequenas e delicadas mãos repousava na barriga peluda e saliente dele, como se ela fosse um imenso travesseiro.

Após contar sua condição soropositiva e também a condição de ansiedade e depressão, ela deixou claro que entenderia se eles não se vissem mais. Aquela era a terceira foda em um quinto encontro. Queria tê-lo para sempre, mas sabia que seria muito egoísmo. 

- A gente vai dando um jeito - ele falou, acendendo o cigarro à boca.

- E se a minha doença piorar?

- A gente vai dando um jeito - ele repetiu, regozijando-se no alcatrão e na nicotina do fumo.

- E se a sua vida se complicar?

- Ah, ela certamente irá. 

- Então! Como é que vai ser isso?

- A gente vai dando um jeito.

Eles se olharam, ele riu e tirou o cigarro da boca:

- Mulher, não existe vida perfeita em um relacionamento sério. Existe uma construção a dois. Você, com seus problemas, e eu com os meus. E enquanto a gente puder, a gente dá um foda-se para eles, fazendo o que que gente fez agora: fodendo. 

Ele voltou a fumar, contente em sentir a mão carinhosa dela lhe acariciando em silêncio. O que tinha acabado de dizer, não era sobre foda. Era sobre viver uma história junto, aconteça o que acontecer. Saber o que quer - e estar disposto a peitar o que vier - é o diferencial para o relacionamento sério.

quarta-feira, 20 de agosto de 2025

O RETRATO DA REALIDADE

Ribeirão Preto, em suas primeiras horas matinais, já apresentava a luz do Sol intenso invadindo a cozinha de Leo, que se deleitava em seu módico café da manhã, rodeado pela realidade do momento. Aquela cidade era predominantemente quente e seca, bem diferente de onde morava. Ali não tinha praia, sequer um riozinho decente para recreação. O foco era o comércio. O atrativo turístico girava em torno do agronegócio, mas ele estava feliz. O sentimento de paz tomava conta. A dor não tinha desaparecido, estava sob controle por meio de uma aceitação tranquila.

Assim que terminou de comer o pãozinho com manteiga em meio à ultima golada do café com leite, ele pegou o celular e se levantou para uma selfie rápida. Aquelas singelas paredes, o notório calendário desatualizado e a geladeira formaram o cenário perfeito de um homem em reconstrução. Ali estava o retrato da retomada da vida como ela é. 

Olhando para a câmera, Léo sorriu ao conferir os cabelos incrivelmente curtos e diferentes do modo praiano. O homem na praia se encontrava bem distante agora. Tinha sido ele, mas, ao mesmo tempo, não era mais. Ergueu o polegar em um gesto de autoafirmação, o indicativo de que estava em paz. 

A vida em Ribeirão Preto, com sua rotina e seu calor, servia como um lembrete constante de que a felicidade não se encontra em lugares poéticos ou em relacionamentos perfeitos, mas na resiliência e na capacidade de se levantar após a queda. Ele havia aprendido a valorizar os pequenos momentos: o cheiro do café pela manhã, a geladeira branca e ruidosa, o calendário representando os dias que passavam, a vida que seguia e as oportunidades que apareciam. O polegar para cima, como fizera na foto, era um gesto simples que se tornara frequente, carregando o peso de toda a sua jornada. Era um "estou bem", um "estou aqui", um "consegui" e, talvez, o mais importante, era um "eu me amo". O seu sorriso, embora discreto, ia além da foto: era de alma!

Sob essa nova perspectiva, Leo foi ressignificando sua existência. Não queria saber de nenhuma outra história de amor, a não ser focar no amor por si mesmo. Colocando-se em primeiro lugar, redescobriu velhos hobbies, fez amizades e até se matriculou em um curso de fotografia. 

Capturar momentos se tornou sua nova paixão, uma forma de eternizar a beleza efêmera da vida, aquela que ele quase deixara de notar. As fotos refletiam seu estado de espírito: cores vibrantes, cenas do cotidiano, detalhes que antes passavam despercebidos. 

