Bom dia, que este sábado pré-eleitoral seja de paz e tranquilidade para você e sua família.
Esses quadrinhos d'AS GÊMEAS não são novos, já os postei aqui. Foram todos produzidos por mim, não tem IA em nada.
Bom dia, que este sábado pré-eleitoral seja de paz e tranquilidade para você e sua família.
Esses quadrinhos d'AS GÊMEAS não são novos, já os postei aqui. Foram todos produzidos por mim, não tem IA em nada.
Chegamos em Outubro. Um mês cheio de datas marcantes.
Criação, roteiro e direção: Fabiano Caldeira
Arte produzida com IA
A semana começou. Você tá pronto? Eu tô.
Criação, roteiro e direção: Fabiano Caldeira
Arte produzida com IA
Ontem, assisti ao filme Ecos do Além, uma produção de 1999 protagonizada por Kevin Bacon. Quem é das antigas, como eu, sabe muito bem quem é Kevin Bacon, pois o ator teve toda sua juventude nas telas e, na minha opinião, seu talento amadureceu de forma excelente, sem precisar se tornar mais um mito brutamontes dos filmes carregados de ação mentirosa, os quais vibrávamos de assitir porque era muito divertido ver um cara saltar de um lugar bem alto e conseguir cair em cima de uma asa delta ou um balão, além das clássicas cenas em que o brutão dava conta sozinho de uns dez caras com o dobro de sua massa corporal.
Eu me lembro do Bacon como um personagem qualquer no primeiro filme da franquia Sexta-Feira 13 (Friday13th), em 1980, ganhando um pouco de foco apenas para morrer enquanto fazia amor com a namorada. O primeiro filme dessa franquia não mostrava quem matava o povo. O emblemático Jason Voorhees só teve seu protagonismo a partir do segundo, mas este é um assunto para outra postagem, talvez. Foi em 1984 que ele ganhou notoriedade ao protagonizar o clássico Footloose, Ritmo Louco (Footloose), onde seu personagem afrontava as leis de uma cidade pequena que visavam proibir músicas dançantes. O filme é um grande clássico do cinema e eu virei o tiozão autoritário que não gosta desses eventos. Ah, Ah!
A partir daí, sua carreira deslanchou feito água saindo da torneira. Hoje, se você der uma "gugada", verá muita coisa que ele fez. Entre elas, destaco Linha Mortal (Flatliners, 1990), O Ataque Dos Vermes Malditos (Tremors, 1990), Sobre Meninos E Lobos (Mystic River, 2003) e X-Men Primeira Classe (X-Men: First Class, 2011).
Focando no filme de ontem, Ecos do Além traz terror, suspense e drama. Um filmaço que valeu muito a pena ver de novo. A história começa bobinha, com ele trocando uma ideia com a irmã de sua esposa, à toa em sua casa, conversando amenidades, até que ele se submete a uma sessão de hipnose. O clima era descontraído, então via-se que era difícil levar a sério esse negócio, mas alguma coisa aconteceu e tinha conexão com as falas do menininho no começo do filme. O filho dele, por ser muito criança, conseguia essa conexão, mas Tom (personagem de Bacon) começou a obtê-la com frequência após a hipnose.
ATENÇÃO - SPOILERS
A questão vai ganhando densidade ao poucos, até nos depararmos com Tom insanamente quebrando a casa inteira em busca do corpo de Samantha, uma jovem muito bonita e supostamente lerda que virou alvo do tédio de dois rapazes mimados do baralho que quiseram se aproveitar dela. Um deles era filho do proprietário daquela casa.
Diante da resistência, em meio ao desespero por se ver livre deles, Samantha foi morta, depois envolvida pelo saco plástico que lhe tirou a vida e escondida no porão. Tom a encontrou após quebrar uma parede que considerou suspeita. As conexões que ele vinha tendo não o deixavam em paz. O filme retratou a evolução desse tormento de maneira bem competente.
