domingo, 8 de março de 2026

VIÚVO NO CARNAVAL: SOBRE LUTO, MEMÓRIAS E CONTINUIDADE

Lançamento agora, na Amazon.

Viuvo No Carnaval: Sobre Luto, Memórias e Continuidade

Prazer, alegria e satisfação me definem neste momento.

Não apenas por trazer uma história que vai além do luto e explora as relações, os conflitos e a psique humana.

Mas porque ela representa um marco na arte de transmitir emoções em palavras.

Acabou laboratório, o período considerado treino.

A aprendizagem contínua. É bom somar conhecimento.

Hoje, posso dizer:  

Eu sou um contista da escrita contemporânea.

Como prometido, o ebook está GRATUITO hoje e amanhã.

https://www.amazon.com.br/dp/B0GRKZLSC6

Prepare-se, prezado(a) leitor(a)! 

Eu quero tocar no seu coração. 

Você deixa?

Sou narrador conversacional e provocativo. 

Você aguenta?

VOCÊ AGUENTA?!

VAMOS COMEMORAR

Vamos comemorar o que mesmo?

A moça que descobriu que pode ser virgem de xana para o noivo e futuro marido e ter prazer anal escondido por aí?

Ou a casa nova que a outra tomou do marido ao terminar o relacionamento?

Talvez possamos comemorar a agressividade delas enquanto você, homem, não pode quase abrir a boca, senão você causará gatilhos e traumas em decorrência de sua violência psicológica. 

Vamos comemorar ela dizer que o marido a estuprou, porque um dia ele a teve quando ela não estava tão a fim.

Vamos comemorar a namorada fazer um sexo hard com o namorado, pedir tapas e agressividade para depois ela ir correndo na delegacia para afirmar que apanhou dele.

Vamos comemorar a namorada dizer que está grávida do seu namorado que ainda não sabe que é estéril, mas descobrirá um dia.

Não esqueça de comemorar também aquela beneficiada pela paternidade sócio afetiva, sendo que o cara mal sabia a voz da criança que nem é dele. 

Claro que não se pode generalizar.

Radicalizar, generalizar, jamais!

Mas não me agrada nada os rumos que as coisas estão tomando.

Mas isso não importa. 

O que importa é comemorar!

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

TRECHO DE "VIÚVO NO CARNAVAL"

Definido. O "Viúvo No Carnaval" será postado na Amazon, nos primeiros dias de Março. 

Farei uma promoção de ebook gratuito para facilitar a aquisição.

Compartilho, agora, o momento final de um dos capítulos. Uma palhinha para você ter uma ideia.

Olhou para trás, em direção à porta da sala, viu a cabecinha da esposa do metalúrgico, sinalizando para que voltasse.

Não desejava voltar. Nem um pouco. 

Como não encontrou meios de se desvencilhar, obedeceu.

A vizinha, aparentemente recomposta, agora mostrava o seu semblante inchado, os olhos vermelhos, as olheiras sinistras ao redor, as rugas de expressão acentuadas tomando conta, deformando a cara. 

Ela exibia a mais profunda dor pela má sorte do filho.

As “meninas” pediram para ele se sentar. 

A esposa do metalúrgico arranjou espaço no sofá, acomodando o bebê em seus braços. 

O irmãozinho retraído não se encontrava mais ali.

Um tanto contrariado, João se sentou. 

Ele e a vizinha se olharam. Ela era digna de pena.

A mulher, sem saber por onde começar, resolveu falar:

— Você disse, agora mesmo, que gostaria de poder ajudar em alguma coisa.

— Certo — ele falou.

Ela não sabia onde enfiar a cara, mas prosseguiu:

— É em relação à dívida do meu filho, sabe? — A voz falhava, efeito do pranto intenso de há pouco, do desespero, estresse…

— Hum.

— Fala logo, mãe! — a esposa do metalúrgico se manifestou.

— Ai, meu Deus! — disse a mulher, tentando arrumar um meio melhor de se expressar, mas a cabeça não ajudava. — Querido, você vai ter que me perdoar por isso, mas é que eu estou no fundo do poço!

— Estou começando a ficar assustado — João Paulo comentou, parabenizando-se em pensamento pela paciência de Jó exercida até o momento. 

— Fala, mãe! — encorajou a filha.

Ela olhou para ele. 

Ele olhou para ela.

Ela então falou:

— Você não tem três mil reais para me emprestar?

Os olhos dele se arregalaram, a boca se abriu e o pensamento foi expelido: 

— Cacetada! Eu preciso de ar! Meu Deus! Está me faltando o ar!

Ele se levantou, saiu correndo em direção ao portão, passou por ele e se trancou em casa. 

Certificou-se de que estava bem trancado para não ter que botar a cara na rua tão cedo.

Bola veio ao seu encontro, todo alegre, abanando o rabo. 

Ele retribuiu o carinho, mas não por muito tempo. 

Fez o que pode para corresponder ao animal.