Ribeirão Preto, com sua luz intensa e seus cantos interessantes, se tornou um cenário rico e inspirador. Não havia prazer maior que trabalhar aquelas imagens, analisar, absorver a leitura de cada uma. Aquele relacionamento ruim foi engavetado no armário dos acontecimentos passados, vez que era lá, e tão somente lá, o seu lugar mais adequado, representando um triste, porém, importante capítulo, e não a história toda, vez que agora vislumbrava uma vontade infinita de viver. 

Talvez, em algum lugar, em algum momento futuro, possa existir um novo tipo de conexão, construída sobre uma base mais sólida de autoconhecimento e aceitação. Mas, por agora, ele estava bem. Completamente bem, em sua própria pele, em sua própria cidade, com suas próprias histórias para contar e fotografar.

terça-feira, 29 de julho de 2025

POESIA COLETIVA

Como uma imagem consegue mexer com o interior das pessoas. A seguir, a expressividade de alguns amigos que aceitaram colaborar -- também de algumas IAs.


O barco segue seu rumo.
A correnteza o leva.
Eu sigo junto.
Sem saber o rumo final.
Deixo que o rio me leve.
A lua está cheia.
Uma bola alaranjada,
ainda iluminada pelo sol poente.
Aos poucos a noite virá.
Mas não será escura.
A luz da lua ainda estará refetindo
nas águas escuras deste rio
que parece não ter fim.
O barco segue seu rumo.
e com ele, a lua a nos guiar,
sigo eu.
Para onde?
Hoje nada importa.
O que importa é seguir
até que, quem sabe,
um novo dia amanheça.

Duda Neutzling
Florianópolis/SC
27/07/2025
18:53

Seguir além
 
Seguir além é
Preciso
Imperativo
 
Olhar pra frente é
Necessário
Revolucionário
 
Não importa sequer
Situação
Condição
 
Ninguém desvia o
Rio de
Seu curso
 
Não importando
o tempo
nem o vento
 
Além do horizonte
Há futuro mesmo
Que impere a solidão
 
O importante
É seguir
Sempre além

CatiahôAlc.
27/07/2025
20:59

BARCO NA ÁGUA

Sou como o pequeno barco
Silencioso e pacato 
Experimentando o molhado
Da água calma que tem me banhado

Revigorando os meus dias
Criando as expectativas
Avançando na vida

Fera alimentada ou ferida?
Vai depender da questão resolvida
Realização ou frustração?
Dois caminhos, uma decisão

Como vai conduzir seu barco?
Com alegria, força, fé, o eu motivado?
Ou com tristeza, fraqueza, um certo desamparo?

Algo está à sua espera, mais à frente
Um evento importante?
Quem sabe, uma festa cheia de gente?
Talvez a calmaria lhe seja mais interessante

A água que acolhe meu pequeno barco
É a mesma por onde você tem passado
Mas o que temos dela é diferenciado

Ela me oferece, favorece
O que tenho de ir buscar
Ela é o caminho, não apenas uma trajetória 
Nela eu sigo e vivo e logo viro memória

Fabiano Caldeira
Ribeirão Preto-SP
27/07/2025
Deste blog

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Em vasto rio de águas calmas e serenas,
Um barco singra, levando um só a bordo.
Nas brumas tênues, montanhas emergem plenas,
E o céu noturno um véu de mistério acorda.

Lá em cima, a lua, um sol de prata ardente,
Derrama luz dourada em tons de tangerina.
Seu brilho pinta a cena, cálido e envolvente,
Refletido no espelho d'água, que fascina.

Uma árvore solitária, de galhos a estender,
Contempla a cena em silêncio, quase um vulto.
O ar se adensa, um sonho a acontecer,
Nesse remanso onde o tempo é oculto.

