Fabiano Café Gay
segunda-feira, 22 de junho de 2026
MÔNICA, A FOFA
sábado, 20 de junho de 2026
HAPPY HOUR DO AZARÃO
Quinta-feira, fui fazer uma caminhada, apesar de já ter tido lerê em casa.
Combinei com o amigo blogueiro um happy hour que para ele é costumeiro.
Falamos sobre futebol, Lula, Bolsonaro, o que fazemos na Internet.
Foi um bom momento. Um dia a gente o repete.
segunda-feira, 15 de junho de 2026
A BOSTA DO PSICOPATA AMERICANO
Um belo homem acorda e começa a se preparar para mais um dia. Ele é um executivo de sucesso e mostra para nós como é sua rotina, como faz a barba, quais produtos utiliza, então vemos os cuidados que ele mantém para sua pele. No trabalho, vemos o quão querido ele é pela sua secretária capacho que lhe cai em adoração enquanto ele acaba sem dó nem piedade com sua autoestima. A gente vê a rotina no dia dele, a importância e a seriedade de sua ocupação, as reuniões com os colegas de profissão invejosos e poderosos, no maior estilo amigão de negócios para o que der e vier, mas todos disputando sua ascenção empresarial, então o papo é sempre muito agradável, mas é um querendo ser melhor que o outro. Bom, pelo menos, essa é a concepção que o personagem mostra para nós que vamos assistindo-o, até chegar o momento em que ele para em frente a um mendigo, finge empatia e o mata na maior crueldade. Não poupa nem o cão de rua que sente a morte de seu dono. Pois é, o que esse homem tem de vaidoso, de bom gosto e de conhecedor das boas coisas da vida, ele também tem de meticuloso e cruel. Você nunca o vê tocado por uma emoção carinhosa, afetuosa, desprovida de interesses. Ele não se comove, não agradece, não retribui. Isso fica bem evidente quando ele está com as putas. Ah, o filme tem cenas fortes.
Esse filme é basicamente isso. A gente acompanha o asseamento impecável e o bom gosto contrastando com uma sede de poder inescrupulosa que o levou a cometer um deslize: matar aquele que na sua cabeça era seu rival. Ele só precisava de um simples motivo. E ter "tomado seu lugar" no restaurante onde só a nata da high society entra passou a ser esse motivo.
A gente acompanha o quanto ele vai se enrolando para se safar da investigação em busca do assassino que era ele, mas era óbvio que não se entregaria assim tão fácil.
Seu temperamento é explosivo. Não do modo que o faz gritar, espernear, atrair a atenção de um monte de gente. A explosão se dá pelo desejo de matar. Às vezes, ele manipula. Outrora, vai no calor da emoção. Tudo depende de com quem está lidando.
Chega uma hora em que o filme vira uma matança desenfreada. Ele realmente fica louco e comete um crime atrás do outro. Vale tudo para não ser pego.
Então, após muitas mortes, muito sangue e muita sola de sapato correndo lá e cá, ele consegue se refugiar em seu castelo e dormir.
Ao acordar, prossegue com toda aquela rotina, só que a gente agora tem a impressão de que aquela será a última vez que ele toma aquele belo banho e desfruta de todos os cosméticos e rituais para se vestir com elegância, pois a gente espera que ele seja pego, assim que botar seus pés na empresa.
A gente tem a sensação de que ele também pensa isso.
Então, a gente vai acompanhando o trajetória e, assim como ele, a gente não vai entendendo algumas coisas, principalmente a falta de alarde. A gente estranha o "vazio" que veio. E daí, ele tem que ir a uma reunião onde sabe que vai lidar com os caras de sempre e novamente a gente vê a ausência de qualquer conflito.
E o filme termina assim. Exatamente sem esclarecer coisa alguma. Você não sabe se ele delirou ou se algo realmente aconteceu e resolveram abafar por algum motivo.
Cheguei a pesquisar no Google a interpretação dessa bosta, pois eu simplesmente não sabia se tinha entendido, mas eu vi que sim, eu tinha entendido. O filme é assim mesmo. Termina propositalmente assim. Nem a gente sabe se aquilo foi real ou não, ou o quanto teve de acontecimento.
