Hoje, estava terminando minha caminhada, então entrei em uma livraria de shopping.
Estava bem mais cheia que o costume, até parecia haver algum evento, mas procurei por algo que mencionasse o que estava ocorrendo e não encontrei.
Estava cheia porque é sábado? Talvez.
Entre milhares de livros à disposição, eu sempre olho os que estão mais à mão, aqueles que são mais fáceis de ver e pegar.
Vi muitos títulos de José Saramago e alguns de Zafon. .
Fiquei surpreso com a finura dos titulos de Clarice Lispector e Graciliano Ramos, pois todo mundo enche a boca para falar de suas obras, então achei que tivessem mais páginas.
Eis que me deparo com uma capa azul, simples e bonita, com os dizeres "O Estrangeiro", de Albert Camus.
Pá! Que coincidência! Nestes ultimos dias, tenho ouvido falar muito desse autor. Fiquei feliz.
Voltando a Graciliano Ramos, ele me chamou a atenção. Havia uma bancada modesta, mas só dele. Várias publicações de Vidas Secas, por editoras diferentes, e outros títulos por apenas uma editora.
Entre eles, chamou minha atenção o "Angústia". Nunca ouvi falar. Será que é bom?
Desta vez, o que me segurou um pouco mais lá dentro foram algumas páginas da obra "Nobres Traficantes", de Bruno Abbud.
Quase comprei o livro, tamanha foi a minha vontade de trazê-lo para casa, mas lembrei que sou pobre e tenho outras prioridades. Então li um pouco mais e me desapeguei.
Saí da livraria do modo que sempre faço: me sentindo pequeno, imprestável, aquele cão vira-latas que ficou namorando um tempão a grande fornalha vertical de frango assado.
Estou bem agora, no conforto do meu lar, com meu bem, minhas coisas. Então desejo tudo de bom para você que me leu até aqui. Um abraço.