Quem rema sabe o destino ou o acaso?
Em busca de quê, sob a luz tão forte e rara?
Em cada traço, um conto, um novo traçado,
De uma jornada na imensidão que não para

Gemini AI
Google
27/07/2025

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"Noite de Lua Inteira"

Remando em silêncio, no espelho do rio,
o homem e a noite se tornam um fio.
No chapéu repousa a calma do tempo,
no coração, um velho lamento.

A lua — tão cheia, tão próxima e viva —
parece escutar a alma cativa.
Surge imensa, dourando o caminho,
como um farol guiando o sozinho.

As árvores sussurram segredos antigos,
as águas guardam seus ecos, seus mitos.
E o barco desliza, sem pressa ou receio,
num mundo que dorme sob o branco anseio.

Montanhas em sombra, a vigiar de longe,
silêncio de templo, de prece, de monge.
O tempo ali pára, respira e observa
o homem que rema, a vida que reserva.

E talvez nem vá — só queira ficar,
onde o luar ensina a não se apressar.
Pois há noites que dizem mais que o dia:
a dor, a paz... e a poesia.

ChatGPT AI
OpenAI
27/07/2025

Espero que tenha gostado da postagem. Seria legal fazer essa atividade mais vezes. Quem sabe?

sexta-feira, 25 de julho de 2025

DIA DO ESCRITOR - NÃO HÁ O QUE COMEMORAR

Hoje é o dia do escritor. Não vejo motivos para comemorar.

Existem escritores que ganham seu salário ao abastecerem os portais de notícias da internet, assim como os que registram ocorrências de diversos crimes praticados contra o seu semelhante. Entretanto, quando se fala na palavra "escritor", o que vem à mente são os autores de livros, contadores de histórias de ficção ou documentários da vida de alguém ou de algum fato. E é sobre esse tipo de escritor que prefiro focar quando digo que não há motivos para se animar. 

Ele tem material para produzir seu livro. E quem escreve há algum tempo sabe o quão solitário e trabalhoso é o processo da produção do conteúdo de um livro. Se os fatos existem ou são inventados, isso pouco interessa no que  diz repeito à organização do conteúdo no momento em que é colocado. 

Horas e horas sentado em frente a uma tela e digitando em um teclado, esperando que o processador da máquina dê conta do recado. A rotina se repete por dias, semanas, até meses e meses. Escrevendo, lendo, relendo, reescrevendo e repetindo todo o ciclo e, depois, tudo outra vez. 

Então, levando-se em conta que a publicação já é certa, que não precisa se preocupar com esse detalhe, o livro estreia para... ninguém. Após todo um trabalho onde a vida se passou ao seu redor, as estações do ano mudaram, pessoas se conheceram, se amaram e procriaram, outras se foram e não voltarão, o livro lançado não é de conhecimento de ninguém. Mesmo que seja, as prioridades de redirecionamento monetário não tornam prioritária sua aquisição.

Ninguém vai morrer de fome porque deixou de comprar um livro. Ainda nesse raciocínio, ninguém vai superar uma doença, nem reinventar a roda, muito menos usufri-lo como fonte de entretenimento, pois muitos são criados para  essa finalidade, cegando-se em relação às tendências de predominância massiva do audiovisual com cada vez mais tecnologia, cores e efeitos, fazendo do telespectador o participante do que decorre à frente de seus olhos.

O livro digital, hoje reconhecido como "ebook", tem como alvo os adoradores da tela. Agora é possível ler Stephen King, ou as poesias de Fernando Pessôa, diretamente na tela. 

Mas, quem quer? 

Os números de leitores estão cada vez mais reduzidos. Algum trabalho é feito para apresentar a leitura às pessoas, mas o feito é perdido diante daqueles que se envaidecem e querem estipular o que consideram boa literatura. A pessoa descobre que aquilo que ela lê é classificada como lixo. Como você se sentiria ao estar no lugar dela?

