Hoje se comemora o aniversário do Pato Donald, 92 anos desde sua primeira aparição em um desenho animado chamado A Galinha Sábia. O pato é um dos meus personagens preferidos nos quadrinhos Disney. Super me identifico.
Por isso, hoje, mostro uma revista bem legal. Além de comemorar o aniversário, ela traz uma aventura dos patos no Brasil em plena Copa do Mundo de 2014. Bora lá!
Pato Donald n° 2432 é de Junho de 2014, publicação da Editora Abril (saudades💓) com 52 páginas no total, incluindo capa, contracapa, com preço a três reais e cinquenta centavos. Hum... Como seria bom esse preço nos gibis de hoje!
A aventura que abre se chama O Melhor aniversário DeTodos Os Tempos e de cara a gente vê o Donald irritado porque tem que limpar a casa bem no dia do aniversário. A Margarida chega com presentes: um medicamento para digestão chamado Xameo-Ugo e um par de entradas para o passeio em um cruzeiro de luxo em torno do tão falado e perigoso triângulo de Patópolis (triângulo das bermudas). Esse sim, deixou o pato empolgado e agora dizendo que era o melhor aniversário de todos os tempos.
Prestes a embarcarem, um vento sorrateiro faz com que as entradas voem das mãos da Margarida e vão parar em pleno mar. Em vez de os iditoas fazerem o alarde para que o povo do cruzeiro se inteirasse da situação, eles ficaram caladinhos por sugestão do Donald que pensou não haver problemas em embarcar sem apresentar as entradas, já que estavam pagas. Então, quando entraram, mentiram para o encarregado, dizendo que só iam se despedir de uns passageiros.
Depois de um cagaço imenso, temendo que algo de muito ruim fosse lhes acontecer, o nevoeiro se dissipou e a agitação do mar os atirou para uma ilha.
Sem tempo para descansar, tiveram que correr para não se tornarem comida de grandes pterodáctilos, pois é, a ilha possuía uma quantidade imensa daqueles pássaros pré-históricos. Conseguiram se safar ao se encaminharem para um amontoado de rochas escalartes que logo se revelaram grandes caranguejos. A príncípio, Donald e Margarida se viram entre a cruz e a espada, mas logo se deram conta de que os caranguejos eram o alimento dos pterodáctilos.
Os caranguejos começaram a se movimentar com rapidez, temendo o ataque dos pássaros pré-históricos. Donald e Margarida foram com a manada, até encontrarem um jeito de se enveredarem por uma mata. Achando que estavam seguros diante de uma grande árvore, foram capturados em dois segundos por um bando de homens robustos e peludos, no maior pintão de homens neandertais ou algo parecido.
Donald e Margarida ficaram temerosos, mas isso acabou quando ele foi colocado diante uma estátua para compará-lo àquela imagem profética que parecia dizer que ele foi enviado pelos deuses para o bem da tribo. O pato começou a ser tratado como um rei.
Teve muita comida e festa. O detalhe é que os desenhos mostram só os homens corpulentos dançando uma coreografia onde batiam bunda. Com certeza, esse momento procurou mostrar de forma leve alguma outra coisa que não captei. Talvez foi a maneira de mostrar a viadagem local e mostrar como eles eram muitos, mas não estou bem certo disso, pois esse é um fator irrelevante, mas aposto que a música era Like A Prayer.
A Margarida fica muito irritada com a questão. Em um momento em que vê a "mãezona" indo para algum lugar, resolve segui-la, certa de que descobrirá alguma coisa. É nesse momento que ela ouve uma conversa dessa mãe dizendo que estava na hora de sacrificar o pato.
Margarida fica passada e quer logo contar para o Donald, mas a ogra-mãe esteve "filmando" ela o tempo todo, então a captura. Ela é levada para testemunhar o abate de Donald. Quando chega, vê o pato enjaulado e prestes a ser atirado às criaturas pré-históricas.
Naquele momento, o pai da ogra-mor está passando muito mal. Margarida quer saber o que ele tem, então a ogra fala que ele está sofrendo de um problema desconhecido no estômago. Ela e o povo acham que o grande líder está sucumbindo por causa de um tipo de força demoníaca, algo assim, por isso a necessidade de sacrificar o pato, porque acreditam que isso fará com que outras forças recuperem a saúde dele.
Ao ouvir tudo isso, Donald se lembra do medicamento que ganhou, o Xameo-Ugo. Mais que depressa, ele pega o remédio e joga para a Margarida que, por sua vez, corre para onde o pai da ogra está e faz ele engolir rapidão. Não demora nada, o grande líder dá um arroto de sacudir todo o arquipélado de Fernando de Noronha. Imagine o bafo desse povo competindo com o rio tietê em plena capital de São Paulo. Pois é. Depois do arrotão, o grande líder se levanta feliz da vida. A filha ogra percebe que os patos a ajudaram e cessa o sacrifício, um segundo antes de Donald virar comida jurássica.
Como gratidão, fazem outra festa. Donald volta a encher o bucho enquanto a viadagem corre solta ao som de músicas eufóricas, talvez uma Lady Gaga, Madonna ou sei lá.
A história mostra Donald e Margarida depois, na mesma embarcação pequena, só que fazendo o percurso de volta para Patópolis. Eles chegam até o nevoeiro, passam por ele, avistam o cruzeiro de luxo e percebem que estão perto de casa.
O último quadrinho mostra a festa de aniversário que Donald encara em casa, organizada pela família que tinha ficado lá e preparado tudo.
O fato de terem voltado no mesmo barco fica a nosso critério se tudo não passou de imaginação, pois a história mostra ele se despedaçando ao ser arremessado contra a ilha. Como, então, pode estar intacto? Ou será que se tratava de outro barco? Isso não ficou claro, mas penso que esse é o propósito para fazer com que alguns interpretem que tudo não passou, talvez, de delírios pelo temor de se verem em pleno triângulo de Patópolis.
As pessoas que vêm aqui e não estão familiarizadas com esse universo de quadrinhos podem ter achado algumas coisas difíceis de engolir ou que certos fatos poderiam ter se resolvido de outra maneira. A gente que é velhão e sempre cresceu nesse universo sabe que a graça dessas historinhas está nesses tipos de coisas que são propositalmente caricatas e às vezes até beiram o absurdo. Esses quadrinhos são feitos para nos divertir, não para pregar lições tão corretas ou reais para a vida.
Ainda há mais duas histórias para comentar, mas vou fazer em outra postagem (prevista para o dia 11), já que me empolguei e tornei esta grande demais. Então, a próxima postagem trará o complemento da revista, principalmente a HQ do Donaldo no Brasil em plena Copa do Mundo de 2014.
Apressados podem ver a versão em vídeo no canal Faquadrinhos. Lá eu mostro a revista completa.
Um abraço. Até breve!














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