quarta-feira, 20 de maio de 2026

EU E AS TURMAS DOS GIBIS

Tenho muito carinho pela turma da Mônica. Lembro que essa turminha andava lado com a da Disney (em minha casa). Também conheci Luluzinha e Bolinha. 

Estou falando dos meus tempos de criança. De quando, fiz um desenho do Bugu no caderno da escola, no primeiro ano, mostrando para a prôfe que eu sabia pegar no lápis, mas não estava a fim de fazer chuvinha e bolinha. Ganhei um recado na página. Nem lembro o que era, algo do tipo seu filho tem que prestar mais atenção na aula

Hoje, com quase 49 anos e aparência de idoso, tento me despojar de conflitos por ainda ler gibi, por gastar dinheiro, tempo e atenção com esses personagens que são para criancinhas. Conheci muitos outros tipos de quadrinhos, até mais condizentes com minha idade, mas minha vida parece marcada, enfeitiçada pelos da infância. 


Passei por um período em que não tive sequer uma revistinha 

Eu não lia nada. Nada emprestado. Nada em lugar nenhum.

Um dia, indo e vindo de hospital, tendo que me acostumar com certas coisas, meu companheiro me deu um gibi. 

Pronto! Eu nem imaginava, era só um inofensivo gibi. 

Bom... Já faz quase vinte anos que não largo mais o gibi.


Hoje eu vejo que a vida passou depressa demais para me apegar só ao passado. 

O novo? Como que o novo é? Vou gostar? Não vou gostar? Não importa. Eu quero.

E aqui estou eu, com três dos sete títulos de uma fase nova da turma da Mônica. 

No próximo post, pretendo falar sobre elas.

sexta-feira, 15 de maio de 2026

VOCÊ TEM QUE SER AMIGO DA IA

Essa é uma conversa um tanto mais intimista, sabe? Não quero dar um tom pesado. Não tem necessidade. Então, não pensem que estou julgando pessoas nem jogando indiretas. É só um mero bate-papo.

Uma pessoa foi sabotada na Internet e ficou sem chão. Dei apoio, carinho, atenção e até falei sobre outras formas de colocar seu conteúdo sem se apegar tanto naquela tal plataforma que fez isso.

Como ela ganhava uns cascalhos, tudo o que eu falava era meio que em vão, porque havia uma ansiedade enorme tomando conta daquela cabecinha. Ela até se interessou por uma outra plataforma em que poderia fazer o que sempre faz, mas achou que obteria os mesmos resultados sem tanto trabalho.

Gente... Isso não existe.

Diante da plataforma, essa pessoa achou que eu iria ficar dando meu tempo para ser um personal tutorial totalmente disponível e de graça para, praticamente, lhe entregar tudo de mão beijada naquele início de funcionamento. 

Ficou chorando as pitangas, fazendo drama, até que calçou a cara e me pediu para fazer por ela um negócio para os trâmites iniciais. 

Eu adoro essa pessoa, sabe? 

E eu poderia fazer. 

Mas eu disse "NÃO". 

Recomendei que utilizasse a IA para ajudá-la nesse procedimento, pois eu faço isso quando preciso de uma ajuda de alguém e não tenho. Então, se eu faço e consigo, ela também pode fazer e conseguir.

Não sei se a pessoa não entendeu (pois estava acostumada a mimos e agrados, antes), o fato é que ainda insistiu, alegando não saber usar IA, que a IA era isto e era aquilo.

Então fui bem claro.

-- Quando eu preciso, eu recorro à IA. Se eu tive que me virar com a IA, por que vou preencher meu tempo me ocupando com você, entregando tudo na sua mão? Desculpa, mas eu tenho minhas coisas. Você vai ter que criar amizade com a IA.

Fui capaz de imaginar a câmera dar um close na carinha de bunda da pessoa, congelar a imagem e tocar um som pesado, igual termina o capítulo de uma novela.

Meu coração doeu, mas infelizmente é necessário.

Logo vi que a pessoa arrumou alguém para botar as coisinhas na mãozinha dela. A pessoa deu valor àquilo? Não sei. 

Parece que não, pois o local está pronto e ela não o utiliza como deveria.

* * * 

Outro dia, meu companheiro mostrou umas coisas que fez com IA. São uns videozinhos de bom dia, boa noite, mas ele fica um tempão para desenvolvê-los ao seu gosto, pois não é tão simples mexer com IA. Alguns saem toscos, mas eu afirmo que está lindo. Diante das limitações visuais dele, eu acho mesmo lindo. Às vezes, fico emocionado.

A pessoa que viu aquilo ficou pedindo para que ele fizesse alguns e lhe enviasse, todo dia. Sendo ainda mais folgada, passou a senha da sua própria rede social, para ele mesmo postar lá. 

Eu falei para o meu companheiro: 

-- Isso mesmo, agora você vai gastar todos os créditos limitados que as IAs te dão para fazer coisas para ele. Vai lá no perfil dele, posta tudo, todo dia, em vez de cuidar do seu. Se algum dia, alguém hackear a conta dele, a culpa será sua, porque ele vai te lembrar que você ficou postando nela todo dia.

Peguei o celular e mandei mensagens dizendo que era para ele mexer com as IAs e fazer por conta própria.

As pessoas estão muito folgadas. Mas são assim porque ninguém coloca limites. 

É porque tem a amizade...

Isso não é amizade. É oportunismo. 

Não consigo entender essa capacidade que a gente tem -- tratamos mal quem está ao nosso lado, às vezes, porque nos chateia e tal, mas nos desdobramos e somos incapazes de falar um "não" para alguém que nem vive com a gente. 

Que isso?!

* * *

A partir daqui, não leve o texto a sério - É para descontrair

Bom... Passou um tempo, a pessoa que foi lesada pela plataforma recuperou sua galinha dos ovos de ouro. Que bom! Torci muito por isso. Cheguei até a fazer macumba. 

Não sou bom coisa nenhuma. Não quero é encheção de saco.

Se Jesus quer a expiação pelo sofrimento dessa perda, então eu resolvi apelar, sei lá, para os sobrinhos do Tio Lu. 

-- Eu tô pedindo, devolve logo esse canal para ele, pelo amor de Deus!

Sério. Eu falo sozinho porque sempre acho que estou falando com alguém. E é mais ou menos esse o tom.

Imagine se a sobrinhada não conseguiu, né? O melhor é que o pagamento nem sairá daqui.

