domingo, 24 de maio de 2026

PAPO DE ESCRITOR, SOBRE MEUS EBOOKS ATUALMENTE

Na Amazon, existe uma diferença entre os ebooks que as pessoas pegam e os que elas leem.

Sou autor de mais de vinte ebooks lá, e percebo ser comum alguém baixar, por exemplo, Contos de Bebê Reborn e não ler. Assim como é normal ver nos relartórios um mundo de páginas lidas de Ex-Padrasto

Mas, se ninguém pegou esse ebook, como pode haver tantas páginas lidas?

As pessoas pegaram em uma determinada ocasião e deixaram o coitado na fila. Então, em um belo dia, elas leram. 

Um fator que colabora com esse tipo situação é a promoção do ebook gratuito. A única ferramenta decente que a Amazon nos fornece para pescarmos alguns leitores. Lembro que uma vez baixaram quase duzentos ebooks meus, agora não me lembro o título, era um dos contos eróticos. Do número impressionante de aquisições em 24 horas, apenas 1% das pessoas leram logo. Os outros 99% vieram picadinhos, pedacinhos pe-que-ni-ni-nhos, em épocas diferentes.

Eu já tinha me acostumado a ver os relatórios e ter sempre um número de páginas lidas nos títulos: O Caseiro Na Minha Sauna, Quarentena Ardente, O Deleite da Madrugada 1 e 2.

Então resolvi melhorar minha escrita e proporcionar maior qualidade nas histórias. Escrevi coisas onde o foco não era só foda, tesão e libido. Alguns desses títulos, eu confesso, achei que me projetariam de maneira mais digna e interessante nesse meio, mas a verdade é que estão mofando. Em comparação aos títulos eróticos, é como se nem existissem.

Arrependido? Não. Eu, hoje, escrevo melhor que ontem. Isso é notório e custa um tempo bem maior do que pensei. O que eu sinto é o mesmo que muito autores de ebooks que também não são lidos. Sou mais um na multidão. Meus livros são invisíveis, não despertam interesse e não há muito o que fazer. Mesmo quando coloco grátis, ninguém pega. 

Hoje, vi o relatório exibindo mais páginas lidas de Ex-Padrasto e Aquela Manhã Especial. Este último, um conto nenhum pouco criativo, só para haver uma continuidade de título, já que também existe o Aquela Noite Especial. Nada constou sobre O Caminhante da Madrugada, nem sobre Contos de Bebê Reborn, A Tempestade Lá Dentro, Viúvo No Carnaval

Ah, mais eu vi que alguém se interessou pelo Calcinha Preta de Renda. Alguém o pegou. Quando será que vai ler? 

As pessoas não querem saber em mergulhar nas camadas do comportamento de um ser humano. Refletir sobre a condição existencial de alguém, em como isso bate em si mesmas. 

Elas preferem o oba-oba do carnal, ainda que mal-feito.

Não faz muito tempo, vi um movimento de youtubers falando horrores sobre os livros eróticos. Um dos fatores que favoreceu o deboche eram as capas. Lembrei que O Deleite da Madrugada mostrava dois homens de cueca se pegando. Caí na burrada de trocar as capas por outras que considerei mais elegantes. Desde então, ninguém nunca mais pegou esse título. Quem pegou não teve vontade de ler. Ele simplesmente não aparece mais nos relatórios. 

Para você ver como a capa é importante. Ex-Padrasto não tem nada de ato íntimo consumado, mas muita gente pega o primeiro ebook por causa do tiozão quase mostrando o bilau na capa. A sensação é que ele vai pular da tela e se esfregar na sua cara. Sim, é vulgar, é isto, é aquilo, mas, se não fosse essa capa, as pessoas não pegariam e não leriam.

Bom, é isso. A intenção não é me queixar de nada, apenas conversar um pouco sobre como é esse cenário. Muita gente cagando regras nos youtubes da vida, mas só você -- somente você que escreve -- sabe o que deve fazer em relação à sua trajetória. Não adianta eu vir aqui e dizer coisas que podem ajudar. De repente, o que funciona para mim não funcionará jamais para você.

Um abraço, até o próximo post.


quarta-feira, 20 de maio de 2026

EU E AS TURMAS DOS GIBIS

Tenho muito carinho pela turma da Mônica. Lembro que essa turminha andava lado com a da Disney (em minha casa). Também conheci Luluzinha e Bolinha. 