Eu odeio filmes assim. Odeio qualquer tipo de história assim. Acho uma covardia para com quem está ali, envolvido na trama, esperando por um desfecho que tenha a ver, em vez de um simples delírio, surto ou loucura. Isso é muito covarde.
Christian Bale é o protagonista.
É claro!
Ti-nha-que-ser!
Eu não o conhecia antes de fazer o Batman (trilogia Nolan). Naquela época, para mim, ele era uma novidade e eu não curti nenhum pouco. Achei ele um ator sem expressão, uma verdadeira geleira. Essa trilogia Nolan é um saco. Só o segundo filme prestou. O segundo, sim, foi digno de prêmios. Mas o primeiro e o terceiro foram um lixo. O primeiro, o pior de todos! Você dorme, sonha horrores, acorda, vai tomar seu café da manhã, vai cagar e Bruce Wayne ainda está em processo de preparação para se tornar o Batman. Puta que pariu! E olha que nem sou um viciado em adrenalina, nem faço parte desse povo que quer tudo dinâmico.
Então, finalmente vi esse merda protagonizar um filme qualquer. Confesso que gostei da atuação dele. Ele mudou no meu conceito. Mas o filme serviu só para isso, apenas para me mostrar que o cara é bom ator. Mas, ainda assim, aquela cara de pastel dele me incomoda. É a mesma cara do Tom Cruise. Parece que está sempre cheirando peido. Do Tom Cruise, o percebi um excelente ator no filme Entrevista Com O Vampiro, mas vamos e convenhamos que ele estava bem diferente na pele do personagem, né? O único filme dele que realmente me agradou. O resto é sempre aquela cara, aquele jeito.
Williem Dafoe fez o investigador. Eu gosto dele. Na verdade, eu gosto de qualquer ator que não sejam Tom Cruise e Cristian Bale. Não, nesse filme o Tom Cruise não dá as caras. Graças a Deus! Mas descobri que o rival do Bale no filme era o Jared Leto. Putz! Esse Jared Leto é mesmo um camaleão! Não o reconheci. Acho muito interessante a capacidade que ele tem de compor seus personagens. Rapaz, fiquei pasmo agora...
Meu companheiro fica puto comigo, porque escolho o filme no miguelão, sem ficar tão interessado em sinopses, atores, nada. Se eu tivesse me atentado a saber mais sobre a produção, um pouco antes de botar para ver, eu não teria ficado surpreso. Ah, Ah!
Ontem, à tardezinha, vi também As Cores Do Mal: Preto, e gostei. Super indico. Quem sabe, eu fale em algum outro post, ou não.
quinta-feira, 11 de junho de 2026
ANIVERSÁRIO DO PATO DONALD - PARTE 2
Após aquela aventura de aniversário bem legal que mostrei na postagem anterior, há uma bela página com texto de Marcelo Alencar em comemoração ao aniversário do pato. É com muito prazer que compartilho as palavras dele aqui.
Uma historinha bem simples vem a seguir. Donald quer sossego no sofá, em plena tarde, mas seus sobrinhos não deixam. O Prof. Pardal empresta para ele um par de fone de ouvido que já vem com sons relaxantes da natureza. Isso me lembrou muito dos canais de sons relaxantes do YouTube, mas essa historinha certamente foi concebida antes dessa moda existir.
Donald faz uso dos fones. Ele dorme tanto, mas tanto, que acorda todo feliz no dia seguinte e resolve devolver os fones para o Pardal, mas pensa em encomendar os seus. A graça é que ele saberá mais tarde algumas coisas desagradáveis que aconteceram enquanto dormia.
E finalmente chega a hora da aventura que faz jus à capa da revista. É Copa do Mundo, Donald, os sobrinhos e Patinhas estão no Brasil, assistindo aos jogos, direto no Estádio do Rio de Janeiro, torcendo pela seleção de Patópolis. A partida acaba na maior alegria. Em breve, o time enfrentaria outra seleção fictícia.