Em determinada circunstância, a história sobre o desaparecimento dela é contada para nós. Assistimos a uma situação indesejável onde podemos refletir quão perigosos podem se tornar adolescentes ociosos do sexo masculino naquela fase em que precisam se autoafirmar como machos predadores. A gente logo percebe o tédio em um deles, a malícia no olhar do outro, a ideia errada em comum acordo para fazer da coitada mero objeto de diversão, alguma coisa com que pudessem passar o tempo.
Por que ela? Óbvio! Samantha era linda, educada e vulnerável. Esses escrotos sabem com quem podem mexer. A beleza chamava atenção. Pele branca, delicada, os óculos realçando a ingenuidade, as feições de menina-mulher.
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| Belíssima |
Se fossse uma feiona de dois dentes para fora, nariz batatudo e cabelo desgrenhado, é claro que não teria o mesmo efeito. O cinema daquela época sabia das coisas. É por esse detalhe que tenho até medo de um remake dessa história.
A lerdeza citada era subjetiva, ficando a cargo de quem assiste tirar suas conclusões. Prefiro entender que ela possuía um leve espectro de lentidão, vez que não era tão criança, mas foi muito fácil tapeá-la e levá-la ao porão.
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| Samantha no porão, pouco antes e morrer |
No fim da trama, o espírito dela aparece em paz e vai embora, sumindo feito fantasma que era, no momento em que um carro trafegou pela rua. Meu coração ficou apertado e os olhos suaram.
A família de Samantha vivia arrasada há meses pela ausência total de notícias. Não sei o que é pior: passar meses e meses pensando em todas as hipóteses possíveis ou descobrir que a pessoa tão querida que vivia com você nunca mais voltará para casa porque foi morta ao recusar ser o passatempo de dois marmanjos desocupados. A primeira situação é muito cruel, mas a segunda, eu vou te falar... A segunda é para jogar a pá de cal. Não na cova de Samantha, mas na da família.
Caso alguém tenha interesse, assisti dublado no YouTube. Super fácil de encontrar. Parece que também está no Prime. Até quando, a gente nunca sabe. Fica a dica.
Fomos surpreendidos, neste dia 22 de Setembro de 2026, pela triste notícia da queda de um helicóptero em local de mata no Estado de Santa Cararina. As cinco pessoas morreram. Entre elas, o cantor sertanejo Rick, da dupla Rick & Renner, uma das queridinhas do público que também amava Zezé di Camrgo & Luciano, Edson & Udson, Rio Negro & Solimões, Gian & Giovanni, Leandro & Leonardo etc.
Muitos se lembraram do passamento da cantora Marília Mendonça, também por desastre áereo, em 05 de Novembro de 2021. Ela, no auge da carreira, com um filho muito pequeno que hoje nem deve ter lembranças da mãe.
Eu estava no hospital quando soube que encontraram os corpos sem vida. Enquanto amargava infinitas horas em um local de espera (o que resta aos acompanhantes: esperar), consegui criar uma pequena homenagem ao cantor. Algo só possível por causa da arte produzida pela IA, direto do meu celular. Não era o que eu queria, eu tinha pedido uma pessoa diferente em cada quadrinho, cada qual em sua profissão diferenciada, a letra da música seria como um radiozinho tocando, mas, por algum motivo que desconheço, ela me deu esta página somente com o Hugo. É claro que tentei mais vezes, utilizei outras IAs, mas a arte que prevaleceu acabou sendo esta.
Apesar do grisalho que não deveria existir, achei boa a página cujo objetivo era só para postar nas redes sociais. Então, não foi o que tive em mente, mas serviu, consegui meus likes, views, engajamento, deu tudo certo.
Estou no hospital, acompanhando alguém muito importante para mim que está operando. Mal dormi à noite, com medo de perder hora. Acordei super cedo e agora estou lutando para não ser derrubado pelo sono na sala de espera. E tudo parece ter se tornado pior do que realmente é.
