terça-feira, 1 de setembro de 2026

QUADRINHOS: SETEMBRO AMARELO

A gente não pode bobear, né? 
Setembro chegou, eu quis ser rápido em bolar alguma coisa, mas desenhar e pintar é um processo que demora. 
Tive a grande ideia de pedir para a IA produzir tudo. Não foi nada bom. 
A IA é ótima, mas ela carece de esboço, argumentos, direcionamento, observação em detalhes. 
Agora, pacientemente dirigida, a arte está aí. Vamos aos créditos, pois a Internet pede que se dê.

Criação, roteiro e direção: Fabiano Caldeira 
Arte produzida por inteligência artificial

quarta-feira, 26 de agosto de 2026

QUADRINHOS: PERDA DE AMIZADES

Aqui, tudo tem minha autoria. É claro! É visível quão aquém está em relação ao cenário e ao espetáculo de cores que a IA fornece. Criação, roteiro, direção artística e arte, tudo produzido por mim. Eu não gosto de colocar créditos, pois acho que é óbvio para quem vê, mas nesta época atual é necessário.

A página abaixo é a primeira versão, feita em 2022, exprimindo uma dor muito forte por conta de amizades perdidas em divergências políticas. Achei que fosse enlouquecer, mas sobrevivi e fiquei mais forte a ponto de não me importar com muita coisa nem ninguém na Internet. Eu não devia ter levado aquelas coisas tão a sério, mas o ser humano, às vezes, precisa passar pelas turbulências daquele caminho para aprender a não ir por ali.

Se peceberam, a cabeça do personagem careca está diferente. Acrescentei um boné, agora, pois fica mais fácil de "arrumar" o material antigo e reagrupá-lo junto às coisas recentes que pretendo postar por aí. Um boné foi mais fácil do que produzir uma estética perfeita de cabeça. Um abraço.

quinta-feira, 20 de agosto de 2026

quarta-feira, 19 de agosto de 2026

CONTO: MAGRELA

Marcelo não queria ficar dentro de casa.
Morando em frente à praça, olhou o céu azul e sentiu o Sol. "Vai lá", ele pareceu lhe dizer.
O menino de treze anos então pegou sua magrela azul calcinha e foi até a praça. 
Ao dar as primeiras pedaladas, parou em frente a uma menina esguia.
"Bike irada! Deixa eu dar uma volta", ela já foi pegando nas manoplas da direção da bicicleta.
Marcelo, dizia não e re-re-dizia. Ela parecia não escutar.
Ele começou a estapear aquelas mãos. 
A menina começou a gritar e a chorar.
As mãos dela se soltaram e ele pedalou bem rápido, parando longe dali, em um outro lugar. 
Um garoto da sua idade o reconheceu. Era Wendel. Um colega de escola.
"E aí, mano?", ele puxou papo. "Bike 'da hora'!
"Ganhei de níver."
"Parece nova. Olha o pneu cabeludo. Parece até minha cueca cheia de pentelhos."
"Faz uma semana."
"Deixa eu dar uma volta?"
Marcelo lhe entregou a magrela.
Wendel pedalou para longe, saiu das vistas dele e parou em frente àquela menina que ainda estava na praça. 
"Oi, Rosana", ele logo foi se exibindo. "Quer dar uma volta nela?"
Ela fez que sim com a cabeça e sorriu. 
"Então me dá um beijo", ele pediu.
O beijo aconteceu. 
Um instante mágico para ele. É claro que ela não sabia. 
Ele lhe entregou a bicicleta e ficou olhando ela pedalar ao seu redor, sem a menor pressa, com todo o tempo do mundo para continuar ali com ela. 
Imagem gerada por IA sob minha direção artística