Os superleitores superotimistas também não ajudam. Eles são repletos de boas intenções, é verdade, mas mostram um mundo que não é para todos, mas, sim, a quem se dedica a esse mundo da escrita. O carisma, o sorriso, a empolgação, o ato (de mostrar tantos títulos chegando) atira para longe a afinidade das pessoas, pois elas não se enxergam ali. A vontade de ler não vem. 

E a vontade é algo muito complicado e difícil de se lidar. Por mais que tentem fórmulas, ações e eventos para estimular nas pessoas vontade de ler alguma coisa, a realidade é que a culpa pode não ser de nenhum dos superleitores, muito menos de quem se gaba pelos livros realmente literários que possui e julga mal os outros, a culpa pode não ser de nada, nem de ninguém, a não ser do próprio indivíduo que não tem, em si, a vontade de ler um livro. 

É complicado. Ao mesmo tempo em que essa baixa literária parece ser responsabilidade de todo mundo, ela pode não ser da conta de ninguém. O tempos são outros. Como lidar com a vontade, ou melhor: a falta da vontade de ler um livro nesses tempos contemporâneos?

Para terminar, coloco um vídeo que fiz hoje, direcionado especialmente a quem deseja se aventurar como escritor(a) iniciante. Se é o seu caso, prezado(a) escritor(a), preste atenção na dica valiosa que eu dou.

Um abraço, até a próxima postagem.


 

domingo, 8 de junho de 2025

CONTOS DE BEBÊ REBORN

E aí, leitores rebornes, tudo bem com vocês?

Quero divulgar o mais novo "filho reborn" a integrar a família de ebooks na Amazon.

Ele conta com 81 páginas, embora sabemos que isso varia de acordo com o modo como a pessoa lê no Kindle, pois é possível ampliar as letras, as imagens, proporcionando maior comodidade. 

Se nos ebooks anteriores o(a) leitor(a) assíduo(a) percebeu a presença de uma e outra imagem ilustrativa, não apenas texto, texto e mais texto, agora os(as) leitores(as) se deleitarão em várias imagens que fiz questão de idealizar no intuito de proporcionar maior imersão ao clima. Elas foram engendradas por mim e geradas pelo Ideogram e Gemini: duas ótimas plataformas de inteligência artificial.

Além desse recurso visual bem bacana, a obra literária contém cinco contos e quatro minicontos. Dois minicontos se encarregam de revelar as primeiras nuances do espírito da obra literária -- aquele início como quem diz: "ó, o conteúdo é assim, você está certo de que deseja prosseguir em sua leitura?", e os outros dois fecham o álbum. Entre eles, estão os cinco contos -- um mais interessante que o outro, escritos por mim mesmo, pois eu sou masoquista, adoro ter o trabalho imenso de um escritor dedicado.

"Mas você falou por aí que a IA deu as ideias...". Sim, a princípio, eu iria apenas copiar e colar tudo o que a IA me entregasse, mas meu egocentrismo deve estar tão pica das galáxias, que li os contos e achei tudo muito estranho e facilmente desabonador. Não sou modesto, eu vi aquilo e falei "eu escrevo anos-luz melhor", então sentei o cu gordo e fedido na cadeira e escrevi. Eu devo ser muito tolo pro desafiar uma inteligência, mas esse sou eu. Se os contos da IA fossem bons, eu teria aproveitado, sim. Sem problemas. Quando eu escrevo, parece que outra pessoa vem e toma conta de mim -- é como alguém que me diz o que fazer, como deseja que eu faça. Só que não! É só minha cabeça.