A espera está durando uma eternidade. O tempo não passa. Já tentei ler um livro, mas é abrir na página e o sono vem. Guardei, peguei o celular de novo, mas é difícil.
Tinha um pai e uma filha de uns 7, 8 anos atrás de mim, até agora, e menina não calava a boca nunca. Ela sempre botava um pensamento boca afora. Nem o pai dava bola.
Aliás, acho que o pai nem tinha língua. Vai ver, foi por isso que vieram. A língua dele deve ter ficado presa dentro da xavasca da mulher. Só pode. Ela deve estar operando. A mulher da xavasca linguaruda.
Tem uma outra que fez questão de sentar bem ao meu lado. Ser gostoso tem desses incômodos. Saiu um pouco, voltou, está aqui. Se eu mexer os olhos, vejo o que tem celular no dela, a carinha, os cabelos.
Fiz isso quando fui mijar. Olhei bem para ela e para o pai sem língua daquela menina que não parava de falar atrás de mim.
Pai e filha saíram porque foram chamados. No lugar deles, sentou outra mulher com seu celular.
Volta e meia estão chamando os acompanhantes.
Dos pacientes? Não, do job. É claro que é dos pacientes. Estou num hospital, caindo de sono porque não dormi direito.
Tudo me perturba. Não o hospital. O ambiente hospitalar é de boa, mas, quando você tem que lutar contra o sono, tudo incomoda.
Agora tem um gay sem noção falando com uma mulher cheia de assunto pelo celular. O volume do aparelho dele está no máximo e o som é muito ruim, parece uma caixa cheia de abelhas furiosas.
Estão falando mal de todo mundo. E ele aconselha, fala um monte de coisas para ela. Parece um sábio, só que não. É fofoqueiro mesmo. Tem que gastar a língua na fofoca, já que na rosca de um homem ele não é a fim.
Como eu sei? Homem que gosta de abocanhar rosca de outro homem não costuma gastar a língua fofocando com a amiga. Isso é coisa de gay passivo e solitário que não tem ninguém porque é cheio de preconceitos.
Agora ele fala de Deus, Jesus. Ai, santa!
Impressionante como tem uns gays que ficam usando o catolicismo como um tipo de virtude maior, uma espécie de escudo de pureza, sei lá.
E um enfermeiro super gracinha que pediu o resultado do dopler com ultrassonografia, mas, quando eu entreguei o papel, ele falou que não era aquele. Mas era. Estava escrito na folha, mas acho que ele não viu.
Por fim, falou que não tinha problema, que o médico puxaria pelo sistema. Ué, mas se o médico pode fazer isso, por que ele atravessou o hospital inteiro só para me pedir o documento? Que doido.
Bom, chega de escrever. Estou com sono e espero sair daqui logo. São onze horas e estou aqui desde às cinco e meia.
Chegamos antes do Sol, antes de vários funcionários do hospital. Só quero ir logo para casa e poder dormir.
Depois de um sábado pra lá de animado, veio o domingo. Bom dia. Feliz domingo a todos.
Criação, roteiro e direção: Fabiano Caldeira
Arte produzida com IA
Confira as versões com IAs diferentes:
Sextou!! 🤩😎😂
Atrasei hoje a página de quadrinhos, mas me lembrei que não trabalho pra ninguém, então tá tudo certo.
Pra quem acha que mexer com IA é fácil, fiquei mais de 2 horas pelejando para sair esse resultado que ainda não é o que eu queria, mas está bem próximo.
Ainda é um bom dia, então que seja bom. Feliz sexta-feira pra você.
❤️☕️
Criação, roteiro e direção: Fabiano Caldeira
Arte produzida com IA
E Hugo segue na continuidade da vida que impõe sua rotina de repetição, consistência e movimento.
Desejo que você tenha uma feliz quinta-feira, seja qual for o horário em que estiver vendo estes quadrinhos, pois ainda é um bom dia.
Criação, roteiro e direção: Fabiano Caldeira
Arte produzida com IA
Hugo trazendo uma reflexão existencial.