Agora, preciso me lembrar de avisar para a pessoa providenciar logo um bolo, ou umas cocadas. Nem no plano oculto, ninguém faz nada fiado. E eu quero continuar de bem com esse povo do além.

quarta-feira, 13 de maio de 2026

JUIZ, LEÃO E TESOURA

O blog da Dona Chica, o Reticências Ao Caminhar, postou um conto muito bonito que ela criou, utilizando as palavras juiz, leão e tesoura. Convido a conhecer a historia, clicando aqui.

Como gosto desses exercícios de criatividade, dei minha ocntribuição nos comentários. 

Compartilho aqui o que escrevi.


O leão naquele recinto
Era atração divertida
Curioso, eu sinto

Vontade de me aproximar
Um juiz me tornei
Julgando poder aproveitar
O encontro com o rei

Uma patada brusca
Fez com que uma unha
Rasgasse meu braço feito tesoura

Fui parar no hospital
Internado
Ferimento infeccionado

Como a gente se põe na vida
E depois fica remoendo os fatos
Em busca de achar um culpado

Meninos maus ultrapassam os limites da diversão

sábado, 9 de maio de 2026

LIVROS QUE ACHEI NA RUA

Fazendo caminhada, percorro alguns quilômetros em um caminho bem conhecido rumo ao centro da cidade. Bem no meio dele, em uma avenida de grande movimento, há uma base da polícia militar que nunca mostra nenhum movimento, faz tempo, mas eu passo à frente dela e, além do ponto do ônibus logo ali, existe também uma prateleira que foi construída em uma das paredes. As portas transparentes servem para mostrar e proteger o que está lá dentro.

De vez em quando, dou uma olhadela de curioso, pois nunca aconteceu de encontrar nada significativo. Achei que veria mais um jornal da igreja Universal ou revistas de crente que nem eles mesmos leem, mas qual não foi minha surpresa ao constatar vários livros de verdade lá.

Minha intenção era pegar apenas um, mas vi o bom estado em que se encontravam, então resolvi levar todos os que me interessaram. Sempre ando com mochila nas costas, então foi fácil continuar meu trajeto.


Os livros de Rubens Saraceni foram muito comentados nos tempos em que eu convivia com pessoas que possuiam familiaridade sobre o assunto. Quase cheguei a comprá-los, na época, e hoje eles me fazem lembrar daquela máxima: 

O que é seu dá um jeito de vir até você.

Aquele livro embaixo, na segunda foto, com uma capa que parece um efeito de água (ou um riscado), tem o nome de Tudo É Rio. A autora se chama Carla Madeira. Por algum motivo, esse nome caiu no gosto de canais de mulheres booktubers, então, como estava ali, fiquei curioso e resolvi conhecer. Qualquer coisa, se eu não gostar, ponho fogo e ninguém nem fica sabendo. Mas, como o livro vinha sendo criticado, acredito que eu vá gostar, pois sou avesso ao efeito manada. O fato de estar com ele só agora é muito positivo, pois ájuda a não me influenciar. 

Os dois menores ao lado dele são:

Dez Leis Para Ser Feliz, de Agusuto Cury, que agora quer entrar para a política. Ai, Gugu! Logo agora que eu estava acreditando em você?

Do Socialismo Utópico Ao Socialismo Científico, de Friedrich Engels. Farei um post específico sobre ele.

Em cima, temos o romance Comer, Rezar, Amar e uma publicação bem fina com poemas de Fernando Pessoa. Tem um filme homônimo ao Comer, Rezar, Amar. Tentei ver duas vezes e dormi. Acredito que o livro seja melhor. Será?

É isso. Algum livro foi interessante para você? Diga para mim nos comentários.

Para quem deseja ver a versão em vídeo, é só clicar aqui

Um Abraço.



sábado, 2 de maio de 2026

PASSEIO NA LIVRARIA

Hoje, estava terminando minha caminhada, então entrei em uma livraria de shopping.

Estava bem mais cheia que o costume, até parecia haver algum evento, mas procurei por algo que mencionasse o que estava ocorrendo e não encontrei.

Estava cheia porque é sábado? Talvez.

Entre milhares de livros à disposição, eu sempre olho os que estão mais à mão, aqueles que são mais fáceis de ver e pegar.

Vi muitos títulos de José Saramago e alguns de Zafon. .

Fiquei surpreso com a finura dos titulos de Clarice Lispector e Graciliano Ramos, pois todo mundo enche a boca para falar de suas obras, então achei que tivessem mais páginas.

Eis que me deparo com uma capa azul, simples e bonita, com os dizeres "O Estrangeiro", de Albert Camus.

Pá! Que coincidência! Nestes ultimos dias, tenho ouvido falar muito desse autor. Fiquei feliz.

Voltando a Graciliano Ramos, ele me chamou a atenção. Havia uma bancada modesta, mas só dele. Várias publicações de Vidas Secas, por editoras diferentes, e outros títulos por apenas uma editora.

Entre eles, chamou minha atenção o "Angústia". Nunca ouvi falar. Será que é bom?

Desta vez, o que me segurou um pouco mais lá dentro foram algumas páginas da obra "Nobres Traficantes", de Bruno Abbud.

Quase comprei o livro, tamanha foi a minha vontade de trazê-lo para casa, mas lembrei que sou pobre e tenho outras prioridades. Então li um pouco mais e me desapeguei.

Saí da livraria do modo que sempre faço: me sentindo pequeno, imprestável, aquele cão vira-latas que ficou namorando um tempão a grande fornalha vertical de frango assado.

Estou bem agora, no conforto do meu lar, com meu bem, minhas coisas. Então desejo tudo de bom para você que me leu até aqui. Um abraço.

terça-feira, 21 de abril de 2026

ELE A AVISTOU

Ele a avistou.

Ela estava ali, bem à sua frente.

Bastava um simples clique e pronto!

Teria votado para presidente.


Clicou o número por todos querido.

Apareceu um vídeo de cinco segundos seguindo.

Mostrava um leitão imenso indo para a panela.

Na cena seguinte, a carne já cortada, não no prato da favela.


Clicou, então, no número do principal adversário.

Mostrou uma cobra imensa. Olhar sanguinário.

Sucuri, Pyton, não importa.

Era uma dessas que abraça para a criatura ficar morta.


Cinco segundos, ela fica observando.

O clique de confirmação seria o bote dela.

Ele a avistou. A tecla branca.

Sua única chance foi clicar nela.


Rapidamente, ele clicou.

Seus olhos se abriram. Ele acordou.


Mais um dia começava.

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Este texto foi publicado primeiro no blog Sementes da Chica, nos comentários, como resposta à brincadeira de criar algo com a frase "ele a a avistou". 

