"Você pagou com traição a quem sempre lhe deu a mão"
Vou Festejar -- Beth Carvalho
"Você pagou com traição a quem sempre lhe deu a mão"
Vou Festejar -- Beth Carvalho
Algumas pessoas insistem em não me entender e querem que eu continue me envolvendo em política, mesmo que indiretamente. Não adianta eu explicar que não sou militante petista, pois o simples fato de não me simpatizar e dizer para que não votem em bolsonaristas já faz com que, automaticamente, me considerem militante petista. Existem muitas nuances em torno de uma vida, mas ninguém reflete sobre a pluralidade existencial de ninguém. Simplesmente, é mais fácil e cômodo atribuir-me como petista.
Isso me incomoda muito. Até mais do que um gesto homofóbico, pois eu sou apenas um sobrevivente. Eu dependo da minha mãe, dependo de meu companheiro. Uma está gravemente doente, o outro vive com sérias limitações. Apoiar viés bolsonarisrta é como apontar uma arma para minha cabeça, pois eu sou o ser que esse povo quer erradicar, não por ser gay, isso nunca me preocupou entre bolsonaristas. Muitos deles não têm nenhum problema em relação a isso COMIGO. Muito pelo contrário, eu consigo fazer com que sejam mais chegados que os ditos adoráveis de esquerda. Eu não sei por que, mas consigo. A questão é social. Eu sou a barata a ser exterminada na casa do assitencialismo social.
Eu pago meu INSS, mesmo sem trabalhar. E pago à toa, pois estou com quase oito anos de contribuição e isso não me garantirá aposentar, isso não me garantirá nada. Por que continuo pagando? Porque nunca se sabe em que isso pode me facilitar. Esse país é uma bagunça! Vai que, num futuro próximo, isso realmente me facilita? Eu acreditei, lá atrás, que o país estava quebrado. Acreditando nisso, mesmo trabalhando como autônomo uns vinte anos, nunca paguei INSS. O tempo passou, uma pandemia quase dizimou todo mundo, e hoje as pessoas continuam se aposentando e muitos se aposentarão -- menos eu. Eu vou continuar tomando no cu, porque é o que eu ganho por ter ido na onda desse discurso caótico esses anos todos.
Sou um sobrevivente. Não culpo ninguém. Vivo com o resultado de minhas escolhas. Mas me machuca muito a falta de compreensão nesse viés político. Eu sou um sobrevivente, mas todo mundo prefere me ver como um petista, um esquerdista, e eu que me foda se não gosto que me vejam assim. Pois é, eu que me foda nesta vida. Mais uma vez, eu que me foda.
Era uma vez uma princesa solitária no alto da torre de seu castelo.
Um dia, ela conheceu um príncipe que subiu até a torre e ficou encantado por ela.
Ele começou a visitá-la com frequência, até que um dia a pediu em casamento.
A princesa, louca pelo príncipe, disse que gostaria de visitar seu castelo antes de tomar uma decisão.
O príncipe, com muita satisfação, a colocou em seu cavalo branco, a levou onde vive, mostrou como é o lugar e a sua vida.
De volta ao seu castelo, a princesa demonstrou estar maravilhada e aceitou o casamento.
Duas semanas após o festão do casamento, a princesa voltou para o seu castelo e o príncipe nunca mais a viu de novo, pois ela mantinha bloqueado o acesso.
A princesa aprendeu que viver solitária era melhor que viver aborrecida e desgastada. Quando queria ver o mundo, ficava no alto de sua torre, pois lá a visão era privilegiada.
Hoje, fiquei sabendo do próprio Jotabê sobre o passamento de sua esposa. Uma maneira, digamos, diferente de começar o dia.
Fiquei meditativo. Com poucas palavras. Mas, no café da manhã, eu sou ogro assim mesmo, então meu companheiro nem percebeu.
Fiquei pensando na importância que ele me deu. Conheço o amigo há alguns anos (sim, passa rápido o tempo), só pela Internet. Por isso me dei conta de que, saber do jeito que eu soube, me mostrou que ele teve por mim uma grande consideração.