Estou falando dos meus tempos de criança. De quando, fiz um desenho do Bugu no caderno da escola, no primeiro ano, mostrando para a prôfe que eu sabia pegar no lápis, mas não estava a fim de fazer chuvinha e bolinha. Ganhei um recado na página. Nem lembro o que era, algo do tipo seu filho tem que prestar mais atenção na aula

Hoje, com quase 49 anos e aparência de idoso, tento me despojar de conflitos por ainda ler gibi, por gastar dinheiro, tempo e atenção com esses personagens que são para criancinhas. Conheci muitos outros tipos de quadrinhos, até mais condizentes com minha idade, mas minha vida parece marcada, enfeitiçada pelos da infância. 


Passei por um período em que não tive sequer uma revistinha 

Eu não lia nada. Nada emprestado. Nada em lugar nenhum.

Um dia, indo e vindo de hospital, tendo que me acostumar com certas coisas, meu companheiro me deu um gibi. 

Pronto! Eu nem imaginava, era só um inofensivo gibi. 

Bom... Já faz quase vinte anos que não largo mais o gibi.


Hoje eu vejo que a vida passou depressa demais para me apegar só ao passado. 

O novo? Como que o novo é? Vou gostar? Não vou gostar? Não importa. Eu quero.

E aqui estou eu, com três dos sete títulos de uma fase nova da turma da Mônica. 

No próximo post, pretendo falar sobre elas.

sexta-feira, 15 de maio de 2026

VOCÊ TEM QUE SER AMIGO DA IA

Essa é uma conversa um tanto mais intimista, sabe? Não quero dar um tom pesado. Não tem necessidade. Então, não pensem que estou julgando pessoas nem jogando indiretas. É só um mero bate-papo.

Uma pessoa foi sabotada na Internet e ficou sem chão. Dei apoio, carinho, atenção e até falei sobre outras formas de colocar seu conteúdo sem se apegar tanto naquela tal plataforma que fez isso.

Como ela ganhava uns cascalhos, tudo o que eu falava era meio que em vão, porque havia uma ansiedade enorme tomando conta daquela cabecinha. Ela até se interessou por uma outra plataforma em que poderia fazer o que sempre faz, mas achou que obteria os mesmos resultados sem tanto trabalho.

Gente... Isso não existe.

Diante da plataforma, essa pessoa achou que eu iria ficar dando meu tempo para ser um personal tutorial totalmente disponível e de graça para, praticamente, lhe entregar tudo de mão beijada naquele início de funcionamento. 

Ficou chorando as pitangas, fazendo drama, até que calçou a cara e me pediu para fazer por ela um negócio para os trâmites iniciais. 

Eu adoro essa pessoa, sabe? 

E eu poderia fazer. 

Mas eu disse "NÃO". 

Recomendei que utilizasse a IA para ajudá-la nesse procedimento, pois eu faço isso quando preciso de uma ajuda de alguém e não tenho. Então, se eu faço e consigo, ela também pode fazer e conseguir.

Não sei se a pessoa não entendeu (pois estava acostumada a mimos e agrados, antes), o fato é que ainda insistiu, alegando não saber usar IA, que a IA era isto e era aquilo.

Então fui bem claro.

-- Quando eu preciso, eu recorro à IA. Se eu tive que me virar com a IA, por que vou preencher meu tempo me ocupando com você, entregando tudo na sua mão? Desculpa, mas eu tenho minhas coisas. Você vai ter que criar amizade com a IA.

Fui capaz de imaginar a câmera dar um close na carinha de bunda da pessoa, congelar a imagem e tocar um som pesado, igual termina o capítulo de uma novela.

Meu coração doeu, mas infelizmente é necessário.

Logo vi que a pessoa arrumou alguém para botar as coisinhas na mãozinha dela. A pessoa deu valor àquilo? Não sei. 

Parece que não, pois o local está pronto e ela não o utiliza como deveria.

* * * 

Outro dia, meu companheiro mostrou umas coisas que fez com IA. São uns videozinhos de bom dia, boa noite, mas ele fica um tempão para desenvolvê-los ao seu gosto, pois não é tão simples mexer com IA. Alguns saem toscos, mas eu afirmo que está lindo. Diante das limitações visuais dele, eu acho mesmo lindo. Às vezes, fico emocionado.

A pessoa que viu aquilo ficou pedindo para que ele fizesse alguns e lhe enviasse, todo dia. Sendo ainda mais folgada, passou a senha da sua própria rede social, para ele mesmo postar lá. 