Foi tudo muito rápido no improviso, por isso errei ao começar com um tipo de sujeito e seguir com outro. 

Ao trazer para cá, agora com calma, eu me senti livre para fazer algumas alterações.

Abraços a todos.

sábado, 18 de abril de 2026

TAG CONHEÇA O BLOGUEIRO

Não costumo dar espaço para TAGs aqui, mas o Luciano Otaciano, autor de alguma obras literárias que tive prazer em ter lido, participou da TAG Conheça o Blogueiro e me mencionou no momento das indicações.

Bora!

1. Como surgiu a ideia de criar seu blog? 

Quando eu achei que nunca mais usaria esta plataforma. O tempo passou, a vontade voltou, então criei este.

2. Origem do nome do seu blog? Trocaria o nome? Por qual?

Trocar? No momento, não vejo essa possibilidade. Gosto dele assim. Fabiano Café Gay é o nome do meu canal no YouTube, antes como Café Gay24. Mudei lá, para que todos soubessem meu nome.

3. Você tem outros blogs além deste? 

Não. Tenho canal no YouTube e perfil em redes sociais.

4. Já pensou em desistir do seu blog alguma vez?

Deste? Só se eu morrer. Pode acontecer de ele entrar em períodos de hibernação, mas não penso em desistir. Chega de desistir. Deixa ele aí, não está atrapalhando ninguém.

5. O que te faz continuar com um blog em tempos de scrolls infinitos?

Scroll para mim é cerveja. Desce redondo. Scroll para mim, e a conta para você. Qualquer coisa, eu te  devolvo em 'brincadeiras', se for homem. 

Falando sério agora, eu sou escritor. Todos os lugares são válidos para que me leiam. Eu gosto desta plataforma. Uso desde, sei lá, 2008, 2009... algo assim.

6. Qual é o seu post favorito no blog?

Aquele que tem comentários. É muito satisfatório ler os comentários.

7. Mande uma mensagem para outros blogueiros.

Aos jovens, estudem, aprendam coisas úteis para trabalhar. A vida é dura. Sem estudo e sem se preparar para nada, fica pior. 

Aos demais, vamos seguindo em frente, do jeito que der. A vida segue sempre em frente. Ela não dá uma paradinha, ali do lado, esperando a nossa vontade de ir com ela, não. Vamos seguindo em frente. Haja o que houver.

8. Pergunta personalizada: Cite um momento bom no seu passado, um momento que tem a ver com o que você faz e te deixa feliz.

Eu era bem jovem - jovem demais para muita coisa. Eu ficava desenhando, criando minhas historinhas em uma edícula que tem muitas histórias para contar. O ambiente era bem simples, a mesa enorme de fórmica tinha as pernas frágeis, então ela balançava fácil, mas ela foi minha ferramenta essencial, minha melhor companheira durante anos. O rádio bem antigo do meu pai, sintonizado em uma emissora AM, trazia mais alegria ao momento. 

Uh, just a little bit dangerous... dangerous... (Roxette)

Como foi bom ficar naquela choupana. Se eu tiver a oportunidade de voltar no tempo, em espírito desencarnado, algum dia, será aquele moleque lá que irei visitar. Ele vai se emocionar do nada, sem motivo, vai achar que foi pela música do rádio. Não precisa saber que foi por mim.

Rapidinhas sinceras

Uma música: Sobre o Tempo, do Grupo Nenhum de Nós. Essa música é pura poesia e reflexão.  Outra desse mesmo tipo é a música Índios, da Legião Urbana. Mas eu sou bem eclético, os anos 80 e 90 são meus preferidos. Hoje em dia, gosto muito do que crio utilizando a IA. Farra Patriota, Marajá, Logo Que Acordei, A Bomba Poderosa, essas músicas estão na playlist do meu canal do YouTube.

Um livro: covardia falar um. Não dá. Não dá mesmo. Ando lendo autores independentes como eu. Eu me divirto muito. Recomendo O Monstro de Grey Cave, de G. Fonseca, por ser um terrozão brabo no trash nojentaço. 

Um filme: A hora do Pesadelo, Sexta-feira 13, Final Destination (Premonição). Essas três franquias são espetaculares. Também recomendo as séries Breaking Bad e Prison Break.

Um hobby: adoro fazer uns vídeos batendo uma, mostrando meus pezões ou falando besteiras íntimas verbais que provocam orgasmos. Você não sabe como é realizador.

Um medo: largado, passando fome, a casa entregue aos ratos e outros bichos escrotos.

Uma mania: ler o livro e imaginar como eu faria tais cenas e situações. A mania nova, agora, é ler no kindle e ficar enchendo de notas, comentando coisas, sendo sincerão para ninguém ali. Ah, Ah!

Um sonho: viver em um país silencioso.

Não consigo viver sem: me comunicar na Internet

Tem coleção de alguma coisa? Coleção de mágoas, de abusos, de frustrações. O que aconteceu a essas pessoas? Nada. Também, eu nunca falei nada e nem falarei.

O que mais gosta no seu blog: poder escrever o que eu quiser, ler os comentários. Na verdade, como escritor, eu gosto mesmo é de provocar o leitor.

Desejo literário no momento: ler algo da Freida sei lá o quê. A mulher é uma máquina. Acho que logo farei isso. Tô com medo de me arrepender. Ah, Ah! Faz parte... 

Pessoa que mais te inspira: olha, é melhor não colocar nomes. São vários.

Gostaria de fazer uma pergunta aos próximos participantes? Aquela pergunta que personalizei.

Qual é o hábito corriqueiro mais irritante, na sua opinião? Ser interrompido quando estou escrevendo. 

Quero agradecer a quem veio ler, a quem veio dar seu tempo, seu carinho para esta postagem. Muito obrigado a você que me lê.

Quem quiser fazer a TAG em seu próprio blog, fique à vontade.

Um abraço.

sexta-feira, 17 de abril de 2026

MINHA OPINIÃO - FREQUÊNCIA OCULTA

Li este ebook em dois dias. A maior parte foi durante o tempo em que estive no hospital.

A história começa muito interessante. Quatro jovens são convencidos a comparecer em um evento de prestígio:

1. Lívia, a jornalista em busca de um salto na carreira;

2. Rafael, um hacker casado e com filho pequeno que está sem emprego e não tem nem onde cair morto;

3. Amanda, a tal que vive de biscoitar gente da alta classe social. Não me lembro do nome desse trabalho que promove eventos da suposta elite;

4. Diego, artista sem explicação definida sobre que tipo de arte exerce. Do que consegui entender, ele faz performances impressionistas com motivos os quais só ele sabe, pois não rola conexão com ninguém. 