Foi o passamento da parte mais importante da sua vida. Ele certamente compartilhou isso aos seus prediletos, com muita dor, da maneira como imagino que lhe foi possível, pois não é fácil. Eu ficaria sabendo depois, quando ele postasse no seu blog. Mas, entre tanta gente mais importante, ele avisou a mim, um Zé Ninguém.
Essas coisas de Internet são assim. O semblante da gente não mostra, mas a cabeça, a mente é invadida por sensações. É como um mundo invisível. Mas o sentimento é real. E dói no peito.
Eu queria, quando soube, arrumar um jeito de fazê-lo de sentir melhor, mas... como?! Nada, absolutamente nada é capaz de apaziguar essa dor. E nem deve. É o trâmite necessário para selar a história de uma vida junto a outra. É como mostrar quão impotante ela é. Sim, "é", pois a vida continua sem ela e será diferente. Muito diferente. Então ela continuará presente na sua ausência, nas lembranças, no espaço deixado.
Infelizmente, essa dor faz parte do processo. Mas me sinto grato a Deus, ao universo ou sei lá ao que tem além, por me mostrar o caminho por onde me perco tanto. E é em um momento de extrema seriedade, como este, quando alguém tem essa consideração por mim, que me olho e vejo que posso não ser um alguém tão perdido assim.
Você fez mais do que simplesmente avisar mais um, Jotabê. Você deu a luz que eu precisava para o meu aprimoramento pessoal.
Fiz um vídeo para demonstrar carinho e consideração ao amigo de Internet, pois o sentimento é real. A quem interessar, o assunto começa no minuto 4:14. Fica com o meu abraço.
Está ocorrrendo em São Paulo o evento CCXP, que se tornou, ao longo dos anos, um dos mais importantes do país, focando em mídias diversas que proporcionam entretenimento -- e o mercado de quadrinhos e desenhos animados da turma da Mônica está totalmente inserido nesse contexto.
A novidade da revista da Milena se tornou a grande atração, pois os leitores sempre comentavam a respeito de ela ter sua própria revista, mas ver o projeto prestes a ganhar o mercado consumidor é sempre impactante. Não há detalhes de quantas páginas, preço, mas já infornaram que está prevista para Abril de 2026, reforçando boatos de que os titulos de Mônica, Cwbolinha, Cascão, Chico Bento e Magsli, ao chegarem de novo no n° 100, serão reiniciadas. Fizeram a demontração da suposta capa, suponho, para testar a reação do público, pois existe um fato que incomoda e muitos não gostam de comentar: desde que Milena apareceu "de verdade" pela primeira vez na revista Turma da Mônica n° 45 da segunda série pela Panini, em Janeiro de 2019, existe uma divisão de opiniões.
Compartilho também imagens de outro lançamento, só que não faço a menor ideia do que se trata, pois não há explicação detalhada onde vi a divulgação. Parece que se trata de uma paródia relacionada ao universo de Guerra nas Estrelas, mas não sei.
Em tempos de imagens por inteligência artificial, percebi que havia muito tempo que eu não ia no site Pexels, que é um local onde são colocadas imagens para uso público, de graça. Algumas possuem licença creative commons, representada por aquele símbolo minúsculo com "cc" dentro de um círculo. Isso indica que a foto ou vídeo têm direitos autorais, mas podem ser utilizados por terceiros para alguns fins. Eu prefiro as que não têm essa licença. As que não possuem estão escritas apenas "disponível para uso gratuito", ou algo parecido. Daí você pode fazer o que quiser, sem se preocupar com direitos autorais.
É possível acessar o site sem fazer registro nenhum e baixar quanrtas foto e vídeos quiser, mas tenho meu perfil e percebo que a plataforma me dá um leque um tanto mais personalizado por isso, inclusive coisas mais sensuais, sabendo que sou adulto e gosto desse tipo de conteúdo. Veja, a seguir, algumas que resolvi compartilhar aqui. Começo com essas que possuem um viés sensual, porém bastante artístico.
Olha a diferença de "clima" entre a foto colorida de a P&B.