Uma pena a história não ter mencionado de que estádio se tratava. Sequer houve um estádio de futebol desenhado, reconhecidamente. Acredito que seja para evitar conflitos a respeito do uso indevido de imagens, pois, hoje em dia, tudo virou uma espécie de marca com direitos reservados.
Durante uma entrevista, o craque da vez acaba pasando mal após ingerir um suco fabricado por uma das empresas do Patinhas. Esse mal-estar tem a atuação dele comprometida para o próximo jogo. Após umas possibilidades facilmente descartadas pelo treinador do time, o mesmo fala para Patinhas sobre um craque que jogou pela seleção, há muitos anos. Esse craque não atua mais no futebol, mas ele tem um filho, o Zico, que herdou seu talento. Seria uma boa ideia encontrar o rapaz. A possibilidade de Patópolis ganhar o próximo jogo com ele atuando seria muito grande.
Patinhas encarregou Donald para encontrar Zico. Donald e os sobrinhos foram para a Amazônia, pois descobriram que era em algum lugar naquela área que residia a família do antigo jogador. A viagem teve que ser feita de carro. Em um momento, quando estavam chegando perto, saíram um pouco para descansar. Ao voltarem, perceberam que alguém tinha roubado os pneus. Ao colocar outros, Donald percebeu que o carro não dava a partida, então descobriu que o motor também tinha sido levado. Os patos resolveram pedir carona. Quem os abrigou ficou feliz da vida, pois eles acabaram organizando a maior bagunça que aquela família havia feito no interior do trailer.
De onde tiraram a ideia de que no Brasil as famílias andam com trailers como se fossem suas moradias? A gente não tem essa cultura.
Desceram em um ponto e lá encontraram um senhor que já tinha entrado em contato com Patinhas e combinado o esquema de levá-los em seu barco. Fiquei olhando e pensando se aquilo se tratava de uma chalana. Digamos que sim.
Lá vai uma chalana, bem longe se vai...
Então pararam em um ponto onde os meninos resolveram catar mangas direto da mangueira. Nesse ínterim, alguém colocou a embarcação no meio do rio, para ser levada pela correnteza. Sorte que a habilidade de um dos sobrinhos (em subir numa palmeira que estava próxima ao barco) conseguiu impedir que a correnteza levasse o único meio de transporte que eles tinham ali.
Voltaram a fazer o percurso, até chegarem numa aldeia. Havia um pessoal jovem jogando bola. Normal. No Brasil, eu me surpreenderia se estivessem fazendo algo mais produtivo. Entre eles estava o tal do Zico, filho do ex-jogador patopolense. O pai, acostumado com a presença de olheiros, notou Donald e não ficou nada contente. Era nítido o ressentimento do senhor que não desejava o mesmo destino de craque de seleção ao seu filho. Nunca ficou óbvio por qual motivo ele mantinha esse rancor, mas o fato é que ele não queria esse tipo de envolvimento para o filho que, por sua vez, estava doido para realizar esse sonho. Imagine só, começar a carreira em um jogo decisivo de Copa de Mundo. Melhor oportunidade não haveria.
Achei estranho isso. Pai e filho são patopolenses, mas viviam no Brasil desde que o pai se afastou dos jogos. Mas, pensando bem, Patópolis nem é um país. É uma cidade que fica no Estado de Calisota: região fictícia que junta os nomes Califórnia e Minnesota. Sendo uma cidade e não um país, como disputam Copa do Mundo? Eh, Eh!
Diante daquela situação em que o pai batia o pé em não autorizar nada, o filho sugeriu que o pato passasse pelo desafio que era familiar a eles, mas completamente desconhecido ao Donald. Se o pato vencesse uma das provas do desafio, Zico jogaria na seleção.
Donald não teve escolha, teve que topar. Seu adversário era o Muque-Açu, um cidadão fortão, bem conhecido por todos. Donald parecia um filhote ao lado dele.