Esses quatro se conhecem durante o evento que supõe algo diferenciado em suas vidas, mas o que eles encontram na mansão Weins são membros de algo misterioso onde símbolos são utilizados por algum motivo.

Confesso que achei muito interessante, apesar da narração deixar a desejar. 

Quis ler mais e mais. Fui voando pelas páginas. 

Achei que encontraria um quê de magia negra ou feitiçaria, ou satanismo, ou qualquer coisa intrigante e "delicada" de se abordar.

Não. 

A autora prometeu muito e não entregou nada. A narração se empenhou em ficar contando, explicando, em vez de mostrar, o que foi um grave erro, pois os quatro personagens eram interessantes. 

Merecíamos ver um envolvimento maior entre eles, conhecer mais do que tinham para mostrar. 

A impressão que me deu é que a autora ficou com receio de trabalhar um tanto a mais esse entrosamento, as caracteristicas e personalidades de cada um, achando que páginas e páginas a mais tornariam a trama enfadonha, só que era justamente esse o combustível que eu estava esperando para uma imersão melhor no mistério que, por sinal, não se aprofundou em nada e terminou de maneira péssima, infelizmente.

Apesar das críticas, o ebook me divertiu, mas eu não indico, não. Ele é uma bomba! Ah, Ah!

sexta-feira, 10 de abril de 2026

RITA PÉ NO SACO

E a Rita é só uma palhaça que achava que ia encontrar o homem metedor do caralho que também fosse o trabalhador dos sonhos para bancá-la, que ele ia ficar sempre sorridente, concordando com todo tipo de pensamento que vinha para sua torta mente. Como esse homem não existe, Rita fez bruxaria, moveu céus e terras e hoje deve ser íntima das drogarias, comprando seus remedinhos no pix ou talvez contando moedinhas.

* * *

Esse texto é sobre um post interessante que li no Blog Verdades & Bobagens. Achei que seria estupídez comentar lá, então preferi colocar aqui no meu espaço, porque aqui eu cago e ando e tudo bem.


terça-feira, 7 de abril de 2026

FUI PASSAR VONTADE NA LIVRARIA

Fui passar vontade na livraria, então vi este livro e pensei: 

Na Amazon está mais barato. 
Depois eu vejo. Agora não. 
É deselegante.

Tá! 

Agora, de banho tomado, com as pernocas no sofá e a TV servindo só como companhia, pego o celular e vejo. 

Ainda bem que já estou no sofá. Ah, Ah!

O mesmo preço da livraria.
A versão para ebook também está cara.
E agora tem audiobook. 

Quê!? 

E não é que dá para ouvir um pouco? .
Minha vontade de ter o livro só aumentou. 

Ah, Ah!



sexta-feira, 27 de março de 2026

AS GÊMEAS - CIRCO

Hoje é o dia do circo. Eu nem sabia!

Quem me informou foi a Catiahô -- escritora, blogueira e leitora das minhas obras na Amazon. Muito obrigado!

O circo é uma das formas de entretenimento mais antigas do mundo. 

As origens remetem ao Egito antigo e à histórica Roma. 

Naquela época, produziam-se espetáculos em grandes teatros de arena, aguçando o interesse de um grande público por causa dos animais selvagens, corridas de carruagens, lutas e acrobacias. 

O nome "circo" veio  do latim -- circus -- querendo dizer círculo.

O espetáculo possui essa característica nômade (ou itinerante, se preferir) após a queda do império romano.

Hoje em dia, mesmo com a configuração bastante diferente, o circo ainda é uma grande atração, exibindo números de contorcionistas, malabraristas, trapezistas, espetáculos que envolvem a arte humana.

Espero que você tenha ótimas lembranças sobre o circo.

segunda-feira, 23 de março de 2026

CONTO: O QUE É A VIDA

Lua cheia de romantismo. 
Léia e João ouviam rock em um bar.
Amigos vieram, bateram papo e se foram.
Os dois tinham algo importante a tratar.

João, homem lindo, gostoso.
Na cama, o fodão.
Um cavalheiro antes e depois do gozo. 

Os olhos dela brilhavam.
O sorriso bobo de quem se encantava até com a espuma desaparecendo em meio à cerveja. 

A música da Pitty soava mais bela:
-- Eu vou equalizar você...

Ela já sabia o que sairia dos lábios gostosos dele. 
Estava preparada.
Ele relutava. 
Era a tal da timidez.

Aproveitaram ao máximo aquele momento, então ela tomou a iniciativa.
Viu que ele não conseguiria.
João a olhava e a fala não saía.
Já tinham conversado muito sobre todos, sobre tudo, mas aquele assunto específico o mantinha calado.

-- Mas, hoje, estamos aqui por um motivo especial -- ela começou.
-- Eu sei. É que... eu não encontro as palavras certas.
-- Essa sua vergonha ainda vai te colocar em maus lençóis, meu bem. Só fala!

Ele riu de nervoso.
Parecia tão fácil. 
Ela ainda sorria e procurava transmitir confiança no olhar. 
Bebia a cerveja que já era pouca no copo.
João também bebeu. Goles e goles. 
Então se encheu de coragem e falou:
-- A gente vinha falando em casamento, Léia. 
-- "Você" falou em casamento. Por mim, morariamos junto. Toda vez que você vai, eu fico doida para você voltar. 
-- O casamento é o certo. Tudo documentado. É bom até para você, caso eu morra.
-- Você não vai morrer. Você vai é me matar... de amor.

Eles riram. 
Cúmplices do sentimento.

Ela tomou a iniciativa:
-- É sobre isso que você quer falar?
-- É, sim. 
Aquele era o momento. 
João sabia que não dava para enrolar mais.
De uma só vez, ele declarou:
-- Está tudo terminado entre nós.
Por um momento, ela riu. Achou que fosse brincadeira. 

Só ela riu.

João estava mais do que sério, estava triste. 
Seus olhos se avermelharam. Uma raiva começou a crescer para não dar vazão ao choro.
Gritou com Léia, afirmou que se casaria, sim, mas não com ela.

Tinha outra mulher. Sempre teve. 

Alice era o oposto dela: filha de fazendeiros, não precisava trabalhar e se dedicava à religião cristã. 
Usava roupas sóbrias, recatadas, abominava músicas profanas e tatuagens.

João gostava mesmo era de Léia, mas assumir de vez Alice era um bom negócio.  