Acordei, hoje, com a notícia de que Jair Bolsonaro tinha sido preso. Jornalistas enchem a boca para falar "foi preso" -- das nove da manhã até agora, meio-dia, perdi as contas de quantas vezes eles falaram isso com muito gosto, sendo que na época dele as emissoras tinham liberdade maior para noticiarem o que quisessem, até fakenews (não estou dizendo que ele era amiguinho da imprensa, não misturem as coisas). Agora, a própria Globo, um grupo gigantesco de comunicação que fez História (e história também, se é que me entendem), corre risco de fechar as portas, se abusar muito. Mas isso é só um tipo de zelo feito com amor e carinho para proteger os cidadãos da desinformação, isso é o que importa.
Não. Não estou defendendo Bolsonaro. Em cima do muro, vejo as coisas de todos os lados possíveis e vejo um país incapaz de deter a bandidagem em massa e por isso se apega a Bolsonaro, ainda, para mostrar que está operante, que a PF não dorme, que o Supremo não é brincadeira. Alías, depois que descobri que Deltan Dallagnol tem um canal e que ele próprio informou que Alexandre de Moraes esteve em um jantar de luxo no restaurante Fasano, em Nova Iorque, bancado pelo banco de Daniel Vorcaro, para 150 pessoas, inclusive funcionando em um domingo, algo que não é comum ao restaurante, que o cardápio desse esse jantar é estimado em cerca de 750 reais por pessoa, eu percebo, realmente, que nosso Supremo não está de brincadeira. Não acredita em mim? Veja você mesmo, clicando aqui, mais precisamente entre os minutos 05:00 a 05:35.
A linguagem neutra, agora, etá oficialmente banida, ao menos perante ao que se diz respeito às formalidades governamentais. Acho isso ótimo, demorou muito para tomarem uma posição a respeito. Mas, se estivesse consagrada, também não seria de todo ruim, pois eu adoro a palavra "todes", de verdade, e aprendi a me adaptar aos tempos, pois, quando você cresce e percebe que nasceu em uma família louca e problemática e que você vive sendo tratado como um bosta que nunca será nada, você começa a ter que se virar emocionalmente para sobreviver. Na minha época de jovem, não havia essas politicagens protecionistas de hoje, então minha depressão sempre foi vista como mera frescura porque sou diferente, sou "homisseqsual", então minha cabeça é torta, meu espírito é tomado pelo diabo, por isso padeço dessas coisas. Não é culpa da minha mãe que explorava meu pai e defendia malandros drogados violentos, não é culpa do meu pai que trabalhava feito um burro no campo para arcar com as inconsequências de minha mãe e ainda sustentar um monte de gente que nem vivia conosco, mas era família, então era muita ruindade prosperar, ter dindin e não repartir com ninguém da família. Isso é uma virtude, mas o efeito colateral era a ignorância e a falta de paciência, então ele não me entendia e não gostava de mim, porque eu era o alvo ridículo que todo mundo falava por aí e isso ridicularizava sua família, sua própria vida.
Naquele tempos, anos 80, havia uma preocupação exagerada sobre isso. "A filha de não sei quem tá buchuda...", "O filho do fulano desmunhecou". Essas duas coisas eram a morte para toda família, pois as pessoas falavam mesmo e, sim, já havia o cancelamento, que não era fácil. As pessoas fechavam as portas para algumas oportunidades rumo a um bom futuro. Era como uma regra onde todos deveriam ser impecáveis em virtudes, senão a vida seria muito difícil, ninguém queria ter pessoas mal-faladas por perto.
O tempo passou, o mundo mudou e meu pai viu que tudo isso virou uma grande besteira, ao menos por aqui, então ficamos em paz, só que o estrago já tinha sido feito: virei um nada e morrerei um nada e é assim que as coisas são. É muito fácil dizer coisas e transmitir mensagens e lições quando não é a sua realidade, não foi você quem cresceu, se desenvolveu e fez parte da engrenagem de uma vida inteira de uma família que, graças a Deus, não terá seus frutos para ser continuada, pois nenhum de nós podemos ter filhos, então todo o carma e darma (e sei lá o que mais) se acaba aqui.