Feliz quarta-feira pra você. Ainda é um bom dia.
Criação, roteiro e direção: Fabiano Caldeira
Arte produzida com IA
A vida pede repetição e continuidade.
Bom dia, que nesta terça-feira você continue seguindo em frente.
Criação, roteiro e direção: Fabiano Caldeira
Arte produzida com IA
Aqui, tudo tem minha autoria. É claro! É visível quão aquém está em relação ao cenário e ao espetáculo de cores que a IA fornece. Criação, roteiro, direção artística e arte, tudo produzido por mim. Eu não gosto de colocar créditos, pois acho que é óbvio para quem vê, mas nesta época atual é necessário.
Se peceberam, a cabeça do personagem careca está diferente. Acrescentei um boné, agora, pois fica mais fácil de "arrumar" o material antigo e reagrupá-lo junto às coisas recentes que pretendo postar por aí. Um boné foi mais fácil do que produzir uma estética perfeita de cabeça. Um abraço.
Criação, roteiro e direção artística: Fabiano Caldeira
Arte produzida com auxílio de inteligência artificial (OpenAI)
As mudanças acontecem. E aí, você pode escolher sentir e ressentir ou apenas ir em frente, sem pensar muito no assunto.
O problema é que você quer pensar. Você quer pegar tudo e remoer até ficar sem forças e não aguentar mais nada, apenas deitar e dormir.
Você quer mudar o que não pode ser mudado, mas não adianta ser apenas a sua vontade. Por mais que você queira acordar do pesadelo e continuar sua vidinha de sempre, o tempo logo mostra que depois daquela curva as coisas estão bem diferentes.
E quando foi que essa mudança começou? Você quer saber, você reflete, puxa na memória, mas o momento exato da virada de chave não vem. Ela já virou, trancou a porta e o melhor a fazer é ir.
Tem certas coisas na vida que precisam ir. A gente não entende, mas é necessário. A gente não entende e pode nunca entender. A gente pode nunca entender e nunca concordar. Mas a gente vai continuar porque ninguém sabe o dia o fim. Enquanto ele não chega, não tem jeito, a gente vive.
E de que jeito é melhor viver? Raciocinar a respeito é bobagem. Pura perda de tempo.
Os segundos que se passam, os minutos, as horas não voltam. Jamais.
O que você ganha idealizando como deveria ser isto ou aquilo? Você não ganha nada, você perde. Perde o seu tempo se apegando ao que não deve.
A vida é uma sucessão de acontecimentos e você não tem que entender nem reagir idealmente a todos eles. Você vai apenas viver.
Viver é sair da inércia, é fazer algo do seu dia, do seu momento.
E você pode errar, você pode fazer coisas terríveis.
Você tem que entender que faz parte da vida.
É ruim? É. Mas não há como fugir disso.
Enquanto estivermos vivos, vamos passar por um monte de coisas e teremos, muita vezes, sentimentos maravilhosos e outros dolorodos.
A vida é assim. É desse jeito para você, para eles e para mim.
Um abraço e fique bem.
Esperando o sono no sofá, com a TV ligada e o celular em mãos, meu cérebro teve uma imensa vontade de, de repente, saber qual foi meu ebook mais lido durante todo esse tempo de publicação na Amazon e quantas páginas foram lidas nesse período, somando todos os títulos.
Eu que já estava capengando, tive um súbito estímulo mental. Acessei o KDP (Kinddle Direct Publishing), fui na área do fornecimento dos relatórios e configurei como "tempo vitalício", então me dei conta de os primeiros relatórios são de 20 de Junho de 2016. Já se passaram dez anos!
Como assim, 10 anos de Amazon e eu não enriqueci, não ganhei cadeira na ABL, categoria hot brasileiro, não fui entrevistado pelo Pedro Bial?!
Nem a Tatiana Feltrin, a booktuber gigante no YouTube, sabe da minha existência! Como pode?