A conversa terminou com ele saindo correndo. Se ficasse ali, desabaria em pranto, e homem como ele não chora. 

Léia foi ao casamento e fez questão de dar os parabéns aos noivos. 
Esqueceu tudo o que tinha vivido com João. 
Apenas desejou felicidades. 

Todo mundo reparou na roupa triste. 
O que chamou mais a atenção foram as tatuagens.
As pessoas murmuravam. 
Algumas se mostravam curiosas. Outras, incomodadas.

Como essa gótica se atreve a estar na Igreja?

Léia foi embora mais leve. Deixou o peso que vinha carregando nas costas. 
João, agora, viveria tudo o que uma mulher dissimulada era capaz de fazer. 
Não era o que Léia desejava. 
Mas ela sentia.

Queria estar enganada.
Que coisa é a vida.


* * *

Este conto é como perfume francês: pequeno e intenso.

Inspirado em um vídeo que vi com muito gosto no Blog do Neófito. O significado das tatuagens, o preconceito e a discriminação acerca delas. 

Focando na condição da mulher, como se uma tatuada se resumisse a algo ruim.

A outra que se passa por pura, religiosa, toda meiga e carinhosa pode ser tão indesejável e até perigosa como atribuem à tatuada.

-- Pelo menos, a tatuada já mostra logo quem é. -- Algo assim nos dizeres sábios e filosóficos desse meu amigo.

Segue o vídeo:

sexta-feira, 20 de março de 2026

AS GÊMEAS, O COMEÇO NA INTERNET

Compartilho agora as duas primeiras historinhas em quadrinhos das gêmeas Paulinha e Claudinha que ganharam a Internet há muitos anos. 

Essa ilustração foi feita em 2013, pensando no termo que li por aí: a politicagem na república das bananas. Ficou legal. 

Foi capa de uma revista impressa pela Universo Editora, que apostava nos escritores independentes, produzindo pequenas tiragens sob encomenda, o que funcionou bem para desenhistas que participavam de eventos.

A edição tinha a HQ longa "O Carnaval Da Alegria". Obra que prertendo colorir e melhorar, pois os balões dos diálogos ficaram péssimos. Um grande erro meu. 

Encomendei cinquenta exemplares. Vendi trinta. Usei alguns para fazer graça com familiares e conhecidos. É assim.

Hoje, vejo que ela poderia ter sido melhor.

Lançada em fevereiro de 2017, simbolizou o início do meu conteúdo levado a sério na Internet.

Essas primeiras páginas foram produzidas anos antes da revista. 
Elas existem desde os anos 90. Quem sabe, algum dia, eu fale sobre isso.

quarta-feira, 18 de março de 2026

TUDO VIRA BOSTA

Hoje surpreendi muitos com uma foto cagando. 
Mandei para um monte de gente.
Os dizeres refletem meu estado de espírito ultimamente.
Cagando e andando para muita coisa.
Pensei em colocar a foto aqui também.
Perdi a vontade.
O gostoso foi mandar para o povo, postar em rede social.
Aqui, eu já acho que não cabe.
Até cabe, mas perdi a vontade. Já foi, já passou.
Tudo na vida tem o seu momento. E passa. Tudo passa.
Para terminar, segue o texto, logo abaixo. Uma bosta.

O que é a vida

Bom dia, senhores ❤️ ☕️
Fazendo a representação maior do que é a vida - um toletão de bosta. 
Essa é a nossa essência.  Porque tudo vira bosta.
Pensando em tirar esse cabelo e a barba grande demais. 
Até o final da tarde, eu decido. Vivam! Aproveitem.

terça-feira, 17 de março de 2026

LAICA

Laica viveu com minha irmã e meu cunhado, chegando filhote, tornando-se imensa.

Teve e retribuiu muito amor e carinho. Seu passamento me comoveu tanto que a transformei em desenho.

Nesta terceira tirinha, o nome "Tobby" foi o escolhido pela maioria das pessoas que visitavam uma página do Facebook. A dúvida era entre "Tobby" e "Fox". As pessoas souberam apenas quando postei a tirinha.

sexta-feira, 13 de março de 2026

"VIÚVO" PRESTANDO CONTAS

"Viúvo No Carnaval: Sobre Luto, Memórias e Continuidade" é o meu mais recente ebook. A história conta sobre o luto de João Paulo, um homem de 65 anos que perdeu seu companheiro na data festiva que tanto gostavam de aproveitar.

O(a) Leitor(a) acompanha o desespero do protagonista em lidar com o passamento e a dor da continuidade sem Joaquim, cuja ausência se faz presente em toda a trama.

O "Viúvo" foi para a Amazon no dia 07 de Março. 
De 08 a 12, ele esteve disponível, facinho, facinho.
De graça, facilitando ao máximo a aquisição dos(as) leitores(as).

Desde "O Caminhante da Madrugada", em 22 de Julho de 2024, vim relutando em colocar gratuito o ebook recém-lançado. A ideia era averiguar quem seriam aqueles(as) que pagariam pela novidade. 

Três gatos pingados. 
Foi bom identificá-los(as). 
Sou grato. 

É só isso o que eu gostaria de dizer: a volta do hábito de colocar um dia gratuito para o ebook lançado. Assim, interessados aproveitam a oportunidade.

Nem tenho hábito de colocar cinco dias corridos de promoção. 

Normalmente, opto por um ou dois, mas me empolguei e gastei todos os cinco. 

Agora, só depois de noventa dias.

Quem tem assinatura Kindle Unlimited lê de graça. 

Verei a possibilidade de inseri-lo, em breve, no Prime Reading: a divisão de leitura disponível para assinantes Prime.

Foram 14 ebooks baixados durante esses dias de promoção. 

É da minha vontade que todos leiam, nem que seja para me xingar depois. 

Acompanho as páginas lidas através dos relatórios enviados pelos sistema KDP.

Um abraço! Muito obrigado pelo carinho, pelo tempo e pela importância que me dão.

Interessados podem adquirir o ebook, agora pagando R$ 5,99, clicando aqui

domingo, 8 de março de 2026

VIÚVO NO CARNAVAL: SOBRE LUTO, MEMÓRIAS E CONTINUIDADE

Lançamento agora, na Amazon.

Viuvo No Carnaval: Sobre Luto, Memórias e Continuidade

Prazer, alegria e satisfação me definem neste momento.

Não apenas por trazer uma história que vai além do luto e explora as relações, os conflitos e a psique humana.

Mas porque ela representa um marco na arte de transmitir emoções em palavras.