Se eu tiver sorte, terei um benefício no futuro próximo, apesar de que ainda pago a previdência social com autônomo, mesmo sem estar trabalhando. Faço há vários anos, mas não o suficiente para me aposentar, então estou -- como dizem -- jogando dinheiro fora, mas sempre ouvi dizer que pagar a previdência social como autônomo era jogar dinheiro fora. Se eu tivesse feito isso desde que saí da metalúrgica e acreditei que trabalhar por conta própria era maravilhoso, hoje eu poderia entrar com minha aposentadoria, então o que eu ganhei em acreditar no que falavam, desde aquela época, foi ver pessoas se aposentando enquanto eu tomo no cu. "Se eu tiver sorte", pois não beijo os pezinhos de quem, agora, concede benefícios até para o aluno ir cagar no banheio da escola. Então, teoricamente, não sou contemplado. Já tentei me bandear, falar bem, mas esquedistas olham na minha cara e não se convencem e eu vejo o incômodo neles, como se eu fosse um tipo de traídor e tal, quando, na verdade, eu não ligo se gostam de bandidos e drogas, eu só quero ficar em paz.
Acho, sim, que todo mundo merece um benefício de verdade, não esmolas, sempre defenderei isso. Enquanto pessoas estão se tornando trilionárias, a pobreza também cresce. Então você vê que existe um erro, que essa desigualdade deveria sumir. Mas não some. Porém, dizem que isso não me faz um esquerdista, principalmente quando não me sensibilizo com morte de bandidos, quando penso que ações como a que resultou em mais de cem mortos do Rio, há pouco tempo, deveriam acontecer toda semana. Essa gente é parasita social, não acrescenta nada à sociedade, só perigo, medo, terror. Se o Estado passa a sustentar pessoas, penso que a tolerância ao crime deve ser zero, pois não tem desculpa para o indívíduo que quer ser mau. Ele é um gasto ao governo, não traz nada de bom, lesa as pessoas de bem e ainda quer a tal da humanidade? Ah, sai pra lá, filho da puta! Porque essas pessoas não aprendem a ficar quietas no canto delas? Já que gostam tanto do mote "crime" e "drogas", porque elas não se ocupam com ações contra isso, em vez de se tornarem funcionários desse sistema?
"Ah, eu sou discriminado, é muito preconceito!" Já pensou, se todo mundo que procura validação, então resolve entrar para o crime? Estamos perdidos! Mas, basicamente, é o isso o que acontece. Crianças crescem sem educação devida de seus pais e daí, como a vida não tem o mesmo desleixo amor, elas vão para o crime. Uma espécie de vingança social contra todos nós, quando os culpados são os pais e o Estado, não a sociedade.
"Não é bem assim, você não pode generalizar". Bom, para tudo existem exceções, mas muito é sobre isso, sim. Você vê a criação de uma pobre criança onde a mãe é desbocada, o pai está nas drogas, a casa é uma bosta, ninguém tem vontade de ficar dentro de casa, então fica perturbando todo mundo na rua. A criança aprende que gritando e xingando se intimida e até consegue o que quer. A criança aprende que droga entorpece faz bem e ainda se ganha dinheiro. A criança aprende que ligar o som altíssimo é divertido, todo mundo ri, bebe, bate papo, então é muito legal, o vizinho que reclama é chato e, se encher o saco, deve ser intimidado, pois todo mundo tem o direito de curtir a felicidade de um som alto quando quiser.
"Mas tem muito mauricinho por aí que surfa no poder e na grana e faz tudo isso. Não é coisa de pobre, não, mas é o pobre que vai preso e blábláblá..." E por isso, então, deve-se passar pano, em vez de reforçar a toleância zero contra o crime, para todo mundo? Ricos são crueis. Estupram, muitas vezes, têm advogados poderosos, cometem vários tipos de crimes. São os primeiros que devem ser condenados, sem dó. Mas isso não quer dizer que devemos olhar com benevolência o outro lado, como se fosse um reparo social inocentá-los. A maldade é simplesmente a maldade. Pobre, rica, é má do mesmo jeito. É má! Não é vítima!