Só por causa disso, vou espairecer um pouco em uma caminhada, jogar o cabelo que nem usa shampoo ao vento empoeirado de Ribeirão e ficar horas fornecendo gratuitamente a minha presença pelas ruas, até desmontar de cansaço no shopping que me considera tão anônimo e insignificante quanto todo o resto desse mundo digital e literário.
O melhor é na volta, sabe? Já está de noite, então eu volto é de Mercedes!
O motorista para bem na minha frente, ele mesmo abre a porta e eu entro. Eu, bem! A bicha fina cada vez mais roliça com dois quilos de poeira e um pouco de suor seco na pele.
Eu falo "boa noite", olhando bem para o sorriso dúbio que ele me dá, então me acomodo do jeito que eu quero, pois naquele horário nem tem tantos passageiros no ônibus. Tá bom pra você?
Deixando a zoeira de lado, compartilho os números de páginas lidas nestes dez anos de Amazon.
203.769 até ontem, antes de dormir.
43 ebooks. Vários estão arquivados. Entre eles: Política Apocalíptica, Inverno Poético, Rita & Orestes - Amor na Terceira Idade, a primeia versão de As Cobras Não Amam.
TOP 7 - os sete ebookss mais lidos. Páginas lidas.
Quarentena Ardente - 42.536
O Caseiro Na Minha Sauna - 31.365
O Deleite Da Madrugada 2 - 23.368
O Deleite DA Madrugada - 19.863
Ex-Padrasto - 18.168
Ex-Padrasto, Parte III - 14.680
Ex-Padrasto, Parte II - 10.818
Pesquisando umas coisas no Google, tive a oportunidade de conhecer a fundo esta poesia bem conhecida do Álvaro de Campos, que é um dos pseudônimos de Fernando Pessôa.
Confesso que não a conhecia. A visão que eu tinha, de poesia, são aqueles versinhos que rimam.
Sei que a poesia é uma expressão do intimismo de cada um. Ela nem precisa ter rima, mas cresci aborvendo tais características, por isso me impressionou a expressividade longa, diferente e profunda (na minha opinião) do texto que compartilho agora, escrito há mais de 98 anos.
TABACARIA
Não sou nada.Álvaro de Campos, 15/01/1928
Para quem gosta da versão em áudio, eis a do Carlos Eduardo Valente, dono de um canal com vasto catálogo de audiobooks. Tem muito conteúdo bom.
Um abraço, até a próxima postagem.
Ela colocou essas imagens e pediu para criarmos qualquer coisa inspirada no que vemos.
Foi superfácil. Confesso que me inspirei em causas humanitárias. Vejam só o que escrevi.
Uma torre na inundação
Penso nas pessoas malas
Que eu poderia jogar nessas águas
Para alimentar um tubarão
Para ir ao blog do Dona Chica, clique aqui
Ainda sinto o gosto dela. É estranho!
Ela sempre foi minha amiga, a pessoa que me conhecia mais do que um membro da minha família. E eu achando que sabia de cada contorno da sua alma...
Noite calma, brisa agradável, sugerindo um cobertor na hora de dormir.
A luz baixa da sala realçava as afinidades das nossas sombras enquanto a gente conversava amenidades. Eu estava encostado na bancada da cozinha e ela parada à minha frente falava, falava e falava.
Como não percebi o brilho nos seus olhos? Havia algo de diferente neles. Atribuí ao clima, a qualquer tipo de coisa que me viesse na cabeça. Nunca imaginei aquela energia.
Ela parou de falar no meio de uma frase e, antes que eu pudesse perguntar se estava tudo bem, vi que a ínfima distância entre nós havia desaparecido. Suas mãos agarraram a gola da minha camisa e me puxaram com uma autoridade que me deixou assustado. O beijo não soou como uma tentativa. Pareceu uma reivindicação.
Minha mente bugou! Nunca achei que passaríamos da camada de bons amigos. Senti forte as batidas do meu coração.