Acabou laboratório, o período considerado treino.

A aprendizagem contínua. É bom somar conhecimento.

Hoje, posso dizer:  

Eu sou um contista da escrita contemporânea.

Como prometido, o ebook está GRATUITO hoje e amanhã.

https://www.amazon.com.br/dp/B0GRKZLSC6

Prepare-se, prezado(a) leitor(a)! 

Eu quero tocar no seu coração. 

Você deixa?

Sou narrador conversacional e provocativo. 

Você aguenta?

VOCÊ AGUENTA?!

VAMOS COMEMORAR

Vamos comemorar o que mesmo?

A moça que descobriu que pode ser virgem de xana para o noivo e futuro marido e ter prazer anal escondido por aí?

Ou a casa nova que a outra tomou do marido ao terminar o relacionamento?

Talvez possamos comemorar a agressividade delas enquanto você, homem, não pode quase abrir a boca, senão você causará gatilhos e traumas em decorrência de sua violência psicológica. 

Vamos comemorar ela dizer que o marido a estuprou, porque um dia ele a teve quando ela não estava tão a fim.

Vamos comemorar a namorada fazer um sexo hard com o namorado, pedir tapas e agressividade para depois ela ir correndo na delegacia para afirmar que apanhou dele.

Vamos comemorar a namorada dizer que está grávida do seu namorado que ainda não sabe que é estéril, mas descobrirá um dia.

Não esqueça de comemorar também aquela beneficiada pela paternidade sócio afetiva, sendo que o cara mal sabia a voz da criança que nem é dele. 

Claro que não se pode generalizar.

Radicalizar, generalizar, jamais!

Mas não me agrada nada os rumos que as coisas estão tomando.

Mas isso não importa. 

O que importa é comemorar!

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

TRECHO DE "VIÚVO NO CARNAVAL"

Definido. O "Viúvo No Carnaval" será postado na Amazon, nos primeiros dias de Março. 

Farei uma promoção de ebook gratuito para facilitar a aquisição.

Compartilho, agora, o momento final de um dos capítulos. Uma palhinha para você ter uma ideia.

Olhou para trás, em direção à porta da sala, viu a cabecinha da esposa do metalúrgico, sinalizando para que voltasse.

Não desejava voltar. Nem um pouco. 

Como não encontrou meios de se desvencilhar, obedeceu.

A vizinha, aparentemente recomposta, agora mostrava o seu semblante inchado, os olhos vermelhos, as olheiras sinistras ao redor, as rugas de expressão acentuadas tomando conta, deformando a cara. 

Ela exibia a mais profunda dor pela má sorte do filho.

As “meninas” pediram para ele se sentar. 

A esposa do metalúrgico arranjou espaço no sofá, acomodando o bebê em seus braços. 

O irmãozinho retraído não se encontrava mais ali.

Um tanto contrariado, João se sentou. 

Ele e a vizinha se olharam. Ela era digna de pena.

A mulher, sem saber por onde começar, resolveu falar:

— Você disse, agora mesmo, que gostaria de poder ajudar em alguma coisa.

— Certo — ele falou.

Ela não sabia onde enfiar a cara, mas prosseguiu:

— É em relação à dívida do meu filho, sabe? — A voz falhava, efeito do pranto intenso de há pouco, do desespero, estresse…

— Hum.

— Fala logo, mãe! — a esposa do metalúrgico se manifestou.

— Ai, meu Deus! — disse a mulher, tentando arrumar um meio melhor de se expressar, mas a cabeça não ajudava. — Querido, você vai ter que me perdoar por isso, mas é que eu estou no fundo do poço!

— Estou começando a ficar assustado — João Paulo comentou, parabenizando-se em pensamento pela paciência de Jó exercida até o momento. 

— Fala, mãe! — encorajou a filha.

Ela olhou para ele. 

Ele olhou para ela.

Ela então falou:

— Você não tem três mil reais para me emprestar?

Os olhos dele se arregalaram, a boca se abriu e o pensamento foi expelido: 

— Cacetada! Eu preciso de ar! Meu Deus! Está me faltando o ar!

Ele se levantou, saiu correndo em direção ao portão, passou por ele e se trancou em casa. 

Certificou-se de que estava bem trancado para não ter que botar a cara na rua tão cedo.

Bola veio ao seu encontro, todo alegre, abanando o rabo. 

Ele retribuiu o carinho, mas não por muito tempo. 

Fez o que pode para corresponder ao animal.

Caminhou para a cozinha, sem a menor ideia do que fazer. 

Sua mente foi tomada por um apagão. 

Se alguém lhe perguntasse qualquer coisa: qual é o seu nome, com quem mora, em que cidade vive, não saberia responder.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

A GRANDE CATÁSTROFE - ATÉ QUANDO?

Até o momento em que escrevo esta postagem, mais de trinta pessoas morreram por causa de um deslizamento de terra em Ubá (MG), em decorrência das fortes chuvas. 

Já vi isso antes, em outras localidades, anos atrás. 

Em Fevereiro de 2022, o youtuber Alessandro Garcia perdeu esposa e os filhos pequenos pelo deslizamento que atingiu sua casa em Petrópolis. 

Cerca de 241 pessoas foram vitimadas.

Alessandro mantinha sucesso com seu canal de resenhas e promoções de revistas em quadrinhos publicadas pelas principais editoras do país.

Alessandro continua com o canal. 

Demorou para retornar. 

Muitos sequer prosseguiriam.

Curioso que, na hora de apertar o dedo na urna eleitoral e eleger calhordas, acabamos sofrendo amnésia a respeito de tudo o que se passou.

Muitas dessas vítimas dão seu voto em apoio às causas das quais não as contemplam e só ajudam na continuidade da degradação do sistema.

Nós, que nem complementamos as estatísitcas em relação aos atingidos, também contribuímos para a corrupção, a sem-vergonhice e a safadeza.

De acordo com nossa realidade, eu pergunto:

Existe como fugir disso? Há meios de não colaborar dessa maneira?

Desconheço que haja uma única resposta aplicável para todos.

No que concerne a minha própria realidade, sinalizo que não.

A verdade está lá fora?

Nascemos em um planeta onde sofremos uma sucessão de acontecimentos. 

E somos coagidos a dizer que Deus é maravilhoso. 

Deus permitiu que você nascesse, alecrim dourado! 

A sua existência está relacionada à sua realidade e à consciência de que está sendo extorquido, alvo de uma porção de ocorrências prejudiciais, até mortais. 

No fim, você ficará doente e partirá. Sem nada. 