A primeira missão era capturar um tucano, algo muito simples para os nativos, mas complicado demais para os patos. Após pesquisar no manual dos esconteiros mirins, descobriram um meio de atrair o bicho, imitando um tipo de mico que ele detesta. Donald começou a fazer isso, mas a imitação estava pouco convincente, só que um tucano então apareceu, nervoso, batendo com tudo na cabeça do pato jogando-o ao chão, atordoado. Um dos sobrinhos aproveitou o rasante da ave e a capturou com uma rede.
Todo feliz, Donald, pegou a rede com o tucano e correu para mostrar que o havia capturado primeiro, mas alguém colocou um galho seco no caminho, fazendo o pato tropeçar, cair e largar a rede. A ave escapou. O fortão levou a melhor nessa primeira prova.
A segunda missão consistia em trazer uma sucuri viva. Tenso, hein? Como assim? E não é que o fortão logo achou uma e ficou no maior malabarismo ao dominá-la? E Donald não sabia, mas estava sendo "filmado" por outra que não perdeu tempo em dar o bote. Sendo muito grande, ela rapidamente o devorou. O sobrinhos, aterrorizados, não sabiam o que fazer. Uma providência deveria ser tomada logo ou prerderiam o tio para sempre. Um deles, em vez de ficar pensando e consultando isto e aquilo, resolveu ser prático: apanhou um pedaço de galho seco e fez dele um porrete contra a cabeça da sucuri, fazendo-a perder a consciência. Haja força no muque do patinho para conseguir essa proeza.
O outro abriu a boca do animal, assim Donald conseguiu sair. Com muito sacrifício, os patos se uniram para carregar a imensa serpente. No meio do percurso, alguém joga uma aranha bem na frente do Donald que tem a reação impulsiva de pular dentro do rio. Isso fez com que os patos chegassem atrasados ao local, pois o Muque-Açu já stava lá e mostrou que tinha dado até um nó no animal.
Ainda havia a última prova. A chance que Donald precisava se agarrar não foi nada fácil. A missão era levar um hipopótamo-pigmeu até um lugar conhecido como morro do papaya. Muque-açu ergueu o hipopótamo como se fosse um reles saco de arroz Tio João. Já Donald não conseguia mover sequer um ínfimo músculo do animal.
Pesquisando novamente, os sobrinhos descobriram uma fórmula fácil de fazer, com elementos da natureza, que proporcionava uma força descomunal. Mais que depressa, prepararam e deram para o Donald tomar. Foi tiro e queda. O hipopótamo virou peso pena para o pato que correu bastante ao longo do percurso, mas se atrapalhou ao obedecer uma placa com indicação falsa. Alguém havia trocado a direção dela. O pato logo percebeu e corrigiu a rota, mas o efeito da poção era temporário, de apenas quatro minutos, então, de repente, o animal voltou a ficar pesado e caiu em cima dele que não teve outra alternativa a não ser desisitr.
O ex-jogador ficou feliz pelo pato ter perdido todas as etapas. Conforme o combinado, seu filho não iria para o jogo da Copa no Rio. Zico mostra para o pai o celular de um dos garotos da aldeia. Ele registrou imagens que evidenciaram os sabotamentos contra o Donald. Algumas pessoas pegaram o sabotador, que era uma pessoa do time rival da próxima partida. Isso deveria tornar o resultado do desafio inválido, mas o ex-jogador preferiu manter o resultado. Donald continuava sendo o perdedor.
Os patos desolados pela irredutibilidade do homem voltaram para a chalana daquele senhor. Em seguida, a história já mostra Donald de volta ao estádio no Rio, chegando perto de Patinhas e informando que havia fracassado. A tristeza, o medo e a preocupação eram visíveis. Na sua cabeça, o tio iria espernear, ofender, xingar, fazer um escândalo, pois por sua causa a seleção de Patópolis perderia a Copa do Mundo. Tudo sua culpa. Incompetnente. Incapaz de trazer uma simples pessoa para jogar bola.
Antes de começar a contar tudo o que ele e os sobrinhos passaram, Zico apareceu e já estava até caracterizado, pronto para a partida. A explicação foi rápida: o rapaz contrariou o pai. Simples assim.