O bom de escrever é que me satisfaço em colocar determinadas coisas que (acredito) nem todo mundo perceberá. Se perceber, não sei se saberá como é essa satisfação. Por exemplo:

-- em Bezerrão Desmamado, o mais legal para mim não esteve em mostrar o cerne; eu adorei usar a imaginação para brincar com o Carlos ao colocá-lo como o filho adulto que mama nas tetas do pai endinheirado. Adorei colocar o momento em que ele está com a Micka, a mulher interesseira de seu pai poderoso que sabe que ela não está com ele por amor, mas o relacionamento é conveniente porque ela é uma tremenda de uma gata e é boa para ele. Adorei ela manipulando a cabeça do marido para desmamar o Carlos, um perturbado almofadinha que precisava logo arrumar o próprio canto em vez de ficar ali, usufruindo de coisas que deveriam ser apenas para ela e seu filhinho. Adorei colocar a rispidez de Carlos contra Micka, literalmente tratando-a como intrusa, sanguessuga, e a manipulação dela em seguida. Acho que alguém já captou a referência, já entendeu o que eu quis dizer. É uma diversão à parte, nas entrelinhas, não está ali para que ninguém veja, por isso considero esse ebook uma experiência nova que me foi prazerosa.

Bom, não vou me prolongar. O ebook está na Amazon, custa 5,99 (cinco reais e noventa e nove centavos). Não pretendo colocá-lo em promoção de livro gratuito. Não durante este ano. A promoção do ebook gratuito é maravilhosa, só que muitos baixam e não leem, sendo que eu só ganho quando sou lido pela primeira vez. A pessoa pega de graça e não me lê, ou me lê um ano depois, sabe-se lá quando, então não ganho agora. Quem tem a assinatura do Kindle Unlimited lê de graça. 

Estou muito feliz por esta obra literária -- este "bebê reborn" que levou mais tempo do que inicialmente planejei, mas me proporcionou momentos de alegria e satisfação. Avançar no meu patamar de escrita é uma realização muito minha, graças às leituras que venho tendo. Olho para trás e vejo que hoje estou melhor que ontem. Que bom!

Se ainda não clicou no link, a hora é essa, clique aqui, REBORN, e pegue o seu. 

domingo, 1 de junho de 2025

ANTOLOGIA CHULÉ DE ARROMBADOS

Há alguns dias, recebi de alguém que conheço uma proposta de colocar um conto meu em uma antologia. Fiquei curioso para saber de qual editora se tratava, quais os termos e quanto me custaria para participar. Para quem não sabe, nesse universo literário existem editoras que vivem produzindo antologias, os lucros vêm oriundos da participação de cada autor que, por sua vez, ganha alguns exemplares físicos para mostrar aos seus queridos. Há preços bons, em que compensa ao autor tal investimento, sabendo que ninguém (além dos envolvidos) lerá seu conteúdo, mas é bom porque o autor gastaria muito mais para publicar aquilo por conta própria. Há preços em que não são tão bons, e isso fica a critério do bolso de cada um.

Para minha surpresa, a antologia seria produzida por essa pessoa, de maneira independente, eu não pagaria nada, pois seria uma ação de ajuda mútua entre "amigos". Essa pessoa tem um talento enorme, mas eu, normalmente, não costumo ingressar em atividades visando o bem coletivo de amigos escritores -- os amigos escritores que se fodam, quem realmente é meu amigo escritor nem viria me propor esse tipo de coisa. Você já vai entender porquê.

Passou um tempo, muita coisa aconteceu, estava eu coçando as herroidas do meu toba, eis que vejo uma postagem divulgando a tal antologia. "Já tá pronta", pensei. Fui seco, curiosão, ver qualquer tipo de informação. Ah... 

Dos contos, conheço 90%, alguns eu li em ebook -- maravilhosos por sinal -- e outros eu ouvi em audiobook, em um certo canal que lida com vídeos de audiobooks, no YouTube. Até achei interessante adquirir esses que conheci como "áudio", pois absorvê-lo escrito é uma outra história, mas eu tenho uma coisa horrível dentro de mim.

ODEIO FAZER CARIDADE

Porque, em termos de publicação independente digital, ninguém fica mais rico ou mais pobre por meio de um ato isolado de caridade, é pura perda de tempo; e depois, a sombra desses autores fica perturbando à espera de algum posicionamento seu, que pode nem "rolar", então adquirir uma produção literária nesses moldes é masoquismo. Masoquismo, para mim, só algo carnal entre quatro paredes.