Mas, enfim, já nem lembro mais porque comecei a escrever isto. A coisa desanda quando surge esse tipo de assunto. A coisa sempre desanda quando essas coisas aparecem em qualquer momento da vida. Uma bosta de vida. Mas, quando vejo gente ainda pior por aí, eu reflito sobre quem sou, o que eu tenho, minha saúde, meu corpo, ergo os olhos para o céu e agradeço. Agradeço muito. Agradeço todo santo dia, pois eu sei que não custa nada para tudo piorar -- pois sempre pode piorar -- então que bom que estou suportando, que bom que (ainda) tenho coisas que alguns não têm e agradeço por isso.
Você já agradeceu a Deus, hoje? Não o culpe pelo que lhe acontece. O que a gente passa, muitas vezes, são frutos de nossas escolhas. Deus não tem nada a ver com isso. Às vezes, o universo até quis impedir, mas a gente insistiu, a gente quis porque quis! Então, agora, não cabe culpar as estrelas.
O vídeo abaixo traz reflexões sobre o que abordei na postagem anterior, mas também trata de outras aquisições: um encadernado da Disney e um microfone. Estou compartilhando apenas por ser uma extensão do que abordei anteriormente. Todas as aquisições têm a ver com a questão.
Não preciso ficar explicando mais. Quem tiver saco, que veja. Eu falo tudo lá. São dois anos de canal, mais de dois mil inscritos, naturalmente, sem maracutaia. Sei que o povo daqui não se mistura com o de lá, mas ficaria feliz se alguém daqui ouvisse o que tenho a dizer.
Qualquer hora, dê uma passadinha lá no Café Gay e me deixa um "oi", para eu saber que esteve lá. Mas não tem Pix.
Eu não fico anunciando meu blog, pois a intenção não é torná-lo ciente para muita gente que tenho como contato em redes sociais. Deixá-lo quieto é bom para mim, pois me sinto mais à vontade para colocar certas coisas. Coisas as quais vejo naquele outro lugar tão "sociável" e me fazem pensar.
Dia desses, fiquei empolgado com um colega, ao saber que ele lançará um segundo livro de uma obra literária que li dele, há pouco tempo. Fiz videozinho mostrando satisfação, mostrei o livro 1, que tenho com muito gosto, enfim, demonstrei minha felicidade pelo feito dele.
Mas essa euforia acabou logo. No dia seguinte, vi uma nova divulgação do livro novo, agora dizendo que está na Amazon, para quem não quer esperar o tempo certo de pegar o físico. Até aí, tudo bem. Sou um grande adepto da leitura digital e vivia incentivando as pessoas a irem por esse caminho.
"Vivia" porque venho aprendendo a ser egoísta para o meu próprio bem. Hoje, não encorajo ninguém. Porque não tenho mais saco para ficar conduzindo o cidadão e depois ele simplesmente me virar as costas por causa de algo qualquer, me descarta no lixo como se eu fosse um copinho de água. A culpa era da pessoa ingrata, cretina, falsiane, metida? Não. A culpa era toda minha, pois partia de mim ajudar e ser todo o suporte que todo mundo precisava. Eu dava meu tempo para ver a satisfação da pessoa em conseguir realizar a façanha de colocar seu ebook e ter aprendido a mexer na plataforma, para colocar outros que supostamente viriam, mas depois eu percebi que a pessoa nem valorizava tanto esse tipo de coisa. Eu só fui percebendo isso ao longo do tempo. Novamente eu digo, não culpo ninguém a não ser a mim mesmo, pois partiu de mim, mas voltando ao foco que não é esse...
A divulgação nova que vi tinha um detalhe que não me agradou nenhum pouco, e é nessas horas que eu agradeço por ter este lugar para desabafar. Alguém está pagando pessoas para deixar comentários e avaliações cinco estrelas na página da Amazon. Vi preços variando entre 20 a 50 reais via Pix. Sem burocracia. Era só seguir fulano, siclano e beltrano, deixar o comentário na Amazon e avaliar com as cinco estrelinhas. Postar em rede social também vale, mas não sei se está incluído no valor do Pix.