O último quadrinho mostra a partida de futebol evoluindo, Zico marcando mais um gol, segundo o narrador. A vitória da seleção patopolense estava cada vez mais próxima.
Essa aventura de 30 páginas com os patos na copa do Mundo no Rio encerra a revista. Os desenhos são muito bons, adorei o estilo, as cores, mas eu não engoli essa história de hipopótamo. No canal do Youtube, uma pessoa viu a versão em vídeo e comentou que Carl Barks, o aclamado pai dos patos, também fez isso em alguma de suas histórias. Desconheço, mas acredito. Porém, os trabalhos de Barks são muito antigos, de uma época sem Internet para se pesquisar facilmente as coisas. Na cabeça dele, haveria esse animal no Brasil. Na época dos primórdios de Barks, o povo dos istêites resumia o Brasil em selva, bichos e índios. Então, tudo bem Barks ter cometido essa falha há trocentos anos, na época de Gzuis. Mas, uma arte contemporânea fazer isso? Quero acreditar que tenha sido uma forma de homenagear Barks. Só assim para engolir.
Também não gostei da sucuri ter engolido o Donald. Achei um horror desnecessário e pouco crível, até para uma historinha boba de ficção. A cobra engole ele e depois o pato sai vivinho? Ahhh!
No primeiro impacto, eu gostei da aventura. Agora que estou contando aqui é que reparei em alguns detalhes que poderiam torná-la melhor. Como é uma produção italiana (ou dinamarquesa), dou um desconto. Não dá para alguém de fora retratar com fidelidade outro país. No geral, para os jovens que são o verdadeiro público dessas produções, achei bem legal.
A revista Pato Donald (assim como Mickey, Minnie, Pateta e Tio Patinhas) costumava trazer uma página dedicada aos leitores que mandavam recadinhos, perguntas, sugestões, elogios. Desta vez, a edição não teve, pois não houve espaço. Às vezes acontecia isso, de as histórias comportarem as 50 páginas. Isso é muito bom, faz valer cada centavo.
Um abraço. Até a próxima postagem.
terça-feira, 9 de junho de 2026
ANIVERSÁRIO DO PATO DONALD - PARTE 1
Hoje se comemora o aniversário do Pato Donald, 92 anos desde sua primeira aparição em um desenho animado chamado A Galinha Sábia. O pato é um dos meus personagens preferidos nos quadrinhos Disney. Super me identifico.
Por isso, hoje, mostro uma revista bem legal. Além de comemorar o aniversário, ela traz uma aventura dos patos no Brasil em plena Copa do Mundo de 2014. Bora lá!
Pato Donald n° 2432 é de Junho de 2014, publicação da Editora Abril (saudades💓) com 52 páginas no total, incluindo capa, contracapa, com preço a três reais e cinquenta centavos. Hum... Como seria bom esse preço nos gibis de hoje!
A aventura que abre se chama O Melhor aniversário DeTodos Os Tempos e de cara a gente vê o Donald irritado porque tem que limpar a casa bem no dia do aniversário. A Margarida chega com presentes: um medicamento para digestão chamado Xameo-Ugo e um par de entradas para o passeio em um cruzeiro de luxo em torno do tão falado e perigoso triângulo de Patópolis (triângulo das bermudas). Esse sim, deixou o pato empolgado e agora dizendo que era o melhor aniversário de todos os tempos.
Prestes a embarcarem, um vento sorrateiro faz com que as entradas voem das mãos da Margarida e vão parar em pleno mar. Em vez de os iditoas fazerem o alarde para que o povo do cruzeiro se inteirasse da situação, eles ficaram caladinhos por sugestão do Donald que pensou não haver problemas em embarcar sem apresentar as entradas, já que estavam pagas. Então, quando entraram, mentiram para o encarregado, dizendo que só iam se despedir de uns passageiros.
Depois de um cagaço imenso, temendo que algo de muito ruim fosse lhes acontecer, o nevoeiro se dissipou e a agitação do mar os atirou para uma ilha.