Por que não divulgo a obra? Pura pirraça! Eu já conheço quase tudo, e o que me interessou, talvez, eu consiga de outro modo, mas o motivo maior foi o que me deixou agoniado: a impressão de desleixo.

Eu me lembrei dos meus tempos de escola, quando eu era um gordo desengonçado horroroso, cabelo ensebado, colado na cabeça como um capacete, rosto cheio de espinhas, triste, cheio, gorduroso, roupas rasgadas ou tortas que mal cobriam minhas tetas, e a "tia" então passava um trabalho em equipe. Sempre uns dois ou três, de repente, colavam em mim. Por quê? Porque essa era a única hora em que eu interessava a eles. O gordo nerd esquisito que iria fazer o trabalho todo para eles levarem nota. Pois é... Quando eu olhei essa antologia, o pouco do que pude ver, fiquei com essa sensação, então me emputeci.

Por que escritores talentosos não se esforçam um pouco para mostrar um ebook legalzinho? Poxa, os caras estão dando um tiro no próprio trabalho! Que saco! 

Vocês têm ideia do que é escrever um ebook? Um simples conto pode consumir várias e várias horas, dias, semanas, onde o autor poderia estar fazendo qualquer coisa, até batendo punheta, mas está ali, escrevendo, criando, dando o melhor de si. Dai ele finda sua história e faz o quê? Vai atrás de uma capa legalzinha para divulgar "pruzamigus", em redes sociais e ao caralho a quatro? Não. Colocam um negócio xexelento como capa, algo que nem os jovens da quinta série fazem de forma tão precária. Não posso falar do interior, pois eu prefiro acreditar que o interior não está como no arquivo que me foi passado na ocasião da proposta. Prefiro acreditar que não está daquele jeito!

Eu pergunto: se foi uma ação em conjunto para divulgar o talento dos colegas, não teve nenhum deles capaz de proporcionar uma capa mais bonitinha? Todo mundo se conformou com aquela coisa chulé como meio de apresentação de seus trabalhos? Se eu tivesse ingressado nessa antologia, jamais teria permitido que colocassem aquela capa cretina. E é exatamente isso que alguns autores querem -- criar amizades com alguns amigos que possam carregá-los nas costas. VSF CARALHO!

Eu estou cansado de um pessoal que vem cheio de boas intenções, um discurso lindo e depois me usa. Não exatamente me usa, preciso ser sincero aqui: sou EU que me prontifico a ser prestativo, tem uma grande diferença, pois a iniciativa parte de mim, então essas pessoas não têm a menor culpa, mas o fato é: estou cansado de me dedicar à mediocridade, achando que tal pessoa vai se aperfeiçoar e melhorar, quando na verdade ela não quer, ela quer que o palhaço aqui continue batendo palmas, elogiando, sendo atencioso, carinhoso. E a pessoa ainda começa a "se sentir". 

Ah, meus queridos! Eu estou há quinze dias elaborando um ebook de contos de bebê reborn. 15 DIAS! Quinze dias preso, por, no mínimo, cinco horas em uma cadeira junto à mesa de minha cozinha, à frente do meu notebook. Depois de criar, é reler, reler de novo, reler mais uma vez, sempre ver algo para mudar aqui, ali, ajeitar, etc. ISSO é ter capricho, é zelar pelo que se faz! 

A ideia inicial, vou ser bem sincero aqui, era pegar um monte de contos elaborados pelo Chat GTP e simplesmente dar um copia e cola. Não tenho nada contra isso. Acho a inteligência artificial super prática. SÓ QUE EU NÃO QUIS! Eu escolhi o caminho mais tradicional e difícil. E eu escolhi porque eu sei o meu potencial, eu sei que posso levar para as pessoas algo melhor. Talvez eu seja burro, pois copiar todos os contos da IA e fazer disso um ebook não levaria mais do que um dia. 