Eu falei para o meu companheiro: 

-- Isso mesmo, agora você vai gastar todos os créditos limitados que as IAs te dão para fazer coisas para ele. Vai lá no perfil dele, posta tudo, todo dia, em vez de cuidar do seu. Se algum dia, alguém hackear a conta dele, a culpa será sua, porque ele vai te lembrar que você ficou postando nela todo dia.

Peguei o celular e mandei mensagens dizendo que era para ele mexer com as IAs e fazer por conta própria.

As pessoas estão muito folgadas. Mas são assim porque ninguém coloca limites. 

É porque tem a amizade...

Isso não é amizade. É oportunismo. 

Não consigo entender essa capacidade que a gente tem -- tratamos mal quem está ao nosso lado, às vezes, porque nos chateia e tal, mas nos desdobramos e somos incapazes de falar um "não" para alguém que nem vive com a gente. 

Que isso?!

* * *

A partir daqui, não leve o texto a sério - É para descontrair

Bom... Passou um tempo, a pessoa que foi lesada pela plataforma recuperou sua galinha dos ovos de ouro. Que bom! Torci muito por isso. Cheguei até a fazer macumba. 

Não sou bom coisa nenhuma. Não quero é encheção de saco.

Se Jesus quer a expiação pelo sofrimento dessa perda, então eu resolvi apelar, sei lá, para os sobrinhos do Tio Lu. 

-- Eu tô pedindo, devolve logo esse canal para ele, pelo amor de Deus!

Sério. Eu falo sozinho porque sempre acho que estou falando com alguém. E é mais ou menos esse o tom.

Imagine se a sobrinhada não conseguiu, né? O melhor é que o pagamento nem sairá daqui.

Agora, preciso me lembrar de avisar para a pessoa providenciar logo um bolo, ou umas cocadas. Nem no plano oculto, ninguém faz nada fiado. E eu quero continuar de bem com esse povo do além.

quarta-feira, 13 de maio de 2026

JUIZ, LEÃO E TESOURA

O blog da Dona Chica, o Reticências Ao Caminhar, postou um conto muito bonito que ela criou, utilizando as palavras juiz, leão e tesoura. Convido a conhecer a historia, clicando aqui.

Como gosto desses exercícios de criatividade, dei minha ocntribuição nos comentários. 

Compartilho aqui o que escrevi.


O leão naquele recinto
Era atração divertida
Curioso, eu sinto

Vontade de me aproximar
Um juiz me tornei
Julgando poder aproveitar
O encontro com o rei

Uma patada brusca
Fez com que uma unha
Rasgasse meu braço feito tesoura

Fui parar no hospital
Internado
Ferimento infeccionado

Como a gente se põe na vida
E depois fica remoendo os fatos
Em busca de achar um culpado

Meninos maus ultrapassam os limites da diversão

sábado, 9 de maio de 2026

LIVROS QUE ACHEI NA RUA

Fazendo caminhada, percorro alguns quilômetros em um caminho bem conhecido rumo ao centro da cidade. Bem no meio dele, em uma avenida de grande movimento, há uma base da polícia militar que nunca mostra nenhum movimento, faz tempo, mas eu passo à frente dela e, além do ponto do ônibus logo ali, existe também uma prateleira que foi construída em uma das paredes. As portas transparentes servem para mostrar e proteger o que está lá dentro.

De vez em quando, dou uma olhadela de curioso, pois nunca aconteceu de encontrar nada significativo. Achei que veria mais um jornal da igreja Universal ou revistas de crente que nem eles mesmos leem, mas qual não foi minha surpresa ao constatar vários livros de verdade lá.

Minha intenção era pegar apenas um, mas vi o bom estado em que se encontravam, então resolvi levar todos os que me interessaram. Sempre ando com mochila nas costas, então foi fácil continuar meu trajeto.


Os livros de Rubens Saraceni foram muito comentados nos tempos em que eu convivia com pessoas que possuiam familiaridade sobre o assunto. Quase cheguei a comprá-los, na época, e hoje eles me fazem lembrar daquela máxima: 

O que é seu dá um jeito de vir até você.

Aquele livro embaixo, na segunda foto, com uma capa que parece um efeito de água (ou um riscado), tem o nome de Tudo É Rio. A autora se chama Carla Madeira. Por algum motivo, esse nome caiu no gosto de canais de mulheres booktubers, então, como estava ali, fiquei curioso e resolvi conhecer. Qualquer coisa, se eu não gostar, ponho fogo e ninguém nem fica sabendo. Mas, como o livro vinha sendo criticado, acredito que eu vá gostar, pois sou avesso ao efeito manada. O fato de estar com ele só agora é muito positivo, pois ájuda a não me influenciar. 