E ainda haverá alguns dizendo que você não teve fé o suficiente.

Sempre pode piorar: 

O espiritismo diz que o outro lado é igualzinho. 

A vida não acaba aqui.

Você terá uma existência similar, ou seja, continuará se ferrando do lado de lá.

Tá bom ou quer mais?

Prefiro nem saber se tem mais.

sábado, 21 de fevereiro de 2026

E O VIÚVO NO CARNAVAL, HEIN?

Você já percebeu que ainda não coloquei o conto "Viúvo No Carnaval" na Amazon, né?

O processo de revisão foi maior do que pensei. 

Eu mudo um detalhe na história. Consequentemente, acabo mexendo em vários outros.

O que era para ser um conto, tornou-se noveleta.

Gemini e ChatGPT têm sido os professores que eu jamais teria condições $ de contratar. 

Sou eu que faço as correções no meu texto. Eles apontam quais são, onde estão, explicam em detalhes o motivo da correção, uma verdadeira aula de conhecimento.

Precisa usar duas IAs?

Sim. Infelizmente. 

A segunda, curiosamente, mostrou muita coisa que a primeira deixou escapar.

Engana-se quem pensa que não é trabalhoso. É e muito! Mas, como relatei, sairia caro se eu tivesse que pagar profissionais humanos e nem sempre eles teriam a mesma competência, pela obviedade da precisão existente na máquina.

Uau! <suspiro> Estou cansado!

Nem era isso o que eu pretendia compartilhar, mas deixa para um outro post.

Um abraço. Até logo!

domingo, 15 de fevereiro de 2026

SPOILER - SÓ QUE NÃO!

Meu conto do carnaval, com muito empenho, terminarei amanhã, segundona braba onde ainda permanece a data, embora sem a intensidade dos primeiros dias. 

Mas isso não importa. Tive que acrescentar coisas não planejadas que mudaram o andamento da história, tornando-a maior do que o previsto, e diferente.

Por exemplo: eu ia colocar um momento hot. Mas abri mão, preferindo focar nas relações humanas, no comportamento dos personagens, propiciando camadas para se refletir.

Compartilho, agora, a única passagem um tanto mais quente que terá na história. Nem é spoiler, pois é um pouquinho dentro de muitas páginas, o que não coloca em cheque o andamento da trama.

Ao abrir o portão, o sujeito foi logo perguntando pela mãe.

João Paulo explicou que ela tinha ido embora, mas lhe deixou uma sacola.

Era um homem bonito. Teria sido mais interessante se a droga já não estivesse tornando seu corpo degradante.

Ele, que segurava um toco de cigarro entre os dedos, o atirou longe e quis saber se podeira usar o banheiro.

João Paulo permitiu.

Apesar de muito latir no início, Bola não teve vontade de contê-lo. Romualdo não era exatamente um estranho. 

O cão, acostumado com a variedade de pessoas recebidas pelos donos, ao longo dos anos, sabia que deveria focar no comportamento delas, nem tanto na identidade. 

Romualdo, apesar da má fama, não representava uma ameaça. 

Apanhou a sacola que João Paulo lhe deu e entrou.

Na sala, fez questão de olhar as peças. 

Sentia-se à vontade. Ele estava de pé, olhando cada uma das roupas, elaborando considerações cômicas.

João Paulo, acomodado no sofá, achava engraçado.

Duas bermudas e duas camisetas. De grife. Originais.

A destreza do malandro era tanta que ele averiguou peça por peça e manteve o dinheiro no interior da sacola. Achava que João Paulo não soubesse da grana, que era um inocente no jogo.

Em meio à leveza do momento, João Paulo perguntou:

— Você ainda está mandando ver como entregador naquele ponto de moto táxi?

— Não! Saí daquela toca de marmota não tem muito tempo!

Ele tinha um jeito um tanto animado, entusiasmante de se posicionar. Sabia que os gays o consideravam atraente. O macho magrelo da barba desgrenhada, olhar malvado em meio àquelas sobrancelhas expressivas. 

Mantinha certo carisma. Estratégia ou natureza? Não se sabia. 

— Que pena — João Paulo comentou.

— Pena nada! Só me passavam “caroço”! Perdi minha moto por causa dessas “roubadas”! Daí, fui demitido sem direito a nada! E ainda disseram que era para eu agradecer pelo fato de o cliente não ter feito um B.O, pois eu teria que responder na justiça.

— Ninguém merece.

— Comi o cu do cara!

— O quê?! Como assim?

— Comi o cu do dono daquela espelunca! Sabe quem é ele?

— Não.

— É um investigador de polícia bem manjado! Todo brabão! Sentou gostoso na minha rola!

— Ué, como foi isso?

— Os caras, os amigos lá do trampo, estavam me zoando porque eu tinha perdido a moto e queria ser ressarcido. Falei para eles sobre os direitos sobre acidente de trabalho, a moto ser minha ferramenta, coisa e tal. Os caras, só me zoando, mandando eu “vazar”, falando que eu não tinha mais o que fazer lá, sem moto, que era para eu “vazar”. Daí, eu falei que gostaria de resolver essa questão com o proprietário. Eles não me levaram a sério, mas, resumindo, um deles acabou me passando o contato do homem. Quando eu vi, eu só ri.

— Você riu? Você não ficou com medo?

— Medo?! Medo de quê? Eu levo esses caras na flauta! Eles arreganham o cu para mim!

— Ah, tá.

— Sério! O cara sentou gostoso na minha piroca, João! Posso te chamar de João?

— Pode.

Romualdo chegou bem mais perto, olhou bem nos olhos de João Paulo e perguntou, utilizando, de repente, uma voz baixa de predador:

— Ou prefere que eu te chame de João Paulo?

João Paulo ficou subitamente hipnotizando por aquela investida inesperada. Os olhos atentos e devoradores dele junto aos seus.

Aquele olhar penetrante, a fala grossa, a barba cheia e escura trazendo uma fragrância, um cheiro de macho… 

— Hein, João Paulo?

Romualdo chegou seu rosto bem próximo ao dele. 

O hálito quente, com resquícios de nicotina. 

A voz cada vez mais baixa, grave, dominadora.

— É João? Ou é João Paulo?

Os rostos se tocaram. 

— Hein, João?

Romualdo expeliu sua respiração todinha para dentro das narinas de João Paulo. 

— Hein, João Paulo?

João Paulo respirou o odor transferido pelas narinas peludas de Romualdo. Inebriou-se.

Os lábios se tocaram. Sutilmente. 

Primeiro chegaram os pelos do bigode grosso de Romualdo. 