Eu -- que fico ocupando meu precioso tempo dando o melhor de mim -- não quero mais ficar no meio da mediocridade. É fato que existem autores que não conseguem fazer muita coisa. Mas eu me refiro a uma ação em que EU SEI que poderiam ter feito melhor e ninguém tomou a iniciativa de fazer. É sobre isso! É sobre saber que aquilo poderia ser melhor, se alguém tivesse um pouco mais de boa-vontade em vez de sempre esperar ser lido pela compaixão de coleguinhas. 

"Ah, assim tá bom, ninguém vai ler mesmo", "brasileiro não lê", "tá bom assim", VSF com esse derrotismo, seu arrombado! Tantas horas, tanto tempo empregado, para isso?! Esse é o espírito que vocês colocam em suas obras? Por que vocês ainda escrevem? 

Para fazer ebooks porcos, é melhor se dedicarem a um blog, pois um blog não exigirá do autor certas peculiaridades do ebook. É bem mais fácil colocar seus textos em um blog, que fica lindo e primoroso, todo mundo acessa, todo mundo lê facilmente. Vocês não deixarão de ser escritores por causa disso, e até terão seus escritos mais valorizados, pois o visual de um blog é interessante.

Venham para o Blogger e parem de passar vergonha na Internet! Essa putaria de vocês, além de não ser nada interessante, ainda queima o filme dos outros.

Vocês são muito talentosos! De verdade! E dá raiva, como eu fico puto ao ver que cagam em cima do talento que possuem. Se querem mesmo publicar seus textos de forma independente, mas não se interessam em apresentar bem um ebook, venham para o Blogger.

quarta-feira, 28 de maio de 2025

FOTOS DE REBORN

Algumas imagens que pedi para a IA fazer pra mim. Ainda não sei quantas delas usarei em meu novo ebook que trará vários contos com o tema "bebê reborn". Adianto que não são contos fofos, mas tem sido muito bom me dedicar a eles.

Fico na dúvida se é boa ideia colocar várias imagens em um ebook. Antigamente, os livros não traziam imagens, apenas a capa e, às vezes, uma ilustração no começo. Hoje, percebo que posso usar esse recurso e colocar quantas imagens quiser, mas será que os leitores gostam? Será que é bom?

Penso em usar uma imagem correspondente ao começo de cada conto. As demais, não sei se apenas ficarão de fora ou se coloco depois, em uma espécie de posfácio ou bastidor.
Um abraço.






quarta-feira, 9 de abril de 2025

A GUARDIÃ DO SILÊNCIO

Diziam que o velho cemitério à beira do rio era assombrado — não por fantasmas, mas por uma capivara de olhos vermelhos que vagava entre as lápides nas madrugadas enevoadas.

Ninguém sabia de onde viera, nem há quanto tempo estava ali. Ela surgia quando o sol morria, caminhando em silêncio sobre o tapete de folhas secas, sempre parando diante da mesma sepultura coberta de musgo e tempo. Era como se esperasse algo — ou alguém — que nunca mais voltaria.

Alguns moradores juravam ter ouvido seus lamentos, suaves como o roçar do vento, dolorosos como lembranças esquecidas. Outros diziam que ela era a reencarnação de uma alma solitária, uma guardiã de memórias perdidas. Seus olhos, rubros e úmidos, não pareciam ferozes, mas sim aflitos, como os de quem carrega um luto eterno.

Naquela noite, a lua cheia se escondia por trás de nuvens espessas. A capivara parou, como sempre, diante da lápide rachada. Sentou-se. E ficou ali, imóvel, encarando o vazio, como se o próprio tempo tivesse parado para lhe fazer companhia.

O vento soprou, arrastando folhas e sussurros.

E o cemitério, mais uma vez, mergulhou no silêncio — guardado por olhos vermelhos e um coração partido.

POIS É

Criação, roteiro e direção artística: Fabiano Caldeira Arte produzida com auxílio de inteligência artificial (OpenAI)