Sem tempo para descansar, tiveram que correr para não se tornarem comida de grandes pterodáctilos, pois é, a ilha possuía uma quantidade imensa daqueles pássaros pré-históricos. Conseguiram se safar ao se encaminharem para um amontoado de rochas escalartes que logo se revelaram grandes caranguejos. A príncípio, Donald e Margarida se viram entre a cruz e a espada, mas logo se deram conta de que os caranguejos eram o alimento dos pterodáctilos.
Os caranguejos começaram a se movimentar com rapidez, temendo o ataque dos pássaros pré-históricos. Donald e Margarida foram com a manada, até encontrarem um jeito de se enveredarem por uma mata. Achando que estavam seguros diante de uma grande árvore, foram capturados em dois segundos por um bando de homens robustos e peludos, no maior pintão de homens neandertais ou algo parecido.
Donald e Margarida ficaram temerosos, mas isso acabou quando ele foi colocado diante uma estátua para compará-lo àquela imagem profética que parecia dizer que ele foi enviado pelos deuses para o bem da tribo. O pato começou a ser tratado como um rei.
Teve muita comida e festa. O detalhe é que os desenhos mostram só os homens corpulentos dançando uma coreografia onde batiam bunda. Com certeza, esse momento procurou mostrar de forma leve alguma outra coisa que não captei. Talvez foi a maneira de mostrar a viadagem local e mostrar como eles eram muitos, mas não estou bem certo disso, pois esse é um fator irrelevante, mas aposto que a música era Like A Prayer.
A Margarida fica muito irritada com a questão. Em um momento em que vê a "mãezona" indo para algum lugar, resolve segui-la, certa de que descobrirá alguma coisa. É nesse momento que ela ouve uma conversa dessa mãe dizendo que estava na hora de sacrificar o pato.
Margarida fica passada e quer logo contar para o Donald, mas a ogra-mãe esteve "filmando" ela o tempo todo, então a captura. Ela é levada para testemunhar o abate de Donald. Quando chega, vê o pato enjaulado e prestes a ser atirado às criaturas pré-históricas.
Naquele momento, o pai da ogra-mor está passando muito mal. Margarida quer saber o que ele tem, então a ogra fala que ele está sofrendo de um problema desconhecido no estômago. Ela e o povo acham que o grande líder está sucumbindo por causa de um tipo de força demoníaca, algo assim, por isso a necessidade de sacrificar o pato, porque acreditam que isso fará com que outras forças recuperem a saúde dele.
Ao ouvir tudo isso, Donald se lembra do medicamento que ganhou, o Xameo-Ugo. Mais que depressa, ele pega o remédio e joga para a Margarida que, por sua vez, corre para onde o pai da ogra está e faz ele engolir rapidão. Não demora nada, o grande líder dá um arroto de sacudir todo o arquipélado de Fernando de Noronha. Imagine o bafo desse povo competindo com o rio tietê em plena capital de São Paulo. Pois é. Depois do arrotão, o grande líder se levanta feliz da vida. A filha ogra percebe que os patos a ajudaram e cessa o sacrifício, um segundo antes de Donald virar comida jurássica.
Como gratidão, fazem outra festa. Donald volta a encher o bucho enquanto a viadagem corre solta ao som de músicas eufóricas, talvez uma Lady Gaga, Madonna ou sei lá.
A história mostra Donald e Margarida depois, na mesma embarcação pequena, só que fazendo o percurso de volta para Patópolis. Eles chegam até o nevoeiro, passam por ele, avistam o cruzeiro de luxo e percebem que estão perto de casa.
O último quadrinho mostra a festa de aniversário que Donald encara em casa, organizada pela família que tinha ficado lá e preparado tudo.
O fato de terem voltado no mesmo barco fica a nosso critério se tudo não passou de imaginação, pois a história mostra ele se despedaçando ao ser arremessado contra a ilha. Como, então, pode estar intacto? Ou será que se tratava de outro barco? Isso não ficou claro, mas penso que esse é o propósito para fazer com que alguns interpretem que tudo não passou, talvez, de delírios pelo temor de se verem em pleno triângulo de Patópolis.
