A semana começou. Você tá pronto? Eu tô.
Criação, roteiro e direção: Fabiano Caldeira
Arte produzida com IA
Crônicas, contos, opiniões que ninguém pediu
A semana começou. Você tá pronto? Eu tô.
Criação, roteiro e direção: Fabiano Caldeira
Arte produzida com IA
Ontem, assisti ao filme Ecos do Além, uma produção de 1999 protagonizada por Kevin Bacon. Quem é das antigas, como eu, sabe muito bem quem é Kevin Bacon, pois o ator teve toda sua juventude nas telas e, na minha opinião, seu talento amadureceu de forma excelente, sem precisar se tornar mais um mito brutamontes dos filmes carregados de ação mentirosa, os quais vibrávamos de assitir porque era muito divertido ver um cara saltar de um lugar bem alto e conseguir cair em cima de uma asa delta ou um balão, além das clássicas cenas em que o brutão dava conta sozinho de uns dez caras com o dobro de sua massa corporal.
Eu me lembro do Bacon como um personagem qualquer no primeiro filme da franquia Sexta-Feira 13 (Friday13th), em 1980, ganhando um pouco de foco apenas para morrer enquanto fazia amor com a namorada. O primeiro filme dessa franquia não mostrava quem matava o povo. O emblemático Jason Voorhees só teve seu protagonismo a partir do segundo, mas este é um assunto para outra postagem, talvez. Foi em 1984 que ele ganhou notoriedade ao protagonizar o clássico Footloose, Ritmo Louco (Footloose), onde seu personagem afrontava as leis de uma cidade pequena que visavam proibir músicas dançantes. O filme é um grande clássico do cinema e eu virei o tiozão autoritário que não gosta desses eventos. Ah, Ah!
A partir daí, sua carreira deslanchou feito água saindo da torneira. Hoje, se você der uma "gugada", verá muita coisa que ele fez. Entre elas, destaco Linha Mortal (Flatliners, 1990), O Ataque Dos Vermes Malditos (Tremors, 1990), Sobre Meninos E Lobos (Mystic River, 2003) e X-Men Primeira Classe (X-Men: First Class, 2011).
Focando no filme de ontem, Ecos do Além traz terror, suspense e drama. Um filmaço que valeu muito a pena ver de novo. A história começa bobinha, com ele trocando uma ideia com a irmã de sua esposa, à toa em sua casa, conversando amenidades, até que ele se submete a uma sessão de hipnose. O clima era descontraído, então via-se que era difícil levar a sério esse negócio, mas alguma coisa aconteceu e tinha conexão com as falas do menininho no começo do filme. O filho dele, por ser muito criança, conseguia essa conexão, mas Tom (personagem de Bacon) começou a obtê-la com frequência após a hipnose.
ATENÇÃO - SPOILERS
A questão vai ganhando densidade ao poucos, até nos depararmos com Tom insanamente quebrando a casa inteira em busca do corpo de Samantha, uma jovem muito bonita e supostamente lerda que virou alvo do tédio de dois rapazes mimados do baralho que quiseram se aproveitar dela. Um deles era filho do proprietário daquela casa.
Diante da resistência, em meio ao desespero por se ver livre deles, Samantha foi morta, depois envolvida pelo saco plástico que lhe tirou a vida e escondida no porão. Tom a encontrou após quebrar uma parede que considerou suspeita. As conexões que ele vinha tendo não o deixavam em paz. O filme retratou a evolução desse tormento de maneira bem competente.
Em determinada circunstância, a história sobre o desaparecimento dela é contada para nós. Assistimos a uma situação indesejável onde podemos refletir quão perigosos podem se tornar adolescentes ociosos do sexo masculino naquela fase em que precisam se autoafirmar como machos predadores. A gente logo percebe o tédio em um deles, a malícia no olhar do outro, a ideia errada em comum acordo para fazer da coitada mero objeto de diversão, alguma coisa com que pudessem passar o tempo.
Por que ela? Óbvio! Samantha era linda, educada e vulnerável. Esses escrotos sabem com quem podem mexer. A beleza chamava atenção. Pele branca, delicada, os óculos realçando a ingenuidade, as feições de menina-mulher.
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| Belíssima |
Se fossse uma feiona de dois dentes para fora, nariz batatudo e cabelo desgrenhado, é claro que não teria o mesmo efeito. O cinema daquela época sabia das coisas. É por esse detalhe que tenho até medo de um remake dessa história.
A lerdeza citada era subjetiva, ficando a cargo de quem assiste tirar suas conclusões. Prefiro entender que ela possuía um leve espectro de lentidão, vez que não era tão criança, mas foi muito fácil tapeá-la e levá-la ao porão.
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| Samantha no porão, pouco antes e morrer |
No fim da trama, o espírito dela aparece em paz e vai embora, sumindo feito fantasma que era, no momento em que um carro trafegou pela rua. Meu coração ficou apertado e os olhos suaram.
A família de Samantha vivia arrasada há meses pela ausência total de notícias. Não sei o que é pior: passar meses e meses pensando em todas as hipóteses possíveis ou descobrir que a pessoa tão querida que vivia com você nunca mais voltará para casa porque foi morta ao recusar ser o passatempo de dois marmanjos desocupados. A primeira situação é muito cruel, mas a segunda, eu vou te falar... A segunda é para jogar a pá de cal. Não na cova de Samantha, mas na da família.