Uma vez, no início do meu ingresso na Amazon, eu tinha conhecido uma plataforma chamada WATPAD. Era um lugar bem movimentado onde todo mundo punha de tudo o que escrevia e tinha-se acesso total ao que bem quisesse encontrar. Resumindo bem a questão, meu encanto se desfez quando percebi que ninguém lia as coisas que eu postava. Sério. Ninguém mesmo! Mas havia um monte de gente com números impressionantes de leituras, comentários, bajulações etc. Um dia, averiguando melhor a plataforma, percebi que havia uma combinação entre as pessoas. Se você seguir fulano, beltrano e tetrano, você vai receber um número X de pessoas olhando o que você escreve. Se fizer mais isto e aquilo, as pessoas deixarão comentários, serão superfofas com você.
Saí completamente desiludido e ingressei na Amazon. O ano era algo entre 2016, 2017, não lembro com exatidão. Vendo, hoje, a nova maracutaia envolvendo esse perfil do colega, perdi o encanto sobre todas as postagens desse nicho no Instagram. Eu sempre lia um post de alguém, um feed dos grandes, muitas vezes, mas eu lia com prazer. Agora, eu olho esses posts e não tenho nem coragem de querer saber se o post é grande ou não, porque simplesmente não me importa. Não me interessa.
Talvez, se eu fosse, um pouco, como esse autor, eu faria a mesmíssima coisa. Mas eu não sou ele, não estou no lugar dele. O meu lugar é outro. E aqui, no meu lugar, o que eu sinto é dor e desprezo. A dor de ser tapeado, de ter acreditado em palavras de posts que na verdade não são sinceras.
"Ah, não fale assim, estou ganhando para fazer este post, mas eu o faria mesmo assim." Ah, jura? Então faz o seguinte: pega o valor desse seu pix, que você recebeu, e encaminha ele para mim. Ah, Ah, Ah!
Pra cima de mim esse papinho, bem?
Só quero deixar claro que não vim colocar lição de moral a ninguém. Não quero apontar o dedo e dizer quem é mais ou menos escritor, quem joga sujo ou limpo. A questão não é essa. A questão é: eu estou completamante decepcionado com muita coisa que descubro ser ilusão.
Autores como ele... Não importa que paguem um milhão de pessoas. Esses autores sabem que elas não os leem porque sentem vontade. Elas os leem por dinheiro, ou melhor: esmolas.
"Olha, o autor não tem nada a ver com isso. Na verdade, é o perfil da fulana influencer que...", está usando a obra dele para se promover e assim desiludir leitores como eu. Dá na mesma! O foco aqui é a decepção em descobrir que um livro bem comentado não é realmente o que muitos gostaram de ler. Qual confiança terei, daqui para frente, ao ler os comentários de um livro e achar que são reais? Nenhuma. Nem comentários, nem estrelinhas, nem resenhas em redes sociais, nem nada...
Essas coisas decepcionam, deprimem, tenho até vontade de me desfazer dos livros desse autor. Talvez eu doe para a biblioteca municipal. Perder o encanto é foda. O mercado, o sistema é foda.
Tenho lido livros interessantes. O mais recente, eu terminei semana passada, 29 de Outubro. Foi uma história com cerca de 60 páginas, de Jack London. A estimativa não é precisa, pois leio como ebook, então é o que Amazon coloca, para termos uma noção. E leio em formato Epub, utilizando outro aplicativo, o que torna tudo ainda mais diferente e interessante, pois, no aplicativo informavam mais de 200 páginas, mas é porque ele me dava as letras grandes, com cerca de dois ou três parágrafos comuns em cada uma.