Os dois menores ao lado dele são:

Dez Leis Para Ser Feliz, de Agusuto Cury, que agora quer entrar para a política. Ai, Gugu! Logo agora que eu estava acreditando em você?

Do Socialismo Utópico Ao Socialismo Científico, de Friedrich Engels. Farei um post específico sobre ele.

Em cima, temos o romance Comer, Rezar, Amar e uma publicação bem fina com poemas de Fernando Pessoa. Tem um filme homônimo ao Comer, Rezar, Amar. Tentei ver duas vezes e dormi. Acredito que o livro seja melhor. Será?

É isso. Algum livro foi interessante para você? Diga para mim nos comentários.

Para quem deseja ver a versão em vídeo, é só clicar aqui

Um Abraço.



sábado, 2 de maio de 2026

PASSEIO NA LIVRARIA

Hoje, estava terminando minha caminhada, então entrei em uma livraria de shopping.

Estava bem mais cheia que o costume, até parecia haver algum evento, mas procurei por algo que mencionasse o que estava ocorrendo e não encontrei.

Estava cheia porque é sábado? Talvez.

Entre milhares de livros à disposição, eu sempre olho os que estão mais à mão, aqueles que são mais fáceis de ver e pegar.

Vi muitos títulos de José Saramago e alguns de Zafon. .

Fiquei surpreso com a finura dos titulos de Clarice Lispector e Graciliano Ramos, pois todo mundo enche a boca para falar de suas obras, então achei que tivessem mais páginas.

Eis que me deparo com uma capa azul, simples e bonita, com os dizeres "O Estrangeiro", de Albert Camus.

Pá! Que coincidência! Nestes ultimos dias, tenho ouvido falar muito desse autor. Fiquei feliz.

Voltando a Graciliano Ramos, ele me chamou a atenção. Havia uma bancada modesta, mas só dele. Várias publicações de Vidas Secas, por editoras diferentes, e outros títulos por apenas uma editora.

Entre eles, chamou minha atenção o "Angústia". Nunca ouvi falar. Será que é bom?

Desta vez, o que me segurou um pouco mais lá dentro foram algumas páginas da obra "Nobres Traficantes", de Bruno Abbud.

Quase comprei o livro, tamanha foi a minha vontade de trazê-lo para casa, mas lembrei que sou pobre e tenho outras prioridades. Então li um pouco mais e me desapeguei.

Saí da livraria do modo que sempre faço: me sentindo pequeno, imprestável, aquele cão vira-latas que ficou namorando um tempão a grande fornalha vertical de frango assado.

Estou bem agora, no conforto do meu lar, com meu bem, minhas coisas. Então desejo tudo de bom para você que me leu até aqui. Um abraço.

terça-feira, 21 de abril de 2026

ELE A AVISTOU

Ele a avistou.

Ela estava ali, bem à sua frente.

Bastava um simples clique e pronto!

Teria votado para presidente.


Clicou o número por todos querido.

Apareceu um vídeo de cinco segundos seguindo.

Mostrava um leitão imenso indo para a panela.

Na cena seguinte, a carne já cortada, não no prato da favela.


Clicou, então, no número do principal adversário.

Mostrou uma cobra imensa. Olhar sanguinário.

Sucuri, Pyton, não importa.

Era uma dessas que abraça para a criatura ficar morta.


Cinco segundos, ela fica observando.

O clique de confirmação seria o bote dela.

Ele a avistou. A tecla branca.

Sua única chance foi clicar nela.


Rapidamente, ele clicou.

Seus olhos se abriram. Ele acordou.


Mais um dia começava.

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Este texto foi publicado primeiro no blog Sementes da Chica, nos comentários, como resposta à brincadeira de criar algo com a frase "ele a a avistou". 

Foi tudo muito rápido no improviso, por isso errei ao começar com um tipo de sujeito e seguir com outro. 

Ao trazer para cá, agora com calma, eu me senti livre para fazer algumas alterações.

Abraços a todos.

PAPO DE ESCRITOR, SOBRE MEUS EBOOKS ATUALMENTE

Na Amazon, existe uma diferença entre os ebooks que as pessoas pegam e os que elas leem. Sou autor de mais de vinte ebooks lá, e percebo ser...