Fomos surpreendidos, neste dia 22 de Setembro de 2026, pela triste notícia da queda de um helicóptero em local de mata no Estado de Santa Cararina. As cinco pessoas morreram. Entre elas, o cantor sertanejo Rick, da dupla Rick & Renner, uma das queridinhas do público que também amava Zezé di Camrgo & Luciano, Edson & Udson, Rio Negro & Solimões, Gian & Giovanni, Leandro & Leonardo etc.
Muitos se lembraram do passamento da cantora Marília Mendonça, também por desastre áereo, em 05 de Novembro de 2021. Ela, no auge da carreira, com um filho muito pequeno que hoje nem deve ter lembranças da mãe.
Eu estava no hospital quando soube que encontraram os corpos sem vida. Enquanto amargava infinitas horas em um local de espera (o que resta aos acompanhantes: esperar), consegui criar uma pequena homenagem ao cantor. Algo só possível por causa da arte produzida pela IA, direto do meu celular. Não era o que eu queria, eu tinha pedido uma pessoa diferente em cada quadrinho, cada qual em sua profissão diferenciada, a letra da música seria como um radiozinho tocando, mas, por algum motivo que desconheço, ela me deu esta página somente com o Hugo. É claro que tentei mais vezes, utilizei outras IAs, mas a arte que prevaleceu acabou sendo esta.
Apesar do grisalho que não deveria existir, achei boa a página cujo objetivo era só para postar nas redes sociais. Então, não foi o que tive em mente, mas serviu, consegui meus likes, views, engajamento, deu tudo certo.
Dois Dia Depois, Velório Fechado
A mulher do Rick quis o velório para a família, deixou claro que é fechado e que o público já teve bastante do Rick durante a carreira. Muito bem, é um direito dela, a gente sabe como a imprensa é nociva e hoje em dia isso se estende também aos influencers da Internet, mas tem uma coisa.
Existe o povo que não quer documentar para ganhar nada, é uma galera que realmente curtia o trabalho do cantor, ouvia feliz as músicas de Rick & Renner no churrasco de domingo, no aniversário em família do sábado à noite, na viagem, no ônibus, namorando na lanchonete da esquina. Esse é o verdadeiro público do cantor que, vamos combinar, estava no ostracismo em relação à carreira musical faz tempo e ninguém nem sabia onde morava. Mesmo assim, esse povo sofrido, em nome de um passado, estava disposto a dar seu tempo em uma despedida, tamanho o carinho que guardavam no coração. A imprensa e os influencers vão continuar ganhando a grana, os likes, os views, o engajamento, mas os fãs têm que entender o direito da família que é real, é compreensivo, mas me faz pensar.
A esposa e os familiares desfrutaram do cidadão o quanto puderam, uma vida particular inteira, cada qual com sua história, umas mais felizes e outras nem tão participativas assim, pois sabemos bem como a imprensa fez o favor de não encontrar nenhum arqueólogo capaz de escavar os podres de ninguém, mantendo o artista como o homem da família do comercial de magarina, apaixonado pela honradinha perfeita, um homem que deu a entender que veio do nada e fez dinheiro honestamente, conquistando o povo com suas belas canções, letras maravilhosas. Então eu penso que essa mulher deveria engolir um pouco o egoísmo em nome do próprio histórico popular do marido que gostaria, sim, da presença desse povo, pois é um reconhecimento à carreira de todo artista.
Não é o fim do mundo os desconhecidos não irem ao velório do cantor. Amanhã já terão esquecido e tudo certo, vida que segue. É, no entanto, uma pena em relação à família que acabou deixando, no fim das contas, a impressão de discriminação social. Sim. Porque eu duvido que algum amigo empresário ou que tem boas condições foi impedido. O problema são os pobres. Isso jamais foi dito por ela e por ninguém da família, mas certas coisas não precisam sequer de um "A" para serem compreendidas.
Esse "clima" me faz pensar agora que talvez não demoraremos para ver aquele tradicional rolo de herança vindo à tona por aí. Espero que não.
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