Caminhou para a cozinha, sem a menor ideia do que fazer. 

Sua mente foi tomada por um apagão. 

Se alguém lhe perguntasse qualquer coisa: qual é o seu nome, com quem mora, em que cidade vive, não saberia responder.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

A GRANDE CATÁSTROFE - ATÉ QUANDO?

Até o momento em que escrevo esta postagem, mais de trinta pessoas morreram por causa de um deslizamento de terra em Ubá (MG), em decorrência das fortes chuvas. 

Já vi isso antes, em outras localidades, anos atrás. 

Em Fevereiro de 2022, o youtuber Alessandro Garcia perdeu esposa e os filhos pequenos pelo deslizamento que atingiu sua casa em Petrópolis. 

Cerca de 241 pessoas foram vitimadas.

Alessandro mantinha sucesso com seu canal de resenhas e promoções de revistas em quadrinhos publicadas pelas principais editoras do país.

Alessandro continua com o canal. 

Demorou para retornar. 

Muitos sequer prosseguiriam.

Curioso que, na hora de apertar o dedo na urna eleitoral e eleger calhordas, acabamos sofrendo amnésia a respeito de tudo o que se passou.

Muitas dessas vítimas dão seu voto em apoio às causas das quais não as contemplam e só ajudam na continuidade da degradação do sistema.

Nós, que nem complementamos as estatísitcas em relação aos atingidos, também contribuímos para a corrupção, a sem-vergonhice e a safadeza.

De acordo com nossa realidade, eu pergunto:

Existe como fugir disso? Há meios de não colaborar dessa maneira?

Desconheço que haja uma única resposta aplicável para todos.

No que concerne a minha própria realidade, sinalizo que não.

A verdade está lá fora?

Nascemos em um planeta onde sofremos uma sucessão de acontecimentos. 

E somos coagidos a dizer que Deus é maravilhoso. 

Deus permitiu que você nascesse, alecrim dourado! 

A sua existência está relacionada à sua realidade e à consciência de que está sendo extorquido, alvo de uma porção de ocorrências prejudiciais, até mortais. 

No fim, você ficará doente e partirá. Sem nada. 

E ainda haverá alguns dizendo que você não teve fé o suficiente.

Sempre pode piorar: 

O espiritismo diz que o outro lado é igualzinho. 

A vida não acaba aqui.

Você terá uma existência similar, ou seja, continuará se ferrando do lado de lá.

Tá bom ou quer mais?

Prefiro nem saber se tem mais.

sábado, 21 de fevereiro de 2026

E O VIÚVO NO CARNAVAL, HEIN?

Você já percebeu que ainda não coloquei o conto "Viúvo No Carnaval" na Amazon, né?

O processo de revisão foi maior do que pensei. 

Eu mudo um detalhe na história. Consequentemente, acabo mexendo em vários outros.

O que era para ser um conto, tornou-se noveleta.

Gemini e ChatGPT têm sido os professores que eu jamais teria condições $ de contratar. 

Sou eu que faço as correções no meu texto. Eles apontam quais são, onde estão, explicam em detalhes o motivo da correção, uma verdadeira aula de conhecimento.

Precisa usar duas IAs?

Sim. Infelizmente. 

A segunda, curiosamente, mostrou muita coisa que a primeira deixou escapar.

Engana-se quem pensa que não é trabalhoso. É e muito! Mas, como relatei, sairia caro se eu tivesse que pagar profissionais humanos e nem sempre eles teriam a mesma competência, pela obviedade da precisão existente na máquina.

Uau! <suspiro> Estou cansado!

Nem era isso o que eu pretendia compartilhar, mas deixa para um outro post.

Um abraço. Até logo!

domingo, 15 de fevereiro de 2026

SPOILER - SÓ QUE NÃO!

Meu conto do carnaval, com muito empenho, terminarei amanhã, segundona braba onde ainda permanece a data, embora sem a intensidade dos primeiros dias. 

Mas isso não importa. Tive que acrescentar coisas não planejadas que mudaram o andamento da história, tornando-a maior do que o previsto, e diferente.

Por exemplo: eu ia colocar um momento hot. Mas abri mão, preferindo focar nas relações humanas, no comportamento dos personagens, propiciando camadas para se refletir.

Compartilho, agora, a única passagem um tanto mais quente que terá na história. Nem é spoiler, pois é um pouquinho dentro de muitas páginas, o que não coloca em cheque o andamento da trama.

Ao abrir o portão, o sujeito foi logo perguntando pela mãe.

João Paulo explicou que ela tinha ido embora, mas lhe deixou uma sacola.

Era um homem bonito. Teria sido mais interessante se a droga já não estivesse tornando seu corpo degradante.

Ele, que segurava um toco de cigarro entre os dedos, o atirou longe e quis saber se podeira usar o banheiro.

João Paulo permitiu.

Apesar de muito latir no início, Bola não teve vontade de contê-lo. Romualdo não era exatamente um estranho. 