O choque inicial deu lugar ao instinto natural. Minhas mãos se firmaram em sua cintura e eu correspondi ao que classifico como o beijo da descoberta: quando o sentimento está aprisionado por anos e, na primeira oportunidade, ele se liberta.
Quando ela se afastou, vi a realização plena em seu olhar baixo, envergonhado. O peso do que tinha acabado de ocorrer a deixou desconcertada.
Vi o rubor tomando conta da sua carinha, o constrangimento ocupando o lugar da coragem que a tinha dominado segundos antes.
Seu olhar se voltou para mim. O silêncio permaneceu. Contente, achei que seria bom sorrir. Esbocei um ar de satisfação. Fui discreto, eu acho.
Ela ficou me olhando como se visse um fantasma. Então saiu às pressas. Não pude dizer sequer uma palavra.
Agora estou parado no meio da sala. A brisa exaurindo o calor que tinha tomado conta do meu corpo, o fluxo de energia subitamente gostoso.
Ela foi embora. A minha melhor amiga junto com a namorada que eu gostaria.
Eu não sabia de nada, eu não consegui fazer nada, mas...
Droga! Como eu queria que ela tivesse ficado.
Droga! A luz acabou justo quando eu estava olhando a influencer explicar o ponto do leite talhado para fazer um bom queijo caseiro. Achei que logo voltaria. Faz meia hora que a escuridão está me abraçando. E ela aumenta de intensidade, cada vez mais, pois é finalzinho de tarde, a noite está chegando.
Estou com comida no fogão.
E o que isso tem a ver? O fogão é a gás.
O fogão é a gás, mas preciso de luz para verificar o ponto dos alimentos.
Apanho o celular, procuro contatos em outros lugares da cidade. O primeiro é um senhor acadêmico 'funça'. Muito inteligente, blogueiro e dono de canal no Youtube, mora num bairro de gente metida, bem longe daqui. O que eu quero? Saber se tem luz lá.
Passa um tempo, ele não responde. Comendo a mulher? Não creio. Ele adora uma boa cerva. Deve ter desmaiado. Deve estar babando espuma da última loirinha que consumiu.
Procuro outro contato, um escritor como eu, focado em universos fantásticos, lutas e jogos de poder. Mesmo se exercitando ao ar livre (vaidoso que só), a resposta veio logo. Lá, tudo ok. Mandou até um vídeo de um povo reunido na rua preparada para um evento.
Festa junina? Provavelmente.
Por que meu corpo reage mal a essas aglomerações? Antigamente não era assim.
Fiquei olhando aquilo. Melhor esta escuridão do que a luz daquele monte de gente.
Passou um tempo e chegou a resposta do senhor acadêmico. Lá também estava ok. Então tá. O foco é apenas nestas ruas.
Olhando pelo lado bom, uma questão pouco abrangente pode ser mais fácil de ser resolvida. Ou não. Quem sabe, por ser considerado algo menor, acabam procastinando. Procuro não pensar sobre isso.
Acabo me distraindo no celular. Quando me levanto para ver o estado da carne no forno, decidido a usar a lanterna do meu dispositivo, a luz rertorna. Veio fraca, um fio, depois se estabilizou.
Meia hora sem luz. O que aconteceu? Não se sabe.
É domingo. Não tem jornal na TV para informar.
Hoje em dia, as 'infos' pipocam na Internet. Sigo perfis de alguns portais de notícias. Alguns são locais. Então vou dar um olhada e não vejo nada.
Preguiça...
Não vou não, ficar garimpando em busca do que deveria ser fácil de encontrar. Talvez a noticia venha daqui a pouco. Costuma ser assim. Ou talvez nem venha, ninguém está nem aí. Sabe por quê?
Por que o que importa de verdade é o jogo do Brasil amanhã. [irônico]
Bom dia, que este sábado pré-eleitoral seja de paz e tranquilidade para você e sua família. Esses quadrinhos d'AS GÊMEAS não são novos,...