Sem pressa. Ninguém ali estava com hora marcada para nada.

João Paulo continuava hipnotizado, adorando respirá-lo, sentir o cheiro do macho. 

Os lábios se tocaram, mas João Paulo se arrepiou mesmo por causa dos pelos. 

E aquele toque sutil, boca a boca, era permanente e sedutor. 

Os narizes também se tocavam. 

Os rostos pareciam obedecer a uma dança romântica ensaiada.

Só que estava acontecendo tudo naturalmente. 

Romualdo sabia ser envolvente.


sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

UM CONTO NO CARNAVAL

Torçam para que eu consiga acabar o conto dentro deste carnaval.

A história é um drama sobre um senhor que perdeu a pessoa amada em pleno carnaval. O leitor vai acompanhando isso, os primeiros momentos de seu luto.

Esta não é a capa da história. É só uma ilustração que a I.A Gemini me deu.

sábado, 7 de fevereiro de 2026

A TEMPESTADE LÁ DENTRO - 2a. EDIÇÃO

Para este mês, trago a segunda edição de "A Tempestade Lá Dentro", ebook devidamente revisado e modificado, em nome de uma leitura melhor. 

É aquela história: fui mexer em correções pontuais, mas, ao abrir o arquivo, não gostei nada do que vi. 

Aonde eu estava com a cabeça, de meter imagens dentro do livro? 

Não! Em ebook, só texto! 

Leitores(as) de verdade querem texto!

Reli e refiz boa parte do texto, incluindo a diagramação. 

A história é a mesma, mas foram tantas mudanças, que considero a segunda edição. 

Se você já leu, mergulhe novamente nesta piscina de lágrimas!

A história é um drama sobre um relacionamento longo que não ia para a frente e deixou a mulher descontente. Poucas páginas com uma carga intensa de emoção para os corações mais sensíveis.

Novo livro, nova capa! A primeira deixará saudades. A parte frontal do casarão é simplesmente perfeita. 

A imagem é de uso público, provavelmente do Pexels, já que gosto muito desse site. 

A capa atual veio pelo ChatGPT. Não foi tão simples como pensei: ela alucinou, me deu algo com cara de fita de filme em VHS dos anos 80. 

Tivemos uma D.R, daí ela me entregou algo legal. 

Fiz pequenas adaptações em luz, sombra, coloquei o texto sobre ser a segunda edição e "Voilá!"


Às pessoas interessadas, se vocês têm assinatura do Kindle Unlimited, vocês leem de graça este e muitos outros ebooks meus. Se não possuem, o valor é tão insignificante que vocês pagam sorrindo. Pensem que é um carinho que estão fazendo neste homem bonito e gostoso.

Amanhã e depois, dias 08 e 09 de Fevereiro, ele estará gratuito. Para garantir o seu, clique aqui

Para terminar, deixo um abraço a todos(as) que devem ter notado meu sumiço.

É pura falta de tempo! 

Vocês podem me acompanhar no meu canal de reflexões, Fabiano Café Gay, no meu canal de quadrinhos, Amigo do Gibi e no meu Facebook e Instagram 

domingo, 11 de janeiro de 2026

MUDANÇA DE CAPA EM "CALCINHA PRETA DE RENDA"

Agradeço ao grande amigo escritor, Luciano Otaciano, autor de obras que  adorei ler (ELO, Desamante, Bagulhão, Conto de Narcisa etc.), pela resenha do "Calcinha Preta de Renda" em seu blog. Muito obrigado, meu caro! O seu "Pensamento Solto" é muito necessário. 

O ebook está de capa nova na Amazon. O que aconteceu, eu explico:

A capa anterior (minha opinião) é muito mais interessante. É uma imagem que peguei no Pexels: um site próprio para imagens disponíveis, sem reivindicação de direitos autorais. 

Achei a moça interessante, principalmente a calcinha dela - tudo o que imaginei. Fiz o recorte da área que me interessava e ele se tornou a capa. 

Acontece que fiquei cismado por não ver um ínfimo resultado prático. Cheguei a fazer um anúncio no Meta, mas não fiquei nada satisfeito. Será que a plataforma é ruim para achar o público alvo, ou fizeram de propósito porque consideraram minha capa inadequada? Eu percebo que, algumas vezes, quando a gente posta algo, a rede social sequer entrega para quem não está em sua lista de contatos, mesmo a configuração permitindo. E não adianta apontar para uma. Parece que todas detêm esse tipo de poder.

É com pesar no coração que mudei a capa. Fiz esta na inteligência artificial Gemini, do Google. São dois personagens importantes na história. Quem leu já sacou de quem se trata. 

Achei que seria procurado por algum jornalista cultural da Veja, Globo, ABL, ou receberia propostas de editoras como a DarkSide ou Companhia das Letras. Achei que teria que trabalhar minha modéstia, sabe? Organizar material para mostrar, no Inteligência Ltda ou no Flow Podcast, como sempre tive uma vida simples e sofrida. Combinar com os vizinhos o que eles falariam sobre mim na matéria de abertura do Fantástico. Haja cinquentinha para o Pix nas contas deles. Se chorar no depoimento, sobe para oitenta, mas tem que convencer.

Mas...

Lançar isto e nada foi a mesmíssima coisa. Lançar 30, 40 ebooks e nada resulta na mesmíssima coisa. Lançar 500 ebooks e nada também dará no mesmo. E também não importa o número de páginas. Tudo bem, eu lido bem com isso.

Eu: 

A Internet é um castelo repleto de ilusões. A gente precisa tomar cuidado para manter os pés no chão, sempre.

Quem nasceu para ser mortadela jamais será salaminho.

Para encerrar, lembro que o ebook está na Amazon. R$ 3,99 no Brasil ou gratuito para assinantes do Kindle Unlimited. Garanta o seu clicando aqui

quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

A TEMPESTADE LÁ DENTRO

"A TEMPESTADE LÁ DENTRO" está de graça na Amazon, somente hoje.

É um conto enxuto focado no drama de uma jovem, seu relacionamento, o desgaste, o amor que fala mais alto e sua decisão. Não tenho muito o que falar, mas a carga dramática é grande. Há um e outro erro de digitação, tenho preguiça de corrigir, mas a história é muito boa. Vale a pena.

https://www.amazon.com.br/dp/B0DGY8YC55


EU E AS TURMAS DOS GIBIS

Tenho muito carinho pela turma da Mônica. Lembro que essa turminha andava lado com a da Disney (em minha casa). Também conheci Luluzinha e B...