O cão, acostumado com a variedade de pessoas recebidas pelos donos, ao longo dos anos, sabia que deveria focar no comportamento delas, nem tanto na identidade. 

Romualdo, apesar da má fama, não representava uma ameaça. 

Apanhou a sacola que João Paulo lhe deu e entrou.

Na sala, fez questão de olhar as peças. 

Sentia-se à vontade. Ele estava de pé, olhando cada uma das roupas, elaborando considerações cômicas.

João Paulo, acomodado no sofá, achava engraçado.

Duas bermudas e duas camisetas. De grife. Originais.

A destreza do malandro era tanta que ele averiguou peça por peça e manteve o dinheiro no interior da sacola. Achava que João Paulo não soubesse da grana, que era um inocente no jogo.

Em meio à leveza do momento, João Paulo perguntou:

— Você ainda está mandando ver como entregador naquele ponto de moto táxi?

— Não! Saí daquela toca de marmota não tem muito tempo!

Ele tinha um jeito um tanto animado, entusiasmante de se posicionar. Sabia que os gays o consideravam atraente. O macho magrelo da barba desgrenhada, olhar malvado em meio àquelas sobrancelhas expressivas. 

Mantinha certo carisma. Estratégia ou natureza? Não se sabia. 

— Que pena — João Paulo comentou.

— Pena nada! Só me passavam “caroço”! Perdi minha moto por causa dessas “roubadas”! Daí, fui demitido sem direito a nada! E ainda disseram que era para eu agradecer pelo fato de o cliente não ter feito um B.O, pois eu teria que responder na justiça.

— Ninguém merece.

— Comi o cu do cara!

— O quê?! Como assim?

— Comi o cu do dono daquela espelunca! Sabe quem é ele?

— Não.

— É um investigador de polícia bem manjado! Todo brabão! Sentou gostoso na minha rola!

— Ué, como foi isso?

— Os caras, os amigos lá do trampo, estavam me zoando porque eu tinha perdido a moto e queria ser ressarcido. Falei para eles sobre os direitos sobre acidente de trabalho, a moto ser minha ferramenta, coisa e tal. Os caras, só me zoando, mandando eu “vazar”, falando que eu não tinha mais o que fazer lá, sem moto, que era para eu “vazar”. Daí, eu falei que gostaria de resolver essa questão com o proprietário. Eles não me levaram a sério, mas, resumindo, um deles acabou me passando o contato do homem. Quando eu vi, eu só ri.

— Você riu? Você não ficou com medo?

— Medo?! Medo de quê? Eu levo esses caras na flauta! Eles arreganham o cu para mim!

— Ah, tá.

— Sério! O cara sentou gostoso na minha piroca, João! Posso te chamar de João?

— Pode.

Romualdo chegou bem mais perto, olhou bem nos olhos de João Paulo e perguntou, utilizando, de repente, uma voz baixa de predador:

— Ou prefere que eu te chame de João Paulo?

João Paulo ficou subitamente hipnotizando por aquela investida inesperada. Os olhos atentos e devoradores dele junto aos seus.

Aquele olhar penetrante, a fala grossa, a barba cheia e escura trazendo uma fragrância, um cheiro de macho… 

— Hein, João Paulo?

Romualdo chegou seu rosto bem próximo ao dele. 

O hálito quente, com resquícios de nicotina. 

A voz cada vez mais baixa, grave, dominadora.

— É João? Ou é João Paulo?

Os rostos se tocaram. 

— Hein, João?

Romualdo expeliu sua respiração todinha para dentro das narinas de João Paulo. 

— Hein, João Paulo?

João Paulo respirou o odor transferido pelas narinas peludas de Romualdo. Inebriou-se.

Os lábios se tocaram. Sutilmente. 

Primeiro chegaram os pelos do bigode grosso de Romualdo. 

Sem pressa. Ninguém ali estava com hora marcada para nada.

João Paulo continuava hipnotizado, adorando respirá-lo, sentir o cheiro do macho. 

Os lábios se tocaram, mas João Paulo se arrepiou mesmo por causa dos pelos. 

E aquele toque sutil, boca a boca, era permanente e sedutor. 

Os narizes também se tocavam. 

Os rostos pareciam obedecer a uma dança romântica ensaiada.

Só que estava acontecendo tudo naturalmente. 

Romualdo sabia ser envolvente.


sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

UM CONTO NO CARNAVAL

Torçam para que eu consiga acabar o conto dentro deste carnaval.

A história é um drama sobre um senhor que perdeu a pessoa amada em pleno carnaval. O leitor vai acompanhando isso, os primeiros momentos de seu luto.

Esta não é a capa da história. É só uma ilustração que a I.A Gemini me deu.

VIÚVO NO CARNAVAL: SOBRE LUTO, MEMÓRIAS E CONTINUIDADE

Lançamento agora, na Amazon. Viuvo No Carnaval: Sobre Luto, Memórias e Continuidade Prazer, alegria e satisfação me definem neste momento. N...