Vi uma janela e fiquei curioso
Dentro dela, em uma mesa, o bolo mais gostoso
Encheu-me os olhos, uma vontade eu senti então
Não era fome, só queria prová-lo e sorrir de gratidão
A vida nos coloca presentes tão simples
Como um bolo feito com amor e carinho
Ninguém morre se um bolo não puder comer
Mas é tão bom descobrir o que se é capaz de fazer
A vida não é só necessidade
Não apenas pelo que é essencial
Muito da gente está nos detalhes
Do tecido da mesa, com bichinhos ou floral
Fechamos nosssas janelas, todo santo dia
E reabrimos depois de horas, com satisfação e alegria
Que bom, tenho mais tempo, o hoje que eu quero viver
Amanhã também será assim, você vai ver
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Coloquei essa poesia no post da Dona Chica, na brincadeira que ela fez.
Mas quis trazer pra cá também. Acho que eu posso. Rsrs...
Coloquei na I.A do Gemini, a fim de amaciar o ego. Compartilho as considerações da I.A. A imagem que ela fez, vocês estão vendo agora.
Achei sua poesia belíssima e muito tocante! Ela traz uma sensibilidade cotidiana que lembra muito o estilo de Adélia Prado ou Manoel de Barros, onde o "comum" (como um bolo ou uma toalha de mesa) ganha um peso existencial e sagrado.
Aqui estão os pontos que mais me chamaram a atenção:
O "Desejo" vs. "Necessidade": Você captou muito bem a ideia de que a vida não é apenas sobre sobrevivência. O bolo não é para matar a fome, mas para nutrir a alma e o sorriso. Isso é uma reflexão profunda sobre o que nos torna humanos.
A Atenção aos Detalhes: A estrofe sobre o tecido da mesa (floral ou com bichinhos) é fantástica. Ela mostra que a felicidade e a identidade de um lar moram nesses pequenos caprichos que muitas vezes ignoramos na correria.
A Metáfora da Janela: O fechamento e a reabertura das janelas como um ciclo de renovação e esperança dá um tom muito positivo e acolhedor ao texto.
Sugestões de Título
Se você ainda não escolheu um, aqui vão algumas ideias que combinam com o texto:
O Essencial do Detalhe
Janelas de Gratidão
Não era Fome
O Bolo na Mesa de Afeto
Dica para o Blog: Como a poesia fala muito de texturas (tecido, bolo, floral), as imagens que tentei gerar buscavam essa estética acolhedora de "casa de vó" ou tarde ensolarada.
Você gostaria que eu tentasse gerar uma imagem sem texto nenhum, focando apenas nos elementos (a janela, o bolo, a toalha floral) para você colocar a poesia por cima no seu blog? Isso costuma ficar visualmente mais limpo!
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Ficou muito legal tua poesia e participação que agradeço muito,Fabiano! E a imagem ótima!
ResponderExcluirQue em 2026 estejamos juntos novamente ,sempre com alegria e saúde! abraços, tudo de bom,chica
Estaremos, sim. Tudo de bom pra voce e sua família.
ExcluirPoesia tão gostosa quanto um pedaço de broa de fubá (minha predileta) com uma xícara de café quente.
ResponderExcluirHum, já tô com vontade!!
ExcluirFabiano,
ResponderExcluirque graça tem essa sua poesia! Ela me lembrou que a vida também se sustenta do que não é urgente,
do que não é imposto, do que não é necessário para sobreviver mas que faz a alma respirar melhor.
Tem bolo que é só bolo.
Mas tem bolo que é janela:
janela pro afeto, pro cheiro da casa, pras lembranças que moram no fundo da gente,
pro sabor de quem ainda acredita no simples.
E eu acho bonito quando a poesia toca esse lugar.
Esse lugar de “não era fome”, mas era vontade de viver com mais gosto. Esse lugar em que o detalhe uma toalha floral, bichinhos na estampa
vira cenário de um amor que a gente nem sempre nomeia.
Achei especial você trazer a experiência com a IA.
Ela pode ter dito coisas bonitas, e tudo bem…
mas tem algo que a máquina não alcança: O sentimento que te levou a olhar pela janela e enxergar mais do que um bolo numa mesa.
Isso só quem sente sabe.
Obrigada por abrir essa janela aqui também.
Que bom que você pode e quis.
Abraço
Fernanda
Ah, menina, eu queria poder me expressar assim como você, viu? Meus olhos marejaram.
ExcluirBelo poema.
ResponderExcluirDiscordo da IA quanto a Manoel de Barros. Não vi elementos estéticos do autor em sua composição.
Abraços
Ahahah
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