domingo, 16 de agosto de 2026

CRÔNICA: EPIFANIA CAÓTICA

Situações indesejáveis têm o seu valor. Foi por uma delas que reestruturei meu emocional. 
Entrei numa noia de pensar que talvez eu pudesse gostar de mulher, se experimentasse. 
Já rolaram beijos e carinhos, isso há certo tempo, mas algo além, uma coisa mais íntima, nunca. 
Medo? Não.  
Medo de quê? De gostar?
É claro que não!
É incômodo. 
Acho mulher gostosa, atraente, mas me falta o querer pegar, querer tocar, apalpar, sentir a pele, o cheiro, o gosto.
Mas, e se eu me permitisse?
E se algum dia eu deixasse uma mulher tentar algo comigo?
Se eu desse carta branca a ela?
De repente, eu posso ser bissexual e não sei.
De repente, eu posso me dar bem com uma mulher.
Então, em um belo dia de domingo, após uma longa caminhada que deveria ter sido mais curta, eis que vou descansar no belo shopping de costume. 
Domingo em um shopping é sinônimo de aglomeração, muvuca, gente amontoada rindo, tossindo e peidando em torno de você. 
Gritos, crianças com liberdade demais, pets que deveriam ter ficado em casa. 
Paciência. Muita paciência. 
Acho que, andando pelas ruas e avenidas, eu estava mais em paz. 
Achei uma poltrona individual para me sentar. E a que estava à minha frente, a um metro e meio de distância, também ganhou alguém: um homem beirando os trinta, talvez, já com trinta e poucos anos. Pele branca como a minha (o tal do caucasiano) e pelos escuros.
Era barbudo o filho do cão. 
Olhei um pouco, sem ele notar. 
Aquela barba rente à pele, os fios não eram grandes, mas eram bem cheios e escuros. Meu coração acelerou. Nossa! 
O jeito era pegar meu celular, ficar focado no aparelho. 
Acabei dando uma olhada naquelas pernas tão comuns, abertas, trajando apenas uma bermuda sóbria, daquelas estilo pai. 
Vi aquela região onde as coxas saem pela bermuda. 
Senti calor. A respiração mudou. 
Por mais que eu colasse meus olhos na tela do celular, o pensamento insistia em reproduzir aquela imagem. 
E pensar que ele estava ali, a um metro e meio. Todo arreganhado.
Barbudo safado!
Eu queria ficar olhando, mas não acho isso certo. A esposa chegou sei lá de onde. Uma moça esguia com carrinho de criança. 
A voz dele era grossa, tinha um modo arrojado de falar.
Putz! Eu e esse cara sozinhos e pelados!
Eu ficava a imaginar.
O incômodo ficou insuportável. 
Tive que me levantar e sair a esmo. 
Andar pelos corredores de um shopping é se distrair indo para lugar nenhum.
Eu queria descansar mais um pouco, mas aquele cidadão estava tirando minha paz.
Então aquela minha noia se desfez. Eu percebi que jamais sentiria o mesmo por uma mulher.
Imagens do site Pexels, editada para este post

sábado, 8 de agosto de 2026

QUADRINHOS: POIS É

Criação, roteiro e direção artística: Fabiano Caldeira
Arte produzida com auxílio de inteligência artificial (OpenAI)

quinta-feira, 6 de agosto de 2026

CRÔNICA: ESSA VIDA

As mudanças acontecem. E aí,  você pode escolher sentir e ressentir ou apenas ir em frente, sem pensar muito no assunto.

O problema é que você quer pensar. Você quer pegar tudo e remoer até ficar sem forças e não aguentar mais nada, apenas deitar e dormir. 

Você quer mudar o que não pode ser mudado, mas não adianta ser apenas a sua vontade. Por mais que você queira acordar do pesadelo e continuar sua vidinha de sempre, o tempo logo mostra que depois daquela curva as coisas estão bem diferentes. 

E quando foi que essa mudança começou? Você quer saber,  você reflete, puxa na memória, mas o momento exato da virada de chave não vem. Ela já virou, trancou a porta e o melhor a fazer é ir. 

Tem certas coisas na vida que precisam ir. A gente não entende, mas é necessário. A gente não entende e pode nunca entender. A gente pode nunca entender e nunca concordar. Mas a gente vai continuar porque ninguém sabe o dia o fim. Enquanto ele não chega, não tem jeito, a gente vive. 

E de que jeito é melhor viver? Raciocinar a respeito é bobagem. Pura perda de tempo. 

Os segundos que se passam, os minutos, as horas não voltam. Jamais.

O que você ganha idealizando como deveria ser isto ou aquilo? Você não ganha nada, você perde. Perde o seu tempo se apegando ao que não deve.

A vida é uma sucessão de acontecimentos e você não tem que entender nem reagir idealmente a todos eles. Você vai apenas viver. 

Viver é sair da inércia, é fazer algo do seu dia, do seu momento. 

E você pode errar, você pode fazer coisas terríveis. 

Você tem que entender que faz parte da vida. 

É ruim? É. Mas não há como fugir disso. 

Enquanto estivermos vivos, vamos passar por um monte de coisas e teremos, muita vezes, sentimentos maravilhosos e outros dolorodos. 

A vida é assim. É desse jeito para você,  para eles e para mim. 

Um abraço e fique bem.

QUADRINHOS: SETEMBRO AMARELO

A gente não pode bobear, né?  Setembro chegou, eu quis ser rápido em bolar alguma coisa, mas desenhar e pintar é um processo que demora.  Ti...