"A Praga Escarlate" é o nome do livro, uma distopia pós-apocalíptica (o povo adora essas duas palavras), ambientada no ano de 2073, focada em um velho de 87 anos e seus netos com idade entre 12 e 13 anos, sobreviventes de uma pandemia que acabou com tudo em 2013. Só que tem um detalhe importante que valoriza mais essa trama:
produzida em 1912
É meu querido, é minha querida! Ah, Ah, Ah! Jack London fez uma tacada quase certeira em relação à pandemia que quase levou a humanidade para a vala! Entretanto, em 1912, o que se saberia do nosso presente? É claro que as coisas que ele colocou não são bem como vivemos, mas, quando você ler, vai acabar pensando na nossa pandemia como um "What If" do tipo: "E se" as vacinas não tivessem sido descobertas logo? Como seria o mundo devastado, com praticamente restos de seres humanos, um e outro apenas, espalhados, escassamente, pela longetude do mundo? Também vi referências à Internet, onde conta que as pessoas, em 2013, se comunicavam pelo ar e pelos fios. PÁ! O que será que ele imaginou, hein?
Foi uma experiência incrível viajar para a devastação de 2073, onde nada mais havia de 2013. Sem Internet, sem tecnologia nenhuma, pois não havia laboratórios, medicamentos, estudos, nem escolas, não havia sequer um simples sabonete para tomar banho. Pois é! Tá entendendo aonde eu quero chegar? Esse futuro é muito louco! Os meninos que cresceram nessa escassez imensa de coisas mais básicas não sabiam nem se comunciar. O vocabuláario que entendiam era pífio, então eles ficavam impacientes diante das colocações do velho, pois eles não entendiam o que queriam dizer as palavras pronunciadas. Mesmo as mais simples de tudo, como "interessante". E eles, em sua ignorância, não suportavam o conhecimento bem ao lado. Um se zangava, outro debochava, e outro apenas ouvia na dedução de ir entendendo.
Mas, não bastava o cenário descrito, a realidade cruel onde nem tinham roupas e sabonete, portanto, nem banho tomavam. Não bastava ter ficado a par do que aconteceu, de como as pessoas iam morrendo, uma a uma. Ainda havia mais!
Sim! Esse livro me pegou de jeito quando a mensagem final foi transmitida: a busca pelo poder e a corrupção iminente. Esse detalhe filosófico do tipo "sad but true (triste, mas verdadeiro)" fez com que me lembrasse do aclamado Ensaio Sobre A Cegueira, obra prima de José Saramago, que li duas vezes com muito gosto, pois, em meio ao caos de uma súbita cegueira viral, leitosa e misteriosa, chega o momento em que o homem busca o poder e acaba fazendo com que outros se corrompam em troca de benefícios. Eu sei que existe o filme, que é muito bom também, mas o livro é uma imersão maior naquela realidade.
E eu falei com uma IA do X (antigo Twitter) sobre essa obra e o papo me deixou muito empolgado. Essa IA é um ChatGPT com mais coragem de colocar certas coisas, digamos assim.
Lembrei de você, Jotabê, que gosta de ter altos papos com a IA, seu amigo imaginário dos tempos contemorâneos. Acho que você iria gostar de experimentar. Espero que um dia o senhor tente, Sr. Asimov Botelho.
Vocês têm lido alguma coisa além dos blogs amigos? Se sim, comentem aí pra mim! Um abraço!
Se quiser, veja o vídeo onde falo desse livro do Jack London e se increva no canal.
Em Outubro de 1989, as bancas de jornais e revistas receberam a edição n° 1 de "O Menino Maluquinho", personagem tão famoso e querido do unvierso infantil de livros, criado por Ziraldo que, por sua vez, não era nenhum amador nesse universo dos quadrinhos, vez que muita gente já conhecia Pererê e sua turma.
O Menino Maluquinho tinha apenas 68 páginas, mas as folhas bem brancas e de gramatura maior encorparam o formatinho. A capa vermelha com o protagonista em destaque também chamou bastante a atenção. Ele segurava uma etiquetadora de preços, uma prévia para a primeira história que se passava em um supermerado. Vale lembrar que era uma época econômica difícil, a moeda se chamava Cruzado Novo, pois o Cruzado antigo tornara-se facilmente obsoleto. Uma crise que abalou muita gente, imagine o desafio de lançar uma revista nova, então! Essa edição custou quatro cruzados novos e cinquenta centavos - NCz$ 4,50.