Caso alguém tenha interesse, assisti dublado no YouTube. Super fácil de encontrar. Parece que também está no Prime. Até quando, a gente nunca sabe. Fica a dica.
Fomos surpreendidos, neste dia 22 de Setembro de 2026, pela triste notícia da queda de um helicóptero em local de mata no Estado de Santa Cararina. As cinco pessoas morreram. Entre elas, o cantor sertanejo Rick, da dupla Rick & Renner, uma das queridinhas do público que também amava Zezé di Camrgo & Luciano, Edson & Udson, Rio Negro & Solimões, Gian & Giovanni, Leandro & Leonardo etc.
Muitos se lembraram do passamento da cantora Marília Mendonça, também por desastre áereo, em 05 de Novembro de 2021. Ela, no auge da carreira, com um filho muito pequeno que hoje nem deve ter lembranças da mãe.
Eu estava no hospital quando soube que encontraram os corpos sem vida. Enquanto amargava infinitas horas em um local de espera (o que resta aos acompanhantes: esperar), consegui criar uma pequena homenagem ao cantor. Algo só possível por causa da arte produzida pela IA, direto do meu celular. Não era o que eu queria, eu tinha pedido uma pessoa diferente em cada quadrinho, cada qual em sua profissão diferenciada, a letra da música seria como um radiozinho tocando, mas, por algum motivo que desconheço, ela me deu esta página somente com o Hugo. É claro que tentei mais vezes, utilizei outras IAs, mas a arte que prevaleceu acabou sendo esta.
Apesar do grisalho que não deveria existir, achei boa a página cujo objetivo era só para postar nas redes sociais. Então, não foi o que tive em mente, mas serviu, consegui meus likes, views, engajamento, deu tudo certo.
Estou no hospital, acompanhando alguém muito importante para mim que está operando. Mal dormi à noite, com medo de perder hora. Acordei super cedo e agora estou lutando para não ser derrubado pelo sono na sala de espera. E tudo parece ter se tornado pior do que realmente é.
A espera está durando uma eternidade. O tempo não passa. Já tentei ler um livro, mas é abrir na página e o sono vem. Guardei, peguei o celular de novo, mas é difícil.
Tinha um pai e uma filha de uns 7, 8 anos atrás de mim, até agora, e menina não calava a boca nunca. Ela sempre botava um pensamento boca afora. Nem o pai dava bola.
Aliás, acho que o pai nem tinha língua. Vai ver, foi por isso que vieram. A língua dele deve ter ficado presa dentro da xavasca da mulher. Só pode. Ela deve estar operando. A mulher da xavasca linguaruda.
Tem uma outra que fez questão de sentar bem ao meu lado. Ser gostoso tem desses incômodos. Saiu um pouco, voltou, está aqui. Se eu mexer os olhos, vejo o que tem celular no dela, a carinha, os cabelos.
Fiz isso quando fui mijar. Olhei bem para ela e para o pai sem língua daquela menina que não parava de falar atrás de mim.
Pai e filha saíram porque foram chamados. No lugar deles, sentou outra mulher com seu celular.
Volta e meia estão chamando os acompanhantes.
Dos pacientes? Não, do job. É claro que é dos pacientes. Estou num hospital, caindo de sono porque não dormi direito.
Tudo me perturba. Não o hospital. O ambiente hospitalar é de boa, mas, quando você tem que lutar contra o sono, tudo incomoda.
Agora tem um gay sem noção falando com uma mulher cheia de assunto pelo celular. O volume do aparelho dele está no máximo e o som é muito ruim, parece uma caixa cheia de abelhas furiosas.
Estão falando mal de todo mundo. E ele aconselha, fala um monte de coisas para ela. Parece um sábio, só que não. É fofoqueiro mesmo. Tem que gastar a língua na fofoca, já que na rosca de um homem ele não é a fim.
Como eu sei? Homem que gosta de abocanhar rosca de outro homem não costuma gastar a língua fofocando com a amiga. Isso é coisa de gay passivo e solitário que não tem ninguém porque é cheio de preconceitos.
Agora ele fala de Deus, Jesus. Ai, santa!
Impressionante como tem uns gays que ficam usando o catolicismo como um tipo de virtude maior, uma espécie de escudo de pureza, sei lá.
E um enfermeiro super gracinha que pediu o resultado do dopler com ultrassonografia, mas, quando eu entreguei o papel, ele falou que não era aquele. Mas era. Estava escrito na folha, mas acho que ele não viu.
Por fim, falou que não tinha problema, que o médico puxaria pelo sistema. Ué, mas se o médico pode fazer isso, por que ele atravessou o hospital inteiro só para me pedir o documento? Que doido.
Bom, chega de escrever. Estou com sono e espero sair daqui logo. São onze horas e estou aqui desde às cinco e meia.
Chegamos antes do Sol, antes de vários funcionários do hospital. Só quero ir logo para casa e poder dormir.
Depois de um sábado pra lá de animado, veio o domingo. Bom dia. Feliz domingo a todos.
Criação, roteiro e direção: Fabiano Caldeira
Arte produzida com IA
Confira as versões com IAs diferentes:
A semana começou. Você tá pronto? Eu tô. Criação, roteiro e direção: Fabiano Caldeira Arte produzida com IA