As pessoas que vêm aqui e não estão familiarizadas com esse universo de quadrinhos podem ter achado algumas coisas difíceis de engolir ou que certos fatos poderiam ter se resolvido de outra maneira. A gente que é velhão e sempre cresceu nesse universo sabe que a graça dessas historinhas está nesses tipos de coisas que são propositalmente caricatas e às vezes até beiram o absurdo. Esses quadrinhos são feitos para nos divertir, não para pregar lições tão corretas ou reais para a vida.
Ainda há mais duas histórias para comentar, mas vou fazer em outra postagem (prevista para o dia 11), já que me empolguei e tornei esta grande demais. Então, a próxima postagem trará o complemento da revista, principalmente a HQ do Donaldo no Brasil em plena Copa do Mundo de 2014.
Apressados podem ver a versão em vídeo no canal Faquadrinhos. Lá eu mostro a revista completa.
Um abraço. Até breve!
segunda-feira, 1 de junho de 2026
A BASE DO CAPITALISMO É A EXPLORAÇÃO DO POBRE
quarta-feira, 27 de maio de 2026
SAUDADES
Saudades.
Pode ser de coisas boas. Pode ser de coisas ruins. As saudades são sempre sobre algo que já se foi, não pertencem mais ao nosso tempo. Se elas ainda estivessem, seriam presentes.
E nem todos os presentes são bons, não é mesmo? É...
Saudades de um tempo em que era fácil pensar no futuro. Eu era jovem, olhava para a vida como se ela fosse uma estrada grande a ser percorrida. E eu estava ali, tão longe de onde alcançava a minha vista. Dava até preguiça. Era confortável. Eu tinha muito tempo.
Esse é o olhar que eu tenho hoje, lembrando um passado que nunca existiu.
É. Porque, quando eu era jovem e tinha todo esse percurso pela frente, eu já vivia questões internas conflituosas, seja por cobranças ou pela não aceitação de certas coisas. Então a realidade do meu passado nunca me ofereceu uma estrada longeva e uma atmosfera pacífica, esperando a minha vontade em transitar por ela.
Se eu tivesse que vislumbrar a estrada real diante de mim naqueles tempos, diria que foi um lugar estranho, onde me senti pouco à vontade, angustiado, receoso. Me botavam em uma estrada indesejada, repleta de percevejos, borrachudos, aranhas peçonhentas, ratos e serpentes. Eu não queria ficar ali, mas era ali que me mandavam ficar.
A estrada que escolhi era ruim. Assim me diziam. Uma estrada limpa, clara, plana, com vista para um campinho e um lago com gansos e patos, galinha e marrecos, cães e gatos.
Essa estrada era uma ilusão. Tudo fruto da minha imaginação. A estrada de verdade era aquela, a trevosa, a sinistra, a que me fazia ver gente brigando, se estapeando, desejos quebrados, enterrados. Mortos, não pelo impacto, mas pela dor. A dor da inanição. A dor da desolação que ninguém vê. E quando vê, não se importa.
Aquela era a estrada. A outra, não era nada.
Então, hoje, para mim, é fácil ter saudades do que já se foi. Porque seleciono as saudades de um tempo que nunca existiu, não daquele que passou.
MÔNICA, A FOFA
Compartilho uma pequena história em que a Mônica se vê em apuros com uma dessas poltronas superfofas (ou seria um pufe?) que parecem tudo, m...
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Como uma imagem consegue mexer com o interior das pessoas. A seguir, a expressividade de alguns amigos que aceitaram colaborar -- também de ...
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Agradeço ao grande amigo escritor, Luciano Otaciano, autor de obras que adorei ler (ELO, Desamante, Bagulhão, Conto de Narcisa etc.), pela ...
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Eveline Passos Rodrigues teria entrado para o mundo do crime após ser vítima de uma tentativa de feminicídio, assim diz o começo de uma maté...




