Hoje a postagem tem assunto político. Detesto política e quero anos-luz de distância das pessoas que ficam falando: "mas a política está em tudo, você deveria, sim, falar de política", como se eu fosse um retardado por me recusar a ficar nesse rame-rame extremista que só beneficia esse grupo político de marajás e, talvez, muitos alpinistas sociais. Quem faz parte dessas massas de manobras é que deveria ter a mente estudada.
Não querer fomentar massas não me impede de comentar, vez ou outra, sobre isso. Embora todas as vezes em que eu fazia, sentia um profundo arrependimento depois, tamanho desgaste interno. Mas vi um um comentário do Jotabê, no blog do Eduardo, que me chamou a atenção. Estava pronto para comentar lá, mas, no último segundo eu pensei que seria melhor colocar aqui mesmo, no meu espaço, então vamos lá!
Primeiro, o comentário de Jotabê à postagem de Eduardo:
Com este texto você sinalizou ou exibiu todo o ódio que tem pelo Lula. Eu não gosto dele nem do PT, nunca gostei e sempre deixei isso claro nas postagens mais antigas. Hoje, totalmente desencantado com os políticos brasileiros (que se originam do povo, é bom lembrar), tudo o que eu quero e peço é um governo não autoritário. Se vai roubar, se já roubou, não faz nada além do que sempre se praticou no Brasil. Ignorar ou esquecer-se disso é vacilo ou má vontade.
A afirmação sobre o pobre e trabalhador só ter valor na época das eleições não é um mea culpa, é a exposição da realidade que se vê em todo o país, seja em uma eleição para vereador ou presidente da república. Cestas básicas, sandálias de borracha, óculos, tudo é utilizado para seduzir o miserável.
Uma coisa que o Lula defende e que provavelmente nunca acontecerá é a taxação diferenciada dos super-ricos, tal como acontece em outros países. Aqui, infelizmente, os super ricos sempre farão de tudo para pagar menos impostos. E conseguem “convencer” os eleitores de que estão corretos. Mas foda-se o mundo, fodam-se todos.
Agora, meus pensamentos em resposta a Jotabê:
"...Eu não gosto dele nem do PT, nunca gostei e sempre deixei isso claro nas postagens mais antigas", mas depois você reconhece as medidas que só o governo dele tem a coragem de tratar e talvez não seria sequer colocada em pauta se o chefe da cadeira de Estado fosse outro. Ainda cita que nos outros países isso já acontece. Pois é, o Brasil é um país de um povo metido a besta que vive achando que está evoluindo, mas não passa de um povo atrasado. A informática chegou atrasada aqui, a Internet também, o próprio Pix já existia em alguns lugares. Só tem outro nome, mas esse sistema de transferência monetária instantâneo, onde o dinheiro está disponível na hora, existe desde 2004, mas ainda hoje propagam que o Pix é uma invenção do Brasil. Não. Não é. Do Brasil só tem o nome "Pix", semelhante a Pica, pra sempre ficar entendido a fodeção. Propaga-se uma coisa eleitoreira na Internet e todo mundo (o gado burro) acha que é verdade. Não foi Bolsonaro quem criou o Pix, e o Pix não é criação brasileira coisa nenhuma. Veja:
| País | Sistema de Pagamento | Data de Lançamento |
| Reino Unido | Faster Payments Service (FPS) | Maio de 2008 |
| México | SPEI (Sistema de Pagamentos Eletrônicos Interbancários) | 2004 (substituindo um anterior) |
| Índia | UPI (Unified Payments Interface) | Abril de 2016 |
| Zona do Euro | SCT Inst (SEPA Instant Credit Transfer) | Novembro de 2017 |
| Austrália | New Payments Platform (NPP) | Fevereiro de 2018 |
"Você pagou com traição a quem sempre lhe deu a mão" Vou Festejar -- Beth Carvalho Não farei palanque eleitoral aqui, vocês sabem...