sábado, 2 de maio de 2026

PASSEIO NA LIVRARIA

Hoje, estava terminando minha caminhada, então entrei em uma livraria de shopping.

Estava bem mais cheia que o costume, até parecia haver algum evento, mas procurei por algo que mencionasse o que estava ocorrendo e não encontrei.

Estava cheia porque é sábado? Talvez.

Entre milhares de livros à disposição, eu sempre olho os que estão mais à mão, aqueles que são mais fáceis de ver e pegar.

Vi muitos títulos de José Saramago e alguns de Zafon. .

Fiquei surpreso com a finura dos titulos de Clarice Lispector e Graciliano Ramos, pois todo mundo enche a boca para falar de suas obras, então achei que tivessem mais páginas.

Eis que me deparo com uma capa azul, simples e bonita, com os dizeres "O Estrangeiro", de Albert Camus.

Pá! Que coincidência! Nestes ultimos dias, tenho ouvido falar muito desse autor. Fiquei feliz.

Voltando a Graciliano Ramos, ele me chamou a atenção. Havia uma bancada modesta, mas só dele. Várias publicações de Vidas Secas, por editoras diferentes, e outros títulos por apenas uma editora.

Entre eles, chamou minha atenção o "Angústia". Nunca ouvi falar. Será que é bom?

Desta vez, o que me segurou um pouco mais lá dentro foram algumas páginas da obra "Nobres Traficantes", de Bruno Abbud.

Quase comprei o livro, tamanha foi a minha vontade de trazê-lo para casa, mas lembrei que sou pobre e tenho outras prioridades. Então li um pouco mais e me desapeguei.

Saí da livraria do modo que sempre faço: me sentindo pequeno, imprestável, aquele cão vira-latas que ficou namorando um tempão a grande fornalha vertical de frango assado.

Estou bem agora, no conforto do meu lar, com meu bem, minhas coisas. Então desejo tudo de bom para você que me leu até aqui. Um abraço.

12 comentários:

  1. Angústia é angustiante. Profundeza psicológica incrível.

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  2. Acho que no fundo, a maioria de nós é "aquele cão vira-latas que ficou namorando um tempão a grande fornalha vertical de frango assado". Mas tudo bem (texto gostoso de ler).

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  3. Não lembro a última vez que comprei um livro na livraria, acho que fazem mais de dez anos, nos últimos anos só comprei usados (ou até novos) pela OLX, muitas vezes indo buscar com a pessoa, algumas vezes com elas enviando. O preço atual das livrarias tá um pouco salgado para mim, com livro que antes custava 30 reais por coisa de 80. Também compro na Amazon.

    Agora a parte triste, é que dificilmente eu leio algum até o final, e muitos eu nem começo, mesmo deixando uma pilha do lado da minha cama.

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    1. Conheci Stephen King lendo O Cemitério no método piratao mesmo. O Presidente Negro, de Monteiro Lobato, foi no mesmo esquema. E esse eu reli com gosto, tempos depois. Joe Hill, filho do King, li 2 livros dele pelo mesmo método. Ouvi dizer que fecharam o Doceru e o LeLivros, mas estão sempre fazendo outros locais por aí.
      Para mim, ler pela tela é um costume. Ponho o brilho bem baixo mas confortável e vou.
      De vez em quando eu ganho alguma coisa. Domingo, ao fazer caminhada, achei um monte na rua. Pretendo fazer um post sobre isso amanhã.
      Eu não sei o que vocês, homens hereros, gostam de ler. Não faço a menor ideia.

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    2. Como eu te disse, eu começo a ler as coisas e muitas vezes paro, mas um dos últimos livros que li inteiros foram dois do Bukowski, o Misto Quente e depois o Cartas na rua. Tirando o pornô pra quem assiste, ou obras eróticas, não diverge tanto, todos nós somos homens, e obras boas chegam em todo mundo, com temas universais, tipo essa do Misto Quente. Faça o post, eu volto pra ler, seu blog tá lá entre os meus parceiros, sempre que eu vejo uma noticação lá, acabo vindo.

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  4. Uma curiosidade é que eu nunca li nada do Graciliano, apesar de eu passar pelo bairro com o nome dele várias vezes, bem como outras homenagens que ele recebe pela cidade. Ouço falar do "Vidas Secas" desde do ensino médio, mas nunca tive vontade de ler, desses autores clássicos brasileiros, acho que eu tenho muito mais chance de gostar do Machado, vi certa vez uma adaptação do Bráscubas e gostei bastante. Imagino que, se num filme eu já recebi uma dose diluída dele e fiquei impressionado, quando eu ler alguns dos livros, acho que vou ficar extasiado.

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    1. Do Machado, lembro vagamente de um conto que li. Não lembro exatamente a história, mas que achei legal e dei uma risadinha no fim. Era um conto que falava de igreja do diabo. Achei meio sacaninha.
      Isso de ler livros e não prosseguir, eu não sei, mas suponho que acontece com muita gente. Eu sempre tive gibis infantis e mesmo eles eu não lia do começo ao fim. Eu escolhia histórias aleatoriamente para ler. Alternava entre os diferentes universos de gibis, lendo uma historinha de um gibi, outra historinha de outro e ia lendo de maneira bem diferente do recomendado. Veio a Internet, as comunidades e eu meio que me forcei a ler de cabo de rabo, na ordem. Isso tirou minha diversão. Tanto que no antigo blog Socislizando, eu costumava falar de apenas uma e outra historinha. Depois fui me forçando a falar de revistas completas e aquilo foi me cansando.
      Já aconteceu de largar livros sem ter lido sequer metade. Muitas vezes, logo nas trinta primeiras páginas, abandono. Acho normal.

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    2. Eu tô até nessa pilha de livros com um livro com 50 contos do Machado que eu peguei num sebo perto de casa no ano passado, você falou agora dos contos, eu me lembrei, peguei junto com o livro do Tropa de Elite, O Lado Bom da Vida e mais alguns livros, foi ano passado, eu acho, eu tava com um pouco de grana sobrando e resolvi gastar lá pra incentivar, já que sebo é uma relíquia do tempo perdida entre nós, aqui na minha cidade só há um lugar com cerca de 6 bancas, e são as últimas da cidade, talvez do estado, já que visitando outras cidades de bicicleta não achei nada parecido, eu visitava esse mesmo lugar desde dos anos 2000, muitos caras tão lá desde do tempo que eu era criança.

      Já os gibis, eu costumo ler eles mais até o final, é raro eu largar algum no caminho, acho que é porque eu sou mais visual.

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  5. Passear em livrarias era meu melhor passatempo anos atras. Aqui no Centro do Rio tinha uma megastore da Saraiva que era uma loucura! Tinha de tudo. livros, filmes, CDs, cafeteria, papelaria. A Saraiva faliu. Dos autores que você citou, eu só não li Bruno Abbud, não conheço.

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    1. Aqui a Saraiva tinha o termo MegaStore, mas não teve nada demais. Era só uma livraria grande. Não tinha esse negócio de cafezinho, não. Nem tinha tanta variedade de produtos diferenciados. A livraria Cultura, nesse quesito, possuía uma organização e variedade muito melhor de itens. Tivemos a FNAC que teve de tudo, até toca-discos vintage, eletrônicos de ponta, um café lá dentro e mesmo assim ela se foi. Essas coisas são um mistério. Acredito, eu suponho, que apostaram em uma elite que já não possuía o costume de comprar assim. E daí pobre ia e não comprava nada. Então nao teve jeito. Não consigo pensar em